Diário de Casal - Página 23 de 57 - O melhor e o pior da vida a dois

17 setembro 2012 1 Comentário Postado por:

Artigos, Coisas dela, Geral, Traição »

Em tempos de Internet, é complicado manter certos tipos de relacionamentos. Hoje a comunicação com inúmeras pessoas ultrapassa fatos como tempo e espaço. Não precisamos nos preocupar com a distância, ou estarmos em um determinado local, e uma parcela cada vez maior da população está online o tempo todo. Mas, infelizmente, isso é um problema para algumas pessoas.

Em alguns casos, existe uma invasão da individualidade das partes de um relacionamento, ou pior, de comum acordo uma supressão dessa individualidade como se fosse uma coisa boa e bonita.

É muito comum entre casais jovens, como um sinal de “confiança”, eles trocarem as suas respectivas senhas de e-mails ou de redes sociais – isso não é uma prova de confiança, mas de um relacionamento fraco e sem base. O e-mail é dele(a), o perfil na rede social também, se você desconfia que ele(a) esconde algo nesses “locais”, temos duas possíveis situações: ou uma das partes fez algo para gerar desconfiança (o que não justifica você mexer “nas coisas dele”); ou você é uma pessoa com problemas sérios de confiança e precisa começar a considerar isso.

“Fuçar” no celular enquanto ele(a) não está olhando então… é ainda pior! Indica falta de confiança e uma quebra da privacidade, se você não pegou o aparelho para jogar aquele game novo, coloque-o de volta ao local e perca essa mania feia.

Ter crise de ciúmes das amigas que postam comentários no perfil dele então é outro clássico, que apenas vai gerar um atrito mais que desnecessário. No lugar de brigar com ele (que provavelmente não tem culpa de nada) comente também, adicione a amiga dele, pergunte quem é, e se possível torne-se amiga dela, na verdade tente ser amiga de todos os amigos do outro. Isso vai aproximá-los muito.

O ciúme nada mais é que uma antecipação do medo de perder, uma espécie de ansiedade que só é possível em pessoas com uma baixa confiança e em muitos casos com baixa autoestima. No momento em que você aprender a gostar mais de você mesmo, o ciúme vai reduzir até um nível saudável novamente.

1 Comentário      Postado por Cadu
17 setembro 2012 2 Comentários Postado por:

Artigos, Coisas dele, Geral, Relacionamento »

Senhores, bom dia!

Estou aqui hoje para expressar minha revolta e ojeriza a um texto de autoria ruiva, postado há alguns dias aqui nesse espaço, texto esse vulgarmente intitulado “Guerra de farrapos: não às cuecas velhas! ”.

Muito me assombra todo essa repulsa feminina em relação a cuecas que já provaram seu valor na vida do homem, simplesmente dispensar uma velha companheira como essas é mais do que uma limpeza fria de guarda roupa, é uma traição gratuita e injustificável.

Não consigo entender essa necessidade feminina de jogar anos e anus de cuecas fora. Porque, quando o assunto é a coleção infindável de sapatos, muitos deles sequer estreados, a mulherada sofre de crises existenciais incríveis ao constatar a extrema necessidade de se desfazer de alguma dessas peças que funcionam apenas como itens decorativos, mais parecem obras de arte pós-apocalípticas dentro da sapateira. Eles nunca são usados, mas simplesmente precisam ficar ali, “pra combinar com aquela blusinha roxa que eu tenho, sabe?”.

Sapateira dos sonhos
Vivemos num mundo onde sapatos são como troféus, mas sem a importância deles!

Tenho certeza que se por um acaso eu desaparecesse misteriosamente, minha mulher iria demorar um, talvez dois dias para procurar as autoridades competentes dando conta do meu sumiço, mas meu irmão, se sumir um pé de um dos inúmeros pares de sapatos dela, não dou 30 minutos para que a casa esteja de ponta cabeça e eu esteja sendo interrogado com farolete na cara e técnicas de tortura do tempo da inquisição. OK, talvez ela não me torture, mas aposto um fígado que vai me olhar com aquela cara de “meu mundo caiu”, e tudo isso por conta de um sapato que ela não usa desde o Reveillon de 2010.

As cuecas velhas ao menos têm sua função na terra, elas cumprem muito bem seu papel de abrigar o que nos é mais valioso, são funcionais, confortáveis, nunca nos deixam na mão, e o mais importante, nós ainda a usamos, diferente das pilhas de sapatos, da coleção de papel de carta, do pôster velho dos BackStreet Boys que muitas mulheres guardam apenas por capricho, mesmo que mantendo-as escondidas no antigo guarda-roupas da casa da mãe.

Deixem as cuecas velhas livres, elas não fazem mal a ninguém, aquele pequeno furinho á para ventilação, e o elástico esgarçado é apenas uma cicatriz adquirida nos anos de valentia. Por hoje é só.

Diga você, o que pensa disso? Sim ou não as voluntariosas cuecas velhas?

2 Comentários      Postado por Leandro Duarte
14 setembro 2012 4 Comentários Postado por:

Amor, Artigos, Coisas dele, Relacionamento »

Em toda minha vida (tudo bem, não até os 16 anos) ouvia histórias de um mito da crise dos 7 anos. Achava besteira, até que cresci, amigos e amigas engataram em um longo namoro e de repente os 7 anos de namoro trouxeram este mito para a realidade. E não foram um, três, cinco casos conhecidos. Foram vários!

Calma, se você está a beira dos 7 anos, não se desespere. Toda “regra” tem uma exceção. Raras, mas acredite que você pode ser uma delas. É como ganhar na Mega Sena: todos nós temos chance. Fui um pouco mais a fundo e olhando na época para meu relacionamento, fazendo pesquisas na Internet e ouvindo amigos se queixando, percebi que além da crise dos 7, existem outras duas destacáveis: a crise dos 3 e dos 5 anos.

“Em uma pesquisa, que reuniu 2.000 ingleses adultos em relacionamentos sérios, identificou a marca dos 36 meses como o período de pico dos níveis de estresse no relacionamento. Os resultados apontam para uma nova tendência dos casais de buscarem certa independência, com algumas noites livres e férias longe do parceiro – recursos utilizados para manter vivo o clima de romance. Um total de 67% dos entrevistados disse que pequenos desconfortos aparentemente inofensivos no início do namoro geralmente se transformam em irritações maiores por volta do trigésimo sexto mês do relacionamento. Os resultados sugerem que, com o avanço da idade, o clima de romance cede lugar às praticidades do dia a dia, apoiadas pelo fato de que 55% das pessoas ocupadas e em relacionamentos mais longos admitiram que atualmente precisassem “agendar” o horário do romance. O relatório também mostra que casais no início do relacionamento podem esperar por uma média de três elogios por semana por parte do parceiro – este número cai para apenas um elogio semanal na marca dos três anos.”

Vejo que qualquer desconforto entre casais levaa a brigas que nossos pais e avós não teriam na época em que namoravam. E por que agora brigamos tanto e desistimos tão fácil? Em minha teoria, isso deve-se ao fato de que nossa comunicação e nossos relacionamentos (não amorosos) são imensamente maiores do que os de nossos pais. Eles não tinham tanta facilidade de se apaixonarem todos os dias por uma pessoa diferente que conheceram em alguma rede social ou estava na mesma roda de amigos em que pararam pra conversar. O poder de escolha hoje em dia é grande e toda aquela paciência em discutir relacionamentos e passar por crises fica cada vez menor, já que se acabar o namoro, amanhã já tem uma fila atrás de você. Já escrevi aqui no DdC sobre isso: namorar é fácil, difícil é manter.

Mas então, por que essas crises acontecem sempre nos 3 e 7 anos? Ninguém sabe ao certo, talvez mera coincidência, mas alguns fatores como o comodismos ou a falta de liberdade e saudades da época de solteiros fazem as pessoas terem, primeiramente, uma crise de existência –  “o que eu quero pra mim?”  – e consequentemente leva-se isto para o relacionamento. É inevitável uma das partes sair machucada, mas com uma boa conversa é possível reverter para juntos continuarem essa história.

Já passei também pelas crises dos 3, 5 e terminei em uma crise dos 7 anos. Meu melhor amigo também. Engraçado, eu e minha ex brincávamos um com o outro dizendo: “ih, será que vamos ter essa crise dos 7 anos?”, isso com seis anos e pouco. E quando chegou, deu no que deu. O mito fez-se realidade. Tivemos um final feliz, afinal foram 7 anos felizes. Os melhores anos da minha vida, com a melhor pessoa que conheci até hoje. O futuro a Deus pertence e o que buscamos hoje é sermos felizes.

Se a vida fosse fácil, nada teria graça. Por isso, planejem o futuro de vocês, porque se vocês não planejarem e viverem felizes com isso, o presente perde a graça e a crise pode se tornar real pra vocês também.

Mantenham todos os dias a chama da paixão e sejam felizes!

4 Comentários      Postado por Diego Fávero
13 setembro 2012 3 Comentários Postado por:

Coisas dela, Crônicas, Relacionamento »

Um relacionamento muda muita coisa. Às vezes, até o nosso guarda-roupas.

Já contei aqui sobre a ojeriza do meu amado aos cabelos curtos (hoje cultivo minhas melenas até o meio das costas) e agora venho compartilhar outra resolução da mulher-que-quer-agradar: abandonei os decotes.

Depois de vir morar com o digníssimo – e de suas observações críticas a respeito de algumas peças do meu vestuário “moro num país tropical”, comecei a notar que aqui em Londrina as mulheres evitam os decotes (mas mostram a bunda!), ao contrário do que era normal no Rio.

De certa forma e numa daquelas fases “hora-de-fazer-a-limpa”, adotei o que na minha cabeça seria o look “sou casada” e me desfiz de todas as peças que evidenciavam meu melhor tom leite de aveia Davene. Fui mudando meu guarda-roupas. Só que, nessa de querer um estilo mais discreto, eu meio que surtei, ao ponto de o digníssimo dizer que “agora eu só compro roupas de mulheres aos 35 anos”.

Abandonei os jeans skinny e as blusinhas coladas – mesmo porque, como eu já disse aqui, os pneus inflaram e os bracinhos de merendeira estão em voga. Dificilmente uso meus All-Star e meus calçados preferidos viraram os mocassins. Pra ajudar, eu uso uniforme no trabalho.

Sério, exceto pra quem usa taileur ou tubinho, quais as reais chances de um uniforme deixar uma mulher minimamente atraente? O próprio digníssimo diz que não recebo elogio das pessoas quanto à minha beleza (sic) porque só uso uniforme…

Acho que é isso: perdi o sex-appeal do vestuário. Na minha cabeça, eu envelheci uns dez anos depois de assumir esse casamento extra-oficial, e meu guarda-roupas foi junto.  Certo ou errado, confesso que às vezes sinto falta de chamar a atenção, mas daí penso que não é mais necessário. Agora deixa eu ser confortável.

3 Comentários      Postado por Rose Carreiro
12 setembro 2012 6 Comentários Postado por:

Coisas dele, Relacionamento »

Recentemente, tomei uma decisão drástica: era hora de parar de fumar. Após uma rápida pesquisa, escolhi o método mais adequado e, no dia certo, comecei a maratona. Eu só não sabia que ter o apoio da namorada nessa missão seria mais que fundamental – aguentar toda a chatice que o momento proporciona seria um exercício de paciência pra ela.

Namorada
Não basta ir pra batalha, tem que celebrar as pequenas vitórias com ela!

Note que estou me referindo a um hábito repugnante, mas poderia ser qualquer outro momento de nossas vidas. Tudo aquilo que influi diretamente no humor das pessoas acaba interferindo nos relacionamentos. Mesmo coisas como dinheiro, notas baixas, distância ou outros fatores podem causar o mesmo problema e dependerão de paciência para serem resolvidos. Exceto se o seu caso for paranoia, aí é melhor ler isso aqui.

Percebi que comecei a ficar mais seco, menos carinhoso e tudo aquilo que você é e faz quando está passando por um problema que exige seu tempo integral. E não poderia estar mais errado nisso, já que o mínimo que eu devo à minha namorada é atenção e disposição. Foi quando notei o quão paciente ela é comigo em diversas situações, pois é claro que nessas horas você acaba voltando no tempo e pesando tudo aquilo que passou. E decidi que não importava como, a partir de agora eu teria que ter uma postura diferente com quem está ao meu lado o tempo todo, lutando junto e torcendo pela minha vitória.

Todos nós temos problemas. Todos enfrentamos dilemas diariamente, seja no campo da saúde tomando decisões mais saudáveis para a vida, seja no campo profissional, onde cada dia lidamos com novos desafios e pressões, e nem por isso devemos deixar de lado aquelas pessoas que nos apoiam. A paciência delas em ficar em segundo plano pode até ser grande, mas não será infinita. O último post aqui – brilhante, por sinal – fala sobre como é importante dar valor a quem merece HOJE. E realmente essa é uma das coisas mais importantes que aprendi sobre minha namorada nesse tempo em que estamos juntos. Mas chegou a hora de praticar – agora.

Mas é  importante que você preste atenção em uma coisa: as pessoas enfrentam problemas diariamente. Às vezes, são pressões que beiram o limite do que alguém pode suportar e as reações a isso acabam indo para todos os lados. Ter paciência com quem está enfrentando isso é uma prova de amor incondicional. Se firmar no “dias melhores virão” às vezes é bom, e ser paciente vai mostrar ao seu par que você está com e por ele até o fim. É uma prova de amor, afinal.

Então, esteja você em qualquer um desses lados, fica uma dica valiosa: aprenda a ter um pouco mais de paciência. Sempre que existir uma situação de estresse, a tendência é que patadas e falta de atenção ocorram com mais regularidade. Mas se você se encher de forças, aguentar um pouco mais e provar que pode estar do lado da pessoa no bom e no ruim, definitivamente você foi feito pra passar a vida toda ao lado dele/a.

Sendo assim, peço licença aos amigos para deixar um recado pra Caju: sei que tem sido complicado, mas dias melhores virão. E espero que você esteja ao meu lado nesse futuro próximo que nos pertence. ;-)

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6 Comentários      Postado por Rafael R