Diário de Casal - Página 20 de 57 - O melhor e o pior da vida a dois

22 outubro 2012 Comente! Postado por:

Relacionamento, Viagens »

Apesar de estar com o digníssimo há três anos, nunca tivemos a oportunidade de viajar juntos. Sempre que eu viajo, envolve algo de trabalho, ou quando vou para o Rio, ele nunca pode me acompanhar. Diante de um ultraje desses, este ano decidimos tirar férias juntos e programar uma viagem curta a dois.

Infelizmente, meu amado trabalha numa empresa que tira férias coletivas, então ele só tem tempo livre em dezembro – altíssima temporada. Como estamos longe de poder esbanjar nossas economias, tivemos de optar por algum lugar dentro do Brasil e, é claro, próximo.

Já havia uma discussão nossa de tempos atrás sobre passarmos uns dias em Foz do Iguaçu. Como estamos no Paraná e depois vamos passar o Natal em Patópolis, escolhemos então que conheceríamos as Cataratas. Primeiro, porque ele é um paranaense de meia tigela que ainda não conhece Foz, e isso é uma vergonha; segundo, porque eu sou uma agente de viagens de meia tigela, também não conheço Foz, e isso também é uma vergonha. Terceiro, porque Foz do Iguaçu tem programas turísticos que são possíveis de serem vistos em poucos dias. Quarto, porque Foz fica logo na fronteira, ou seja, além de turismo, faremos comprinhas a preços maravilhosos. E quinto, mas não menos importante, porque a Mayara Godoy mora em Foz e assim já aproveitamos pra conhecê-la.

Neste caso, a escolha do destino foi fácil porque nós dois gostamos da ideia de ver as Cataratas, fazer comprinhas e passar um calor tropical. Mas nem sempre é assim. No meu trabalho, já atendi casais com gostos extremamente opostos, e é praticamente uma briga até chegarem num acordo. Um quer ir pra Paris e Londres, o outro quer Alemanha e Áustria. Um quer praia, o outro quer cidade. E eu, no meio, tentando achar as duas coisas numa viagem só.

Sempre que me deparo com casais assim, eu tento arrancar deles todas as expectativas – de pretensão de gastos, de clima, de programas que gostariam de fazer, e então crio o roteiro com base nessas escolhas. E é isso o que um casal deve fazer antes de decidir uma viagem a dois: arrancar um do outro todos os gostos, preferências, pra poder começar a pensar no destino. Ah, e principalmente, pensar em quanto cada um está disposto a desembolsar pra pagar a viagem.

Se a viagem é de Lua de Mel, o cuidado com a escolha tem de ser maior ainda. Não sei para os homens, mas para as mulheres que sempre sonharam com o casamento, a viagem, tem de ser perfeita, e como nos sonhos dela. É o equivalente à escolha do vestido de noiva. Então, não pense em ir pra Nova Iorque se sua futura mulher quer passar uma semana pelada dentro de um bangalô nas Maldivas. E noivas, lembrem-se de que sempre haverá Paris, então, se vocês vão pra Europa, tire um dia pra comprar espadas em Toledo ou pelo menos visitar um castelo medieval. E, não desmerecendo nosso Brasil brasileiro, dá pra adequar um resort romântico com um dia de ecoturismo em metade dos destinos turísticos do nosso país.

Levando em conta o bom senso e a preservação do amor e do bom convívio, vocês podem também revezar e fazer a viagem ideal de cada um por vez. Fernando de Noronha primeiro, Las Vegas depois…afinal, se vocês estão juntos e se dão bem, oportunidade de planejar outras viagens não vai faltar. Todo relacionamento acaba exigindo uma cessão dos dois lados, e isso inclui as férias do casal.

Comente!      Postado por Rose Carreiro
18 outubro 2012 5 Comentários Postado por:

Amor, Coisas dela »

Como lidar com o namorado que só pensa em futebol na vida real e no console?

Diagnóstico: casual gamer que bate no peito: “Manjo muito mais que você!!!”

Como, né? Se ele só joga futebol?! Chama você de nerd monga viciada só por causa daquele seu RPG preferido, ou de mano sanguinário só porque você curte um God of War.

Eu não suporto Fifas, PES e derivados. E não porque eu não sei jogar, é porque eu realmente não vejo graça nenhuma. Mas eu respeito o gosto, vai. Não tem problema. Se ele tem que suportar minhas horas de quests sem fim, eu vou superar uma partida com a narração do Tiago Leifert.

O único problema é detonar o seu domingo porque tem jogo (tipo, todo domingo da vida)! WTF?! Todo domingo é organizado pra ele não perder aquela partida do Brasileirão ou qualquer campeonato dos milhares que existem no Brasil. Até pra meninas não gamer é difícil!

Sabe o que é pior? Perder aquela mega feira de Games, que só rola UMA vez por ano na sua cidade, onde todos os lançamentos sensacionais estão rolando e você pode testar tudo em primeira mão. Eu só penso em pegar uma corda e… amarrar no pescoço dele. :P

Mas um relacionamento é baseado em adaptações, né? Tem que ter muita paciência. Ou ir pelo lado mais fácil e óbvio: escolha o seu namorado direito. E se você me disser que o coração não escolhe, mimimi, abraça o jogo de futebol, compra um PSvita e curte aquela uma hora do seu domingo jogando do lado dele. :)

*Bom, já deu pra perceber que eu gosto bastante de games e derivados. E isso reflete muito na minha vida. Espero que meus textos ajudem vocês de alguma forma e a ter ideias legais pra poder manter um relacionamento equilibrado. Vivo experiências constantes dentro desse mundo e estarei aqui pra dividir sempre com vocês. Sou a Patricia, mais conhecida como Tyta. Prazer ;)

5 Comentários      Postado por Tyta
16 outubro 2012 Comente! Postado por:

Coisas dela, Relacionamento »

Por: Anônima*

Não sei se falo por mim, pela maioria ou por todas as mulheres, mas a gente sempre procura alguma forma de apimentar a relação. A gente entende que homem gosta, e ama, e adora, sexo oral e procura satisfazê-lo.

Sim, santas! Admitam, assim fica menos feio para vocês.

Mas por mais mulher-macho que a gente seja, gostamos de ser mulherzinhas às vezes. Também é bom admitir que um tanto de romantismo não faz mal a ninguém. E o papel do homem? É o de simplesmente não esquecer datas e tratar tais datas como especiais que são. Porque sim, elas são!

Não é que a gente não se importe se o presente material não vier, a lembrança, o abraço conta muito. Mas sabe, não dar um presente pegável, por vezes frustra, e muito. Nada que vá fazer com que a gente termine o namoro, mas sabe o beicinho? Ele vai aparecer, e olhe, nem tô aqui falando em valores.

E o que dizer dos namorados-solteiros? Não por trair a namorada, mas que ainda levam aquela vidinha de solteiro, de não se importarem se a namorada não pode ir a tal lugar, eles vão, afinal, todos os amigos deles estarão lá e não há nada de mal nisso. Não acho que o namorado não possa sair com os amigos, mas deve tentar ser razoável, porque ele também precisa sair com a namorada.

Todo relacionamento deve ser baseado no respeito e na razoabilidade. Se levar em consideração esses quesitos, vai longe.

E quanto a sexo? Mulher gosta e gosta muito. Já dizem as boas e as más línguas, que o sonho de toda namorada é poder ficar com o “piu-piu” (sic) do namorado enquanto ele está longe.

Brigados

Claro que traição está no TOP dos TOPS de coisas que mais odiamos, porque fere a nossa autoestima, nossa confiança e, por vezes, um relacionamento paralelo entre melhores amigas, irmãs, cunhadas, e por aí vai.

E claro, tudo isso serve para homens e para mulheres. Existem todos os tipos de relacionamento: o que, por exemplo, jamais conseguiria viver em uma relação aberta. Sou ciumenta demais pra isso. Acho que se está a fim de conhecer outras, fique solteiro e né? Felicidades!

Tem gente que se irrita com homens sérios (eu, por exemplo), tem as que não suportam os abobados. Gosto e mau gosto tem por toda a parte.

Mas que é irritante ver seu namorado sendo lindo, leve e solto. Isso é! Aí vão perguntar: e porque você não termina? Simples, ele não é de todo esse cara irritante, ele tem um lado tão amável que você nunca tinha visto em outros homens. Ele te faz rir, te traz remédio, entende teu período de TPM, e isso, em contraponto, pesa muito.

Infelizmente, eu não namoro o cara perfeito porque ele poderia ser um tanto infeliz em ter optado por namorar uma guria tão cheia de defeitos quanto eu.

A gente se irrita, mas a gente ama… e ama tanto!

Comente!      Postado por Ele / Ela
14 outubro 2012 8 Comentários Postado por:

Geral »

Algo sempre muito difícil é saber a hora de terminar. Não estou falando exatamente de terminar um relacionamento, mas de saber a hora em que ele terminou e que você tem que partir para a próxima. Já escrevi aqui sobre como reconquistar, mas hoje vamos falar do contrário: o momento de saber parar.

É muito comum depois de um término as pessoas tentarem reatar o relacionamento. Isso acontece basicamente porque as pessoas querem apenas lembrar-se dos momentos bons. Algo muito comum, afinal, ninguém quer ficar remoendo as brigas e as discussões. Então, naquele dia solitário em que você está sozinho em casa, você começa a lembrar dos seus bons momentos com ele(a), do que passaram, das coisas divertidas.

Um comportamento absolutamente normal. Você olha para aquele presente, escuta aquela música, aquele momento bom vem à mente e você logo pensa em enviar aquela mensagem, ou fazer aquela ligação. Isso porque sentimos falta, sentimos falta dos bons momentos e isso gera nostalgia. Não existe nostalgia dos momentos ruins, por isso não pensamos neles.

Será que tudo tem que ser para sempre?

Mas não existe nada de errado em um relacionamento que se encerra. Claro, é frustrante e muitas vezes doloroso, mas precisamos ter a consciência de que tudo termina, tudo tem um fim, tudo um dia acaba. Civilizações já pereceram, mundos, e você um dia também vai perecer. Devido ao mito do “amor para toda vida” ou do “amor que resiste a tudo” é que geramos expectativas de um relacionamento que se prolongue até a velhice. E quando essa expectativa é frustrada sentimos a dor de um “fracasso”.

Mas será que realmente isso foi um fracasso? Vamos pensar em um feliz relacionamento de, digamos, dois anos. Vocês se amaram, se apoiaram e depois desses dois anos começaram as brigas, as discussões e o fim. É claro que dois anos não foram jogados fora, ajudaram um ao outro a crescer e se tornarem melhores (assim espero) e um dia isso acabou, não importa o motivo, se um dia terminou é porque tudo termina e um dia esse relacionamento também pode chegar ao fim.

É preciso entender que esse fim chega para todas as coisas, que o amor também é algo finito (ou eterno enquanto durar) e que quando termina não é o fim do mundo. Muitas vezes, as pessoas simplesmente não querem aceitar isso e tornam tudo ainda pior, fazem com que aquelas boas lembranças sejam sufocadas por insistentes tentativas de reconquistas e aquela pessoa que um dia foi querida passa a ser um incômodo. É nesse momento que não lembramos dos antigos momentos ruins, mas, começamos a criar os novos momentos ruins que sufocam as boas lembranças do antigo relacionamento. Por isso as pessoas costumam falar com rancor e mágoa dos antigos relacionamentos. Mas não é a maneira mais saudável de encarar a o fim de uma fase.

Quando suas investidas não rendem frutos, quando você percebe que é hora de seguir em frente, antes de se tornar um incômodo, enquanto você ainda é uma boa lembrança, essa é a hora de parar e seguir em frente. Isso não é desistir, é saber que acabou e continuar. A vida possui fases, reconhecê-las é característica das pessoas emocionalmente inteligentes.

8 Comentários      Postado por Cadu
10 outubro 2012 Comente! Postado por:

Diário Oficial, Especial »

Essa guerra ainda existe, nos dias de hoje, mas claramente temos vencedores já. No caso, vencedoras. As mulheres chegaram e estão onde jamais estiveram e continuam alcançando vitórias em diversas batalhas. E foi numa conversa com Silvio de Abreu, que 30 anos atrás escreveu a novela com esse título e está fazendo uma releitura atual, que percebi um monte de coisas interessantes sobre as vencedoras.

Silvio de Abreu - Guerra dos Sexos
Silvio de Abreu, uma mente brilhante

Fomos convidados a conhecer o autor e visitar o Projac, alguns dias atrás. E tivemos a chance de entender a cabeça de um autor de novelas, que fala sobre temas complexos as vezes, mas também tem preocupações como Ibope, Share e outros itens. Em sua primeira versão, a história precisou passar por diversas adaptações, devido a censura. Conseguem imaginar como é falar de traição, mulheres no poder e outras coisas em um tempo onde você simplesmente não podia falar isso de forma direta e aberta? Deve ter sido complicado.

Guerra dos Sexos
A turma toda reunida, conhecendo o ~castelo~ da novela. | Mucho Macho

Acho que é nesse ponto que temos a principal mudança, nessa releitura. A novela de hoje vai tocar nas feridas – que hoje em dia já estão bem cicatrizadas – e vai mostrar tudo, na lata. Se no passado não se podia de forma alguma falar sobre traição mostrando beijos e toques, hoje em dia já pode e é até comum em uma novela.

E se por um lado falar sobre as coisas é mais fácil hoje, por outro lado ser autor de uma novela e escrever personagens que se encaixam diretamente nos autores escolhidos para eles é algo que eu simplesmente não faço ideia de como seja. Silvio de Abreu mostrou que, ao menos para ele, isso acontece de forma natural. Ele consegue encaixar falas pensando nos atores e isso é de uma maestria fantástica. Para quem já tentou escrever uma história alguma vez na vida imagina fazer isso contando a vida de mais de 50 personagens, por vez? Impensável. Mas é o que ele vem fazendo a pelo menos 30 anos e os números dizem que ele vai muito bem nisso, obrigado.

AcidGirl vs Tufão
O Tufão não estava, mas a AcidGirl nos recebeu por lá! | Acidez Feminina

A Guerra dos Sexos e a eventual vitória das mulheres vocês poderão assistir durante a novela, certamente. O próprio Silvio garantiu que será algo leve e divertido, então a recomendação é para que todos assistam. E de quebra, ainda pudemos visitar a cidade cenográfica que abriga a mansão da Carminha/Tufão, a mega loja da própria Guerra dos Sexos e outros lugares muito inusitados, que somente uma gigante como a Globo consegue manter com tamanha riqueza de detalhes. Fica a nossa recomendação de que você terá entretenimento de qualidade, no que depender do autor.

E segue a batalha.

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Comente!      Postado por Rafael R