3 setembro 2012 14 Comentários Postado por:

Histórias, Presentes »

Senhores, bom dia. Antes de mais nada, permitam-me apresentar quem vos fala… Bléé! Então galera, prazer, Leandro Duarte. Esse é meu primeiro post, então sejam amiguinhos.

Bom, quando pensei em algo para escrever na estreia do DDC, o primeiro tema que me veio à cabeça foi o momento que passei recentemente em meu casamento – A troca de alianças.

algemas
Será que precisa ser assim?

Desde cedo, somos influenciados a seguir diversos costumes, um simples arco de metal precioso é a garantia de lealdade do casal e blá blá blá. Bicho, eu nunca havia usado aliança de quaisquer status – namoro, compromisso, noivado – nada! Como 9 entre 10 mulheres brasileiras, a minha mulher também sempre gostou desse lance de bambolê no dedo. Malandro que sou (aham…), sempre soube escapar pela tangente das investidas da senhora Duarte em me laçar o dedo. E ela apelava, heim! Dizia que sem aliança os homens se sentiriam mais à vontade para, eventualmente, cantá-la. Dizia, ainda, que eles podiam simplesmente não acreditar que ela era casada (Tu não vai acreditar é na minha mão na sua cara, mermão!).

Apesar do jogo sujo, consegui deixar meu anelar esquerdo a salvo por exatamente 11 meses de casamento, mas eu sabia que uma hora seria inevitável a coleirinha, só não pensava, amigos, que a minha hora viria sem massagem e com requintes de crueldade.

Estava eu trabalhando tranquilamente quando recebo uma mensagem no Whatsapp. Uma foto de um par de alianças, e a mensagem: “Amor, chegou”. Sim amigos, minha mulher foi lá no bagúiu e comprou ela mermo o par de alianças. A cretina sempre falou que preferia alianças mais discretas, fininhas, e me aparece com o anel do Frodo e coloca no meu dedo, sem dó. E não pensem que ficou só nisso, na semana seguinte, ainda teve a coragem de, em um encontro de amigas, se vangloriar do fato de ter comprado ela mesma as alianças, e depois voltar pra casa e me contar tudo, dizendo que as amigas aplaudiram seus métodos. Lastimável.

Ainda estou me adaptando a essa nova vida e a esse novo peso em minha mão esquerda. Quase prendi o dedo algumas vezes na maçaneta da porta, sofri bullying dos colegas de trabalho, para os quais costumava me gabar de ser casado sem aliança, mas no final das contas, acho que estou encarando bem a história. Sinceramente, não acho que um pedaço de ferro (caro bagarai) vai ser de alguma forma a garantia de fidelidade entre nós, nem que a ausência dele nos deixaria mais vulneráveis a eventuais talaricos. O ponto é que também não faz nenhum mal. Se isso de alguma forma deixa a pessoa que amo feliz, por que não usá-las? É simples, não dói e com o tempo até consigo achar legalzinho. Fácil.

Pois é, após escrever em um blog dedicado a solteirice, volto a tal blogosfera de aliança no dedo. O mundo dá voltas.

Bom, é isso. E assim acaba o belo sonho de um casamento sem algema de dedo. Sintam-se à vontade para compartilhar como foi a troca de aliança nos relacionamentos de vocês, vou ficar bem feliz lendo a desgraça alheia.

Abraço a todos.

14 Comentários      Postado por Leandro Duarte
31 agosto 2012 4 Comentários Postado por:

Relacionamento »

Depois de mais de um ano morando fora do Brasil, identifiquei diversas diferenças e mudanças em mim que afetaram meu relacionamento, tanto de forma positiva quanto negativa. Vou começar a série de posts sobre essa fase da minha vida com algo positivo, afinal, pretendemos construir pessoas que formarão casais saudáveis e felizes – seja agora, ou no futuro. ;)

O meu grande defeito era não saber passar um tempo sozinha e isso afetava diretamente meus bichinhos do ciúme. Então, vamos lá: morando fora ou não, se você não consegue ficar sozinho em paz e “se dar atenção”, tem algo errado aí!

Saber apreciar a própria companhia é fundamental.

Foi um baita exercício diário, pois quando me mudei, eu vim com a ideia de fazer mestrado e sem planos pra trabalhar. Ou seja, fiquei muito tempo em casa, evitando gastar qualquer centavo e tentando fazer planos pra mim, enquanto meu noivo trabalhava o dia todo fora. É uma situação beeeem complicada pra quem tinha dias cheios, salário e se virava sozinha há uns bons anos.

Mas tirei coisas positivas desse tempo sozinha, redescobri meu hábito de leitura, aprendi a ir andar pelo parque para procurar esquilos, organizei coisas que sempre quis fazer, como scrapbooking, e estudei sozinha as diferenças do inglês britânico e do americano. Com tudo isso, deixei a internet um pouco de lado – eu sou absurdamente ligada na web e chegava a ser viciada no Twitter.

Isso parece algo perfeitamente normal, mas quando se trata de um ciumento, o tempo sozinho que ele tem, muitas vezes, é gasto stalkeando pessoas que falam com seu namorado(a), procurando sinais disso ou daquilo e tentando prever algo que pode nem ter acontecido. E isso, meus queridos, é um nível de ciúme fora do aceitável, que corrói, destrói e não evita nenhuma tragédia, muito pelo contrário, dá gás pra que algo role. Afinal, quem curte uma pessoa paranoica na cola? Eu odeio!

Então corra e faça uma lista das coisas que você gostaria de tentar fazer por você, e toda vez que rolar aquela oportunidade de ficar sozinho, se jogue em uma por uma, você pode descobrir um livro incrível, um dom desperdiçado por anos ou uma terapia imbatível.

Use seu tempo livre pra manter acesa a chama do interesse que seu namorado(a) tem em você, pessoas interessantes não são aquelas que deixam de viver a vida delas para viver a nossa, e sim, as que sabem a hora de dedicação ao outro e a si.

4 Comentários      Postado por Rafael R
30 agosto 2012 1 Comentário Postado por:

Amor, Coisas dele, Crônicas, Relacionamento »

O que é ser feliz pra você? O que você quer para seu futuro? Casar, ter filhos, uma bela casa, viajar? Você já namora há um tempo e nunca parou pra conversar sobre isso com seu namorado/namorada? Será que ele/ela tem os mesmos objetivos que você? Ou os seus e os dele/dela são completamente diferentes?

Já parou pra pensar nisso? Se sim, ótimo! Está no caminho certo. Agora, se não pararam pra planejar objetivamente o futuro de vocês dois, não adie essa conversa. Vocês podem estar vivendo um amor que não terá um final tão feliz assim. E não adianta me dizer que vocês sempre falam dos nomes dos filhos, a cor da casa, etc. Quando o namoro toma um patamar mais sério, é necessário uma conversa mais adulta, mais objetiva e decisória. Talvez os planos fossem os mesmos no passado, mas já não sejam mais.

Vejo que em tempos modernos os casais vão vivendo tipo “deixa a vida me levar”. Mal planejam o final de semana, quanto mais os próximos quarenta anos. O mundo é fascinante, há muita informação no dia-a-dia, muita gente nova entrando em nossa vida, a agenda muda constantemente e o jantar que teríamos daqui a meia hora teve de ser cancelado pois surgiu um imprevisto no trabalho. E lá se foi nosso planejamento de termos um jantar romântico. Sei que hoje é difícil seguir à risca um plano de vida, mas rascunhos e listas devem ser feitas. Aliás, sempre ouvi dizerem pra fazermos listas de objetivos de nossa vida. Escreva dez e busque-os. Se realizou um, risque-o e coloque um novo no lugar.

Seus objetivos não precisam ser exatamente os mesmos que o dele/dela. Aliás, não devem! Você é um ser humano com pensamentos totalmente diferentes de qualquer outro em todo o mundo. Porém, há objetivos em comum que devem ser os mesmos e, se não forem, algo está errado entre vocês. É melhor repensar esse namoro e não deixar que a vida de vocês chegue a um ponto em que cada um quer seguir um caminho diferente, pois é aí que a coisa complica. Então, por que empurrar esse problema lá pra frente se ele pode ser resolvido agora? Nem que essa resolução seja um término de namoro. Mas você prefere seguir, mesmo sabendo que não dará certo, ou prefere ser feliz com pessoas que tenham os mesmos objetivos que você?

É triste, muito triste, perder quem você ama. Mas quando os pensamentos em comum se perdem, é preciso dar um tempo para os dois e, se esses pensamentos vão se reencontrar lá na frente, novamente, só Deus sabe. E se voltar, realmente era pra ser seu. Não desista de seus sonhos e de seu amor.

Nada como uma boa conversa.

Seja feliz.

1 Comentário      Postado por Diego Fávero
29 agosto 2012 1 Comentário Postado por:

Coisas dele, Relacionamento »

Por mais de uma vez eu fui visto como alguém que realmente entende de relacionamentos. Costumo responder dúvidas por e-mail e conversar sobre o assunto em diversos lugares. A ironia disso tudo é que quando surgem meus próprios problemas, eu fico sem saber como lidar. E acabei eventualmente descobrindo que não adianta ter muita “experiência” em relacionamentos pois cada um será único. E isso é ótimo!

Mapeamento da cama
Na internet, até mesmo um Gordo Nerd pode ser especialista em relacionamentos!

Os problemas que enfrentamos dependem bastante da época em que vivemos, quem está ao nosso lado e de outros fatores únicos. E se por um lado conseguimos achar solução para os problemas dos outros, nem sempre é fácil encontrar algo que nos ajude quando mais precisamos dessa luz. Aquilo de que “quem vê um relacionamento de fora consegue ver melhor” na maioria das vezes se torna algo certo e real. Mas é claro que é possível contornar tudo isso, caso seja o que você precise fazer agora.

Entre tudo o que aprendi estando em relacionamentos, o que eu mais recomendo – e faço isso sempre que eu posso – é que você consiga ouvir seu parceiro. Não adianta escutar, não adianta discutir a relação, é preciso realmente usar toda a sua empatia para conseguir entender o porque daquela determinada reclamação ou briga para poder efetivamente resolver o problema.

Seus amigos não são os culpados por ela brigar com você. As músicas que você ouve não são o grande problema. Nem mesmo aquelas frases infelizes que você solta as vezes, sem querer, são o que está causando todo o mal estar entre vocês. É preciso escavar mais fundo para conseguir entender o que realmente está atrapalhando e descobrir como você poderá fazer isso sumir e melhorar, se chegar na raiz da questão. Mas, é claro, não existe mágica nesse processo. Você vai precisar se esforçar, conhecer cada dia um pouco mais quem está ao seu lado e só então vai conseguir começar a enxergar a vida com os olhos do outro.

Calma, não estou pedindo pra você descobrir tudo sobre seu par e começar a tomar atitudes baseadas unicamente nisso. Mas a partir do momento que você entende as motivações, valores e sentimentos de quem está ao seu lado, você começa a destacar um pouco mais tudo aquilo que sabe que fará bem a ele/ela. Conhecer melhor para poder ser melhor para alguém, esse é o caminho a seguir.

Portanto, não tenha pressa. As coisas vão acontecer levando o tempo certo para isso. Não ache que por ter feito alguém feliz fazendo algo você precisa necessariamente repetir os passos. Não pense que será fácil chegar no final, pois o meio é o que realmente importa e te levará aonde você quiser ir. Um dia de cada vez, um conhecimento de cada vez e pronto, é tudo o que você precisa. Nem que você erre no meio, isso certamente acontecerá. Mas o que importa é ter a paciência e a sabedoria de se colocar no lugar do outro e buscar o melhor caminho para seguirem juntos.

Tente fazer isso e você chegará lá, eu prometo.

Quer participar do Diário de Casal e dividir a sua história com o mundo inteiro? Saiba como participar e não deixe para depois!

1 Comentário      Postado por Rafael R
28 agosto 2012 4 Comentários Postado por:

Amor, Artigos, Relacionamento »

Relacionamentos engordam. OK, OK, em sua maioria. Digo isso porque, afinal, sou parte de um. Eu, que desde a infância fui aquele tipo barrigudinho, que mesmo magricela parecia um pote de biscoitos caseiros quando vestia uma saia rodada, só vou acumulando quilinhos ano após ano ao lado do digníssimo.

Queria eu ter a ciência de saber o porquê deste fenômeno. Tenho lá minhas teorias, que dividirei aqui, mas ainda espero que alguém me dê provas dos reais motivos pra gente ganhar aquela barriguinha caprichada e os bracinhos de tia merendeira depois de assumir uma vida conjugal. E não me venham falar de comodismo e cuecas furadas.

Suspeita número um: programas de casais são, com a ironia da palavra, mais light. Se quando solteiros, costumávamos sair pra bebericar, jogar uma sinuca, e até dançar, agora uma boa noitada inclui sair prum belo jantar (romântico ou não), pedir uma pizza, refestelar o digníssimo com todos os quitutes que você aprendeu a fazer só pra provar que é uma mulher boa de fogão. Solteiros e sua vida desregrada com cheiro de cigarro e caipiroskas de balada dão lugar a casais que se juntam para fazer um fondue, ou aproveitam o fim de semana pra testar as novas receitas do Jamie Oliver. Solteiros gostam de destilados; casais, de fermentados. E fermento, né…

Mais uma hipótese – que não é o meu caso, porque eu era uma sedentária magra – é a de que, depois de arrumar um cobertor de orelha, geral deixa o sedentarismo invadir sua vida, já que não precisa mais cultivar um corpinho atraente pra ganhar ninguém. Mas e pra quem já era sedentário? De repente liga um botão de acumular gorduras e açúcares e criar costas lisinhas como as de um leitão? Sem contar nos exercícios zegzuais praticados frequentemente.

Junte a todos os jantares italianos, bolos de chocolate, domingos regados às novas descobertas culinárias, o fator idade – já que cada vez com mais frequência as pessoas só querem se comprometer quando já estão com um pé nos trinta e o metabolismo já não funciona como antes – e talvez possa ter uma explicação melhor pro efeito estufa na barriga.

Mas ainda prefiro crer na teoria de uma amiga que diz “felicidade engorda”. Ser feliz te faz engordar porque te livra de várias coisas que emagrecem – paixonite, noites em claro, amores platônicos e vida de poeta. Quando você deixa de ter preocupações com a paixão, quando finalmente consegue alguém que te traz paz de espírito, que não te faz sofrer muito, você relaxa. E relaxar, engorda. Se esse é o preço da felicidade, eu quero sair rolando.

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4 Comentários      Postado por Rose Carreiro