Como é bom um relacionamento entre duas pessoas, não é mesmo? É como viver em um mundo onde só existe o casal, ninguém nem nada a mais.
Mas, na realidade não é bem assim.
Toda pessoa que aparece na nossa vida vem com uma bagagem. Dentro do “pacote”, vêm as experiências de vida, um passado, amigos, frustrações, problemas, coisas mal resolvidas. E vem também uma família.
Família, como bem sabemos, é sagrada. Nós nunca gostamos que mexam com a nossa. Mas, de perto, ninguém é normal. E junto com a família do seu amor, vêm as peculiaridades dela, assim como vêm as esquisitices da sua.
Nem vamos entrar aqui nas piadinhas de sogra. Não estamos falando só das progenitoras. Há um universo que envolve pai, irmão, irmã, cachorro, prima, tia, avó (às vezes, até filho!) e tantos outros membros da família (ou parentes) que podem, muitas vezes, transformar seu relacionamento em uma guerra.
O fato é que — familiares de primeiro grau ou tias-avós distantes, consanguíneos ou não — familiares serão responsáveis, de vez em quando ou de vez em sempre, por algum problema entre o casal. A frequência e a intensidade desses problemas dependem de uma série de variáveis.
E como resolver isso? Eis o grande mistério da humanidade…
Ok, brincadeiras à parte, este é mais um dos aspectos delicados com que seres apaixonados precisam lidar.
Vamos encarar os fatos: você não pode “se livrar” da família dele. Nem ele, da sua. Então, o que fazer? Tolerar é a palavra de ordem.
Porém, se você não tem a paciência de um monge tibetano, essa pode ser uma tarefa um pouco mais difícil. Mas, felizmente, não impossível.
Tente se colocar no lugar dele. Você se sente desconfortável quando alguém fala mal ou faz algo de ruim para a sua família, certo? Em determinados casos, algo contra um ente querido seu pode ser muito pior que se fosse com você. Então, não fique o tempo todo “bombardeando” a família dele. E mais: você pode até mesmo odiar a mãe, o pai, ou qualquer outro familiar dele, mas sempre, leia-se sem exceções, você deve ter, no mínimo, respeito. Hostilidades não são bem-vindas.
Nem todo mundo tem a sorte de se dar bem com a família do seu amado. É até bastante comum haver divergências. Mas não pense que você poderá afastá-lo das pessoas com quem ele tem uma ligação de sangue, das pessoas com quem ele aprendeu a ser quem é, de quem o colocou no mundo, cuidou e educou até o dia em que você chegou.
Você não precisa ser a best friend forever da sua sogra. Pode até soar falso, se for muito evidente que se está forçando a barra. Mas, cordialidade, levantar a bandeira branca, não faz mal a ninguém.
Tente não levar para o lado pessoal e pense: a família dele quer vê-lo feliz. E você também quer. Então, obviamente, ele não ficará nem um pouco satisfeito ao saber que vocês se odeiam, não é mesmo? Não estou dizendo que é necessário puxar o saco de pessoas com quem você não tem a mínima afinidade, mas não custa, não dói, não mata e não te faz menos digno ser uma pessoa agradável, educada e mostrar um pouco de maturidade diante de situações difíceis.
Pense bem. Se você cogita ir adiante com o relacionamento, a família dele sempre estará lá. Portanto, capriche no “cessar-fogo” e não destrua seu namoro. Diplomacia é tudo, até mesmo em um relacionamento.
Desde pequeno, adoro ouvir histórias dos meus pais, meus avós. Viajo na deles.. Como se conheceram? Na fila do pão, jura?? Como assim, mãe, seus pais dela não deixavam você pegar nem na mão dele? O que?? Iam no cinema juntos com vocês dois?? Ah, vá!

Pois é, são histórias bizarras, de mil novecentoe e tralalá. Me divirto, dou risada sempre com as mesmas histórias mas vejo tudo isso nos dias de hoje. Outro dia estava conversando com uma amiga que ia viajar com o namorado. A turminha logo foi tirar um sarrinho “hummm.. vocês vão dormir juntos!?” e ela discordou: “claro que não, os pais dele não deixam a gente dormir juntos. Ele dorme na sala e eu no quarto.” A Fernanda Peduto escreveu um post muito legal sobre isso de dormir um com o outro. E minha amiga ainda emendou “a gente mal tem tempo pra ficar juntos, meus pais sempre colocam horário pra eu chegar em casa”.
Porra, em que ano estamos? Dois mil e cacetada e a sociedade ainda nos impõe esse tipo de regras? Tá certo que temos que respeitar nossos pais, mas o mundo mudou; a sociedade evoluiu (ou deveria). Comigo também sempre existiu esse tipo de educação, vindo dos meus pais. Agradeço por isso. Porém, em muitas ocasiões eu tinha que argumentar o porque eu voltaria mais tarde do que ao horário em que eles me pediram pra voltar, mas isso não acontece com todo mundo. Vejo namoros tendo limites impostos pelos pais, a garota respeita e não impõe seu pensamento, sua “revolta” de que não é mais a criancinha de 12 anos que ainda existe na cabeça deles. Se você não conversar de igual pra igual com seus pais, isso nunca vai mudar. NUNCA.
O que fazer pra poder chegar mais tarde em casa?
Conversa. Tudo se consegue numa boa conversa, sem mentiras, sem escaândalos nem exageros. Esponha a situação real a seus pais. Diga que você cresceu, que é responsável e que a educação toda que eles lhe deram, é o suficiente para você ter cabeça para agir consciente nos seus atos e que, seu namoro precisa de um tempo mais a dois, precisam evoluir e a convivência maior vai fortalecer a aliança entre vocês. Agora, se eles confiarem em você e deixarem chegar um pouco mais tarde, cumpra isso. Eles confiaram em você! Não dê a chance de retrocederem nessa conversa. Isso varia muito de homem para mulher. Geralmente, os pais são mais liberais com os filhos homens. Sabe como é … eles vivem uma cabeça antiga em que “o que será que vão falar por aí se verem minha filha ‘solta’ com garotos?” .. já pro homem, é o “filho garanhão”. Isso vai mudando com o tempo, mas não pense que você pensará muito diferente com seus filhos. Na prática, a teoria é outra.
Muitos casais sofrem com isso e, não estou falando de namoros de 12 anos de idade, 15, 17. Conheço muitos de 20 e poucos anos que aida vivem na “era do preto e branco” e têm um namoro assim como seus pais, que controlam toda a situação. Pra mim, já não é mais um namoro a dois; é um namoro colaborativo, onde todos opinam e quem tem a menor “voz” é você.
Por: Fernanda Peduto
- Alô, mãe, já tá tarde pra ele me levar, vou dormir aqui.
- Mas filha (…)?
- Vamos sair pra comer e depois ver uns filmes. Vai ficar tarde, o melhor é eu já ficar aqui.
Se impor, esse é o mote! A desculpa pouco importa. O que importa é dormir na casa do namorado (a). Por quê? Um dia porque está tarde pra ir até em casa, outro porque é final de semana, outro só porque deu vontade de dormir na casa do namorado (a), oras. Que mal há nisso?
Nós, filhos e namoradores não vemos problemas, mas os pais, ah, esses vêem, e muito. Conheço pai de amiga que não deixa dormir na mesma cama, mãe de amigo que não deixa ficar junto a não ser que seja na sala, mãe de amiga que deixa dormir em casa, mas “<em>só se ele dormir na sala, filha</em>”. E foi-se o tempo que os pais aceitavam um namoro só se fosse na frente da telinha. Namorar hoje não é mais isso. É viver, é se conhecer, é compartilhar, compartilhar também as noites de sono. Tem coisa melhor que “<em>dormir no quentinho</em>” do namorado? Que acordar com o bom dia mais sincero? Que adormecer com o carinho dele no teu cabelo? Quem tem pais durões, que não permitem coisas simples que fazem a diferença precisa mudar esse quadro. Se já é simples, não crie problemas e não deixe que seus pais criem.
Mas, claro que existem alguns caminhos se os seus pais são os que não aceitam mudanças facilmente:
1. Conquiste a confiança deles: prove que não há mal nenhum em você dormir na casa do namorado ou ele dormir na sua (e no seu quarto, principalmente);
2. Converse: explique, quantas vezes for possível, o que faz a diferença boa do seu namoro;
3. Seja paciente: se seus pais são durões, carrascos, e nunca estiveram diante dessa situação, não será na primeira vez que tudo vai ser o paraíso! Espere, pelo menos algumas poucas vezes;
4. Pratique a educação: não vá bancando o melhor, o dono da razão. Isso sempre acaba em pizza, porque se realmente sua mãe fizer <em>aloka</em>, ela vai sair ganhando. Você precisa ganhar ela no papo.
5. Não desista: o poder do convencimento é raro. Corra atrás dele. Se você realmente espera que seus pais sejam mais tranqüilos com algumas questões do seu namoro, você precisa buscar isso.
E isso vale pra tudo na vida. Se você vê dificuldade, nada melhor do que enfrentá-la.
Afinal, se você não for adiante até seu objetivo, nunca vai alcançá-lo!
Beijos e boas noites gostosas de sono com os namorados (as) pra vocês!
Quem tiver outras dicas e sugestões e quiser prolongar a discussão, pode participar através dos comentários. Quem sabe mais ajuda, quem sabe menos aprende. E vamo que vamo!
Colaboração da Nancy, por email.
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Eu o conheci há oito anos, tinha acabado de passar no vestibular. Tínhamos uma turma de amigos em comum, e nos víamos com uma certa frequência. Naquela época eu era uma garota muito inocente, nunca tinha tido um namorado. Ele era simplesmente o garoto mais bonito do grupo, simpático, divertido. Mas nada aconteceu entre nós, além de uma grande amizade. Eu era uma garota tímida, me achava feia e desengonçada e, apesar de suspirar por ele em segredo, não alimentava esperança alguma de um cara como ele se interessar por mim.
Depois de alguns meses saindo junto com a galera, cada um acabou tomando seu próprio rumo, faculdade, trabalho. Tive meus namorados, ele teve as namoradas dele. Vivemos nossas próprias experiências amorosas. Nosso contato foi se restringindo a apenas uma esporádica troca de e-mails, uma ou outra visita no perfil do Orkut e raríssimas conversas no MSN. Raramente nos encontrávamos pessoalmente, na maioria das vezes por acaso.
Ano passado, fiz uma viagem de intercâmbio, e passei quase um ano no exterior. Lá também vivi algumas experiências, amorosas inclusive, nem todas boas, mas que me fizeram amadurecer bastante. Porém, quase no final da temporada, o saldo era nulo: estava sozinha.
Ele foi o primeiro a puxar conversa, no MSN. Uma vista a seu perfil no Orkut me informou que ele estava solteiro, e isso foi um pretexto para eu também puxar assunto. Passamos a conversar bastante sobre relacionamentos, contamos nossas experiências e gostos. Conversávamos quase todos os dias, eu ainda no exterior. (Re)descobrimos muitas afinidades. Ele continuava a ser uma pessoa muito divertida e desenrolada, e continuava lindo! E o fato de nós dois estarmos solteiros naquele momento me fez despertar a vontade (curiosidade?) de ficar com ele.
Quem precisa de uma declaração de amor? Momentos são mais importantes!
Apesar de ele ter dito que estava gostando de uma menina, sempre que encontrava brecha, eu jogava indiretas (e às vezes, algumas diretas) nas nossas conversas. Deu tão certo que chegamos ao ponto de planejar alguns encontros para quando eu voltasse ao país. E assim foi. Logo na semana que retornei, nos encontramos, e já nesse dia, ficamos. E fomos ficando.
Dizia ele que não queria namorar, que queria curtir a vida, ficar com outras meninas caso surgisse oportunidade. Ele nunca havia tido um relacionamento por um tempo maior do que três meses. E ele é do tipo de cara que não gosta de demonstrar sentimentos (pelo menos não em palavras). Isso me deixava meio confusa, porque apesar de ele insistir que não estava gostando de mim, era bastante carinhoso e atencioso. E isso me fazia alimentar uma pequena esperança de, um dia, tornar-me sua namorada. Ou, pelo menos, “bater o recorde”, ficar com ele por mais de três meses. Para minha surpresa, faltando duas semanas para completar os tais “três meses”, ele quis me namorar.
No início, foi um misto de felicidade e insegurança. Estava muito feliz por ter um namorado, uma pessoa que eu gostava e tinha muitas afinidades. Mas ainda tinha uma ponta de insegurança, incerteza quanto aos sentimentos dele por mim. Apesar disso, não reclamava, não cobrava (bom… só um pouquinho… hehehe!), procurava me divertir e fazê-lo sentir-se bem quando estávamos juntos.
Acabamos de completar um mês de namoro “oficial”, mas já estamos a quatro meses juntos. Ainda não trocamos a famosa frase (“eu te amo”), mas nem por isso deixamos de ter um relacionamento saudável e prazeroso. Nossa amizade só ajuda no nosso relacionamento, a química entre nós é muito gostosa, ele continua muito atencioso, carinhoso e divertido, nossos encontros são sempre muito divertidos e recheados com muitas risadas e bom humor. Somos muito sinceros um com o outro, não há cobranças nem desentendimentos graves. Não vivemos em função um do outro, pelo contrário, só nos encontramos uma ou duas vezes na semana, na maioria das vezes, na companhia de amigos.
O fato de não demonstrarmos sentimentos em palavras explícitas torna-se irrelevante diante dos preciosos momentos que passamos juntos. Não fazemos planos para o futuro, procuramos viver intensamente o presente. E acho que é dessa forma que podemos construir um relacionamento duradouro, harmonioso e satisfatório: respeitando o tempo e o espaço um do outro. Não dizer ou ouvir um “eu te amo” não significa que o amor não exista entre nós. O amor existe nos pequenos gestos, na troca de olhares e sorrisos, na cumplicidade, nos risos, nos sonhos e experiências compartilhados. O amor pode existir até nos lugares onde nem se imagina que ele exista. Basta abrir o coração e cuidar muito bem dele.
Agradeço a Nancy pela história enviada. Quer colaborar com o Diário de Casal e dividir a sua história? Entre em contato conosco e saiba como participar.
São mais de 140 postagens, 1700 comentários, 200 mil visitas e centenas de histórias, dramas e risadas. Polêmicas, humor e lágrimas fizeram parte de todos os momentos desse blog e os grandes responsáveis por isso são vocês, os leitores.
Durante esse quase 2 anos de existência a gente passou por alguns momentos de desânimo, de grande motivação, pensamos em parar, pensamos em continuar, tentamos mudar as coisas e ainda não sabemos exatamente como vai ser amanhã. O que sabemos é que estamos formando essa pequena ‘comunidade’ que acredita que o amor pode mudar as coisas. Nós sabemos que temos pessoas especiais em nossas vidas e queremos compartilhar um pouco dessas histórias bacanas com aqueles interessados em ler sobre isso. E acredito que é chegada a hora de ampliarmos um pouco o leque de histórias que dividimos por aqui.
Se você acha que tem uma história legal, divertida e/ou trágica e gostaria de algumas opiniões sobre ela, chegou a hora de dividir isso. Nós estamos procurando por novas pessoas que consigam por em palavras alguns sentimentos e que, mesmo se estiverem confusas com a atual situação em que vivem, consigam se expressar para pedir ajuda. Ou talvez queiram somente gritar pro mundo que estão vivas, estão bem e que aconteceu algo tão incrível que é praticamente impossível não dividir com o máximo de pessoas possível.
Se você tem um pouco disso que a gente procura ou se tem algo que acredita que seja legal dividir, entre em contato conosco. Faça o mesmo se você tem algum problema e precisa de uma opinião, uma idéia, uma luz. Nosso intuito aqui desde o começo sempre foi de discutir idéias, ajudar o próximo, estender uma mão amiga para quem necessita. E 140 posts depois do primeiro, eu acredito que seja essa uma boa hora pra reafirmarmos esse compromisso interno com vocês, e aproveitar pra dizer que não, vocês não estão sozinhos. Cada comentário recebido por aqui funciona como um incentivo, mas saber que alguns de vocês estão apenas lendo no leitor de RSS favorito também motiva. Cada visita, cada citação no twitter, enfim… nada passa despercebido. E essa é a forma que encontramos de retribuir essa atenção.
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