26 setembro 2012 2 Comentários Postado por:

Coisas dela, Crônicas, Geral »

Dia desses, enquanto eu e o digníssimo almoçávamos, naquela falta do que fazer corriqueira de quem come todos os dias no mesmo lugar, começamos a reparar no casal da mesa ao lado. O clima entre eles era tão pesado que não teve como notarmos. A mulher, com olhos vermelhos de choro e cara de brava, não pediu nada. O namorado (ou marido?) pediu um PF caprichado e comia tranquilamente assistindo SporTV, como se não notasse que estava sendo fuzilado pela companheira.

Eu – com meu mau hábito de questionar meu amado a respeito da raça masculina em geral – comecei a discutir sobre o porquê de os homens agirem como se estivesse tudo bem quando estamos bravas, e é claro que desenterrei vários casos em que eu estava a ponto de cuspir fogo e o amásio vinha com amenidades, e me tratava como se, OK, já passou. Ao ser atropelado pela DR inesperada, o digníssimo começou a rir e a tentar se justificar dizendo, mais ou menos, que pra ele é como se estivesse tudo bem. Principalmente porque, nos incidentes que citei, eu não fazia aquele olhar de Boi Bandido da guria ao lado.

Eles juram que não é por mal... Será?

Eles juram que não é por mal… Será?

Tomada de compaixão pela minha vizinha de mesa, fiquei ali destrinchando os motivos que levam nossos cônjuges a tomarem como um “tudo bem” o que pra nós é uma lufada de insatisfação. E deixando claro que a tal insatisfação é causada quase sempre por algo que eles fizeram, mas, por um milagre da neurociência, não sabem ou não se lembram. Pressionei tanto o meu digníssimo na procura de uma resposta, que por fim ele assumiu que eles não reconhecem na maioria das vezes esses nossos sinais de que tem algo errado e realmente não sabem o que fizeram.

Além disso, ficou meio subentendido que eu exagero nessas coisas, que não há nada que um filminho assistido a dois não amenize. Então por que nós sempre achamos que temos de esclarecer as picuinhas e que, se fizermos cara de quem chupou limão, eles vão ter um lapso de lucidez e abrir espaço pra uma discussão acalorada, seguida de um pedido de desculpas?

Muitas vezes eu penso: estou aqui, com cólicas, com problemas no trabalho, com um parente doente, com um cliente histérico…e pro meu marido isto não é o fim do mundo. Ou ele fala uma coisa super insensível, olha pros peitos da Katy Parry e no minuto seguinte vamos pra cozinha que está na hora do jantar.

É tudo tão simples assim pros homens e tão cheio de puzzles nas nossas cabeças tratadas a muito creme com queratina? Vocês homens conseguem realmente ver um jeito de deixar a poeira baixar fazendo pouco nos nossos chiliques silenciosos? Caio na questão Tostines da vida e espero um guru que me esclareça este dilema.

2 Comentários      Postado por Rose Carreiro
25 setembro 2012 13 Comentários Postado por:

Coisas dela, LoveBeats, Música »

Em tempos de sertanejo universitário, pode-se ter a impressão de que só esses moçoilos de cabelinhos com gel e camisas xadrez sabem falar de amor, em rimas óbvias. Mas eu estou aqui para mostrar a todos vocês que, ao contrário do que muita gente pensa, rock não é música do capeta e às vezes uma guitarra distorcida transmite muito mais sentimento que se pode supor.

Então, para provar a vocês que rockeiros também amam, selecionei dez músicas que, na minha humilde opinião, estão no topo das love songs de todos os tempos. Espero que curtam!

  • Rolling Stones – Angie

Há um certo mito que ronda essa música. Os boatos mais fortes são de que Mick Jagger a teria composto para Angie Bowie (então esposa de David Bowie), com quem mantinha um relacionamento extraconjugal. Se é verdade ou não, não sei dizer, mas sei que é uma das músicas mais bonitas que já ouvi na vida.

  • Queen – Love of my life

A música, integrante do quarto álbum do Queen, foi escrita por Freddie Mercury para Mary Austin, com quem ele teve um longo relacionamento no início dos anos 70 e manteve uma forte amizade até sua morte, em 1991. É de chorar. Simplesmente linda.

 

  • Kiss – Forever

Não encontrei nenhuma história especificamente relacionada à composição dessa música, o que não a torna menos emocionante, entretanto (mas, se alguém souber, poste nos comentários, por favor!). O hit foi lançado em 1989 e faz parte do álbum Hot In The Shade.

 

  • Van Halen – Can’t Stop Loving You

A música, lançada em 1995, faz referência à homônima de Ray Charles, lançada na década de 1960. É hit obrigatório em playlists românticas e/ou de hard rock.

 

  • Nazareth – Love Hurts

Uma das rock ballads mais famosas de todos os tempos, Love Hurts é daquelas que fazem a gente sentir, no fundo do peito, a dor do amor! E a prova inconteste é que foi lançada nos anos 70, já foi gravada e regravada, e continua atravessando gerações. Quem nunca curtiu uma fossa ouvindo essa música, ou dançou juntinho numa festa ou na “discoteca”?

 

  • Mr Big – Just Take my Heart

Escolher uma música do Mr Big foi bem difícil, confesso, pois são tantas músicas lindas, com letras incríveis, que eu quase tive de sortear. Mas, escolhi essa porque acho muito profunda. Fala da dor que é perder alguém que amamos. Uma advertência: ouvi-la logo após um término pode arrancar lágrimas e suspiros.

 

  • Bon Jovi – Always

Aqui preciso fazer uma confissão: escolher apenas uma música do Bon Jovi foi muito difícil para mim, pois há tantas músicas românticas, uma mais linda que a outra… Mas, acho que esse é um dos maiores sucessos de todos os tempos da banda, e é simplesmente maravilhoso. Fala sobre o arrependimento por ter errado e perdido a mulher amada. Ah, e para quem tem a minha idade ou mais (já acima dos 20 e poucos), deve se lembrar que ela já foi tema da novela 4×4!

 

  • Guns ‘N Roses – November Rain

Seja você fã de Guns ‘N Roses ou não, sou capaz de afirmar que November Rain é praticamente uma unanimidade. Com uma orquestra de fundo e um dos solos de guitarra mais marcantes da história, November Rain foi escrita por Axl Rose inspirada em seu relacionamento conturbado com a então esposa, Erin Everly. A melodia, esplendorosa, combinada à voz rasgada de Axl, fazem com que essa música nunca possa estar de fora de um top 10 como este.

 

  • Skid Row – I Remember You

I Remember You é daquelas músicas que, se a gente não está amando, faz ter vontade de estar, só pra poder ouvir juntinho. Da época em que o Sebastian Bach era gatinho e as moças ainda suspiravam esperando pelo príncipe encantado. É tema obrigatório de qualquer serenata, viu? Fica a dica!

 

  • Extreme – More Than Words

Essa música, que explodiu nas rádios nos anos 90, certamente diz o que muita gente gostaria de pedir: demonstre seu amor, não apenas com palavras. Uma das baladas mais famosas de todos os tempos, graças à inovação aplicada na guitarra acústica e à voz inconfundível de Gary Cherone, aparece aqui como última da lista — mas nem de longe a menos importante. Sobe o som!

 

Obs.: Essa é uma lista que preparei com base no que conheço e também do que gosto, e contei com algumas opiniões valiosas de amigos. Mas, se tiverem mais sugestões de rock love songs, por favor, deixem nos comentários!

13 Comentários      Postado por Mayara Godoy
24 setembro 2012 3 Comentários Postado por:

Coisas dele, Presentes »

Nota: Essa não é uma campanha contra as flores, quero apenas dar argumentos para aqueles que, da mesma forma que eu, não encaram as flores como opção. Exceto se elas forem de plástico, claro.

Vivemos num choque de mundos: Meu pai, quando estava se envolvendo com alguém, via nas flores um aliado fortíssimo e poderoso para agradar, quando necessário. Já eu jamais consegui dar um buquê de flores para alguma moça e isso inclui a namorada atual, que, diga-se de passagem, até mereceria tal preocupação na escolha de um mimo. E eu me pergunto: Por quê?!

Bom, posso ir além e dizer que moro na que é considerada a cidade das flores e do morango. Não me faltam recursos, certamente. E eu tenho em mim um sentimento insistente dizendo que eu deveria agradar o meu par, mas por que eu não vejo nas flores uma saída válida? O que me impede de considerá-las uma opção? Eu sei, sei bem. E vou contar um pouco mais a vocês sobre minha ideia.

Buquê de flores

Eu enxergo que na hora dos presentes temos que ser um pouco mais práticos. Não dá pra negar que flores enfeitam um ambiente, são bonitas quando bem cuidadas e tudo mais. Na minha casa mesmo, por exemplo, estou estudando junto com meu irmão uma forma de incluir novas flores na decoração. Mas não aquelas cortadas e em forma de buquê, algo mais permanente que fique no jardim mesmo. Acho que a função principal das flores é ornamentar um ambiente desde que elas estejam vivas. Depois de cortadas, perdem o sentido pra mim.

Talvez alguma moça consiga um dia me fazer entender que vale a pena o mimo, mas eu realmente não acredito nisso ainda. A cena do Professor Girafales entrando na vila com um buquê é o que mais vem à minha mente quando penso nisso. Talvez seja um gesto antigo e, portanto, fora de moda. Ou talvez seja apenas uma visão minha, partilhada por poucos. Eu prefiro partir para outros campos. Um exemplo é lembrar do último “presente” que comprei para a namorada, nossa viagem de ano novo. Criaremos memórias que irão além de uma meia dúzia de flores que secarão em menos de 1 semana.

Quer encantar alguém com flores? Leve-a para passear num campo de girassóis. Ou, quem sabe, separe uma ala da sua casa e faça um jardim florido que, de tempo em tempo, será a alegria das suas manhãs. Mas um bocado de flores que murcharão vale mesmo a pena assim? Prove-me o contrário.

3 Comentários      Postado por Rafael R
21 setembro 2012 1 Comentário Postado por:

Coisas dela, Relacionamento »

Por: Fernanda Feitosa

Sabe aquele momento em que você já não sabe se é esse o relacionamento que você tanto esperou? Ou melhor, se é essa a pessoa que você quer passar seus dias, compartilhar suas histórias, participar de suas risadas e dividir suas lágrimas.
Esse é o momento que bate o desapego ou é apenas uma fase ruim que todo casal deve superar?!

Ta ai, para muitas pessoas é tão complicado saber distinguir comodismo com gostar que você acaba levando uma situação que não está lhe fazendo nada bem por tanto tempo, que no fim das contas, chega um dia que ao olhar no espelho não é mais possível reconhecer quem reflete.

E a pergunta paira na cabeça: Como é que cheguei neste ponto? Onde foi parar aquele sentimento?
Perguntas e mais perguntas (oh coisa chata), e o pior é que muitas vezes é mais complicado achar a resposta, do que fazer novas perguntas. E esse sentimento vai crescendo, amargurando cada vez mais a relação e expandindo a distancia que vai aparecendo entre os dois, até que chega o dia em que o melhor é seguir só (ou não).

Desapego

E ai claro, vem mais uma daquelas perguntas: Mais será que não vale a pena tentar de novo (o que na verdade não tem nada de novo)?
Sim, os problemas estão ai, o que lhe angustia não mudou e não vai mudar enquanto você não decidir que mude, nenhum problema se resolve por si só, é necessário uma atitude sua ou dele (a) para que esta situação passe a ser favorável de alguma forma, porque vamos combinar que da mesma forma que sua vida está amarrada a uma situação que não está lhe fazendo bem, automaticamente a outra pessoa está amarrada também (e muitas vezes ela nem sabe disso).

Porque contra fatos meu caro, não há argumentos, e se você não está feliz consigo mesmo, como pode fazer o outro feliz?

Pare para avaliar sua vida, pare para pensar quais são seus planos a médio e a longo prazo e reflita, seu parceiro (a) cabe na sua vida? Ele faz parte dos seus planos? Você já procurou saber se você faz parte dos planos dele (a)? E principalmente, o que lhe mantém a esta pessoa é comodismo ou sentimento?
Porque quando bate o desapego, não existe muita coisa a se fazer, a decisão é sua (unicamente sua), basta apenas saber o que é melhor neste momento.

Jogue limpo, jogue a toalha, diga o que pensa o que sente, seja honesta (o) consigo mesma (o) e mova-se antes que você perceba que o tempo passou e nada foi feito a respeito, até porque se isso acontecer, da nada vai adiantar conjugar o verbo no futuro do pretérito (poderia ter dito, poderia ter feito, poderia ter sido e por ai vai).

Você PODE agora resolver essa questão, porque deixar para depois?

1 Comentário      Postado por Ele / Ela
20 setembro 2012 3 Comentários Postado por:

Relacionamento »

Nós aqui sempre falamos da rotina de casais, dos dilemas a dois, e até das brigas. Mas vez em quando surge o assunto término, aquele fim inesperado – ou não – que faz levantar os pelinhos do braço de nossa equipe. E não é o fim que me preocupa e me faz vir até aqui deixar esse recado – é o que vem depois dele.

Todo mundo fica meio baqueado depois do término de um namoro, depois de um divórcio, e cada um tem seu tempo pra decantar e então se arriscar de novo em novos romances. E quase todo mundo supera isso mais cedo ou mais tarde. O que sobra desse “quase todo” é o ser que não consegue deixar pra trás. Que fica preso às memórias do outro como se a pessoa tivesse morrido e fosse sua obrigação sofrer e amá-lo pro resto da vida.

Além desse comportamento de poeta barroco, há quem, além de tudo, se acabe. Se entrega, para de cortar os cabelos e fazer as unhas, não toma banho e perde noites à míngua pensando em quem não é mais seu. Sei que é o jargão mais clichê, mas estamos todos carecas, barrigudos e desdentados de tanto dizer que o amor próprio é a chave da sobrevivência. Se diminuir e desmerecer diante do ex só faz piorar a situação. Como diz minha vó, quem muito abaixa, o c* levanta.

Eu sou muito a favor dos recém-solteiros que saem para galinhar, experimentar relacionamentos de uma noite apenas, mesmo que sob o único pretexto de tirar o atraso ou pela desculpa do álcool. Nada mais libertador do que se sentir desejado e capaz de atrair alguém novo.

Não interessa se você chutou ou foi chutado da relação, após remoer todos os porquês e chorar até ficar parecendo o Amaral, o que resta pra quem está sozinho? Tentar voltar? Encher o saco do outro com bilhetinhos e e-mails melosos, convites pra um encontro “só pela amizade”? Meu amigo, se você não consegue enxergar um meio de reatar ou uma razão pra isso, por que insistir e lamentar uma coisa que pode existir dentro de você, mas que não faz mais parte dos planos do outro?

A gente sabe que dói. Eu sei o que é ficar na merda por um relacionamento acabado. Mas a gente também sabe que dá pra aguentar, que dá pra seguir, que dá pra mudar. Fritar bolinho na cama diariamente esperando que de repente o amor renasça e vocês voltem a se reencontrar correndo pela grama do Ibirapuera resolve o que na sua vida?

Com essa pergunta, me retiro, e espero que alguém se sinta esbofeteado pela realidade.

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3 Comentários      Postado por Rose Carreiro