22 agosto 2012 1 Comentário Postado por:

LoveBeats »

Nosso grande amigo Maurício Zane voltou. E hoje ele trouxe um set reflexivo, que serve para todos que precisam parar, pensar um pouco e tentar um recomeço.

Love Beats #3

Tire alguns minutos do seu dia, hoje, para ouvir com calma as músicas que virão a seguir. É com elas que você vai conseguir pensar naquelas coisas que são realmente importantes, aquilo tudo que te move enquanto você segue o caminho junto do seu amor. Você tem se esforçado o bastante pelo seu relacionamento? Você tem feito seu par feliz? Você acha que poderia ter feito algo melhor? Pois vamos pensar um pouco nisso agora.

Que tal agora começar a pensar em quem você ama, com calma. Perceber todas aquelas coisas que você mais gosta nessa pessoa, notar todos os esforços que ela faz para que vocês dois continuem bem, felizes e em paz. Pense agora em todos os momentos mais felizes que vocês estiveram juntos em alguma situação.

Pense numa lista de coisas que fazem você gostar dessa pessoa. Qual seria o primeiro item? Qual seria o segundo? O que vem por último, mas que não pode ser ignorado de maneira nenhuma?

Pense bem, são muitas coisas…

Aproveite o dia de hoje para elaborar essa lista, digita-la aí no seu computador. Salve tudo o que te faz feliz na pessoa que está ao seu lado, lembre-se de todos os momentos bobos e engraçados que tiveram, lembre-se de todo o carinho que essa pessoa demonstrou por você quando teve oportunidade.

Agora, pense um pouco no presente. Pense nas coisas que fazem falta, pense nas coisas que vocês não fazem por algum tempo e que já fizeram vocês felizes. Pense em todos os itens da lista que não estão mais acontecendo nos dias de vocês. E pense em como voltar a vê-los fazendo parte de seus dias. Pense em como resgatar o romance esquecido do seu relacionamento. Pense nas coisas bonitas dele, que não estão mais em evidência.

E pronto, hoje você vai ter a chance de resgatar, recomeçar… você pode, você consegue!

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1 Comentário      Postado por Rafael R
22 agosto 2012 4 Comentários Postado por:

Coisas dela, Histórias »

Por: Caronella | @caronella

É muito complicado admitir quando sentimos falta, saudade de um/a ex-namorado/a. É, sim, eu sei! Não precisa ficar tímido, pode balançar a cabeça e concordar comigo agora. Isso não faz de você um alienígena ou um carente que precisa desesperadamente de afeto. Quer dizer, talvez você até seja um carente desesperado, mas não é apenas por isso que voltou a pensar nele/nela.

As lembranças são inevitáveis e, consequentemente, a saudade também. Sim, são coisas inevitáveis, aceite! Foram muitos momentos, muitas histórias, muitas risadas, choros, brigas, abraços, intimidades. Nada disso é como giz na lousa. Quando essas lembranças vierem, respire fundo. Aceite! Não tente negá-las, elas não merecem isso. Independente de qual fim teve o relacionamento ou quanto tempo durou, ele existiu. E deixou marcas, talvez muitas, talvez poucas, mas certamente infinitas – sim, infinitas, não é exagero meu.

Saudade

Relembrar não quer dizer que você queira loucamente voltar atrás. Talvez, sim. Enfim, o que quero dizer é que reviver em memória é, nada mais, nada menos, que falar para si “olha como fui feliz!” ou ainda “olha como já fiz alguém feliz!”. E, poxa, se isso não é super bacana, meu conceito de ‘super bacana’, então, não faz mais sentido – quer dizer, ‘super bacana’ já não faz muito sentido pra menores de 18, mas tudo bem, ok.

Sei que parece batido, mas não se martirize! Tenho passado por esse momento de relembranças e, olha, tem sido muito bom. É inacreditavelmente bom admitir, mesmo que em silêncio, o quanto foi bom o tempo gasto junto a outra pessoa que fora tão especial.

É o mesmo sentimento que se tem ao terminar de ler um livro que lhe satisfez por demais. Você dá o mesmo sorriso, faz a mesma cara de quem diz “valeu a pena!”. E valer a pena é o que lhe impulsiona a continuar a ler mais e mais livros, sem hesitar, não é? E até mesmo a ler novamente um livro antigo…

Então, acredite, com relacionamentos não é muito diferente. E, quem sabe, num seja mesmo a hora de arriscar uma maravilhosa releitura?

4 Comentários      Postado por Ele / Ela
21 agosto 2012 Comente! Postado por:

Coisas dela, Relacionamento »

Por: Ca Judy | @ca_judy

Eu realmente não entendo as pessoas que estão “só ficando” e dizem “ah, mas nós não estamos juntos. Estamos só ficando”.

A definição corriqueira do “ficar” é: duas pessoas que são mutuamente interessantes, que passam tempo juntos, como casal, sair pra jantar, beijar, abraçar, sexo, mas não são exclusivas, não são monogâmicas. Podem sair e se relacionar da mesma forma com outras pessoas.

Estar em um relacionamento é muito mais do que só mudar o status do facebook. A partir do momento em que você faz tudo isso, já é um relacionamento, e as pessoas não vêem isso, preferem deixar separadas as duas coisas. (o que as pessoas vão pensar se descobrirem que estou namorando? – AFF)

Mas até entendo o porquê de manter essa distância entre namoro e “ficar”, elas não querem se comprometer com o outro, por que um relacionamento “sério” é muito mais que só beijar na boca, é deixar a outra pessoa fazer parte da sua vida, e ser parte, também, da vida dela. E deixar alguém entrar na sua vida, que há tanto tempo está organizada já to jeito que você gosta e conhece é muito difícil.

Tem-se que acostumar com novas idéias, novas formas de pensar, novos valores, novos costumes, deixar de lado o “Eu” e colocar no lugar o “Nós”. Isso sem contar o medo de todo o histórico amoroso falho (que todo mundo tem) vir à tona e voltar a ser realidade.

Eu escolho você

Deixar alguém entrar na sua vida, é aceitar a outra pessoa, como ela é. Com todos os defeitos, com todos os erros, e com todo o passado dela também. Não é algo que acontece do dia pra noite, e não é uma coisa que você vai fazer com qualquer um.

Estar junto é mais que andar de mão dada no shopping e fazer loucuras de amor à luz da lua (um beijo Fagner ♥), é estar perto pro bom e ruim, dividir sonhos e loucuras e, por mais difícil que seja, aceitar que você não está sozinho e que outra pessoa sim vai estar ali por você não importa o que aconteça. E isso leva tempo, leva respeito, leva deixar o orgulho pra trás, e deve ser cultivado todos os dias com carinho e dedicação.

Eu resolvi deixar uma pessoa entrar na minha vida e o mais importante, na minha família, e sei bem das dificuldades do “nós”, e principalmente de aceitar as mudanças e deixar o passado pra trás, mas tudo isso é recompensado por ter alguém no qual você confia a sua vida e que consegue te fazer incontavelmente feliz.

Comente!      Postado por Ele / Ela
21 agosto 2012 1 Comentário Postado por:

Coisas dele, Crônicas »

Vim do futuro só pra contar uma história, hoje.

20 anos e como algumas coisas mudaram. Outras, no entanto, continuam iguais. E acho que posso começar a contar essa história dando uma ideia a vocês de como é viver no futuro. Um spoiler: O amor continua movendo o mundo, mais do que nunca nesses novos tempos. E isso me lembra que, novamente, quase esqueço a data e arrumo outra briga. É, nem sempre é fácil ser romântico e cuidar de tudo.

Hoje foi um dia normal. Aqui em casa temos uma rotina: A Caju acorda cedo basicamente para me acordar no horário e enquanto eu me arrumo ela prepara o café da manhã da vitória. Os filhos já vão se arrumando sozinho pro colégio, o que me dá mais 5 minutinhos de descanso antes de partir pra mais um dia. E os gatos – que optamos ter depois do último incidente envolvendo meu cão – estão fazendo menos bagunça com o passar do tempo. Foi uma troca justa.

Café da manhã da vitória

Ter 2 filhos e 2 gatos numa casa é fácil, difícil é levar cada um em um colégio. Sorte que esses carros novos, automáticos e menores, dão conta do recado. Dá tempo de curtir as crianças no caminho sem me preocupar com acidentes. A Caju continua desconfiada deles, mas ela é desconfiada com tudo, então tudo bem. E assim começamos mais um dia.

Ah, importante: Ela ainda não sabe que eu preparei uma das minhas surpresas românticas pra ela, então mandem esse texto pra ela, ok? Estamos 20 anos adiantados mas ela ainda precisa do choque para sentir o efeito desejado.

Enfim, eis o plano: Estive pensando em renovar nossos votos, hoje. E creio que encontrei a composição perfeita para isso. Me acompanhem e me digam se será um sucesso ou um fracasso, por favor. Sou tão sonhador que as vezes não me dou conta de que o simples funciona melhor. E dessa vez, o simples dará o tom.

Casamento no campo

Um evento simples, no campo. Somente os amigos mais próximos, sem muitas frescuras. Um amigo nosso tocará um violão na hora da celebração, mas nada muito ensaiado ou formal. Consultando a meteorologia – que melhorou muito nos últimos 3 anos com essa nova tecnologia deles – sei que estará sol no dia, mas um dia não muito quente. Então o traje esporte é o recomendado.

Uma banda animará a festa logo após, mas sem muitas regras. Queremos as pessoas felizes, dançando e lembrando que o amor faz a diferença em suas vidas. Crianças são bem vindas, claro. E teremos espaço para elas também.

Depois disso, uma curta viagem para uma praia. Ainda não defini qual, mas creio que seja bacana irmos na mesma que fomos pela primeira vez que viajamos juntos. Como teremos somente uma folga dos filhos, já que os avós cuidarão deles, tem que ser próximo. E nada melhor que uma pousada sem muito luxo para isso.

Que tal, amigos?

Ah, notícias do futuro que podem interessar vocês: O Corinthians hoje em dia se uniu com a CBF e virou a seleção nacional do Corinthians. São Paulo não tem mais enchentes desde que o último governador, Rebeca Beçudo, transformou as marginais em canais, usando a tecnologia de Veneza. Não existem mais guerras no mundo, depois que resolveram trancar as pessoas com opiniões diferentes em estádios e deixando-as lá até que saia somente um vencedor ou que a diferença seja resolvida na base do debate. E o amor… o amor continua gerando momentos lindos por aí. Mas essa parte eu vou ter que fazê-los esperar pra ver. ;-)

1 Comentário      Postado por Rafael R
4 julho 2012 4 Comentários Postado por:

Coisas dela, Relacionamento »

Por: Polly Moraes / @pollyalihana

Amar apaixonadamente sem ser correspondido é que nem estar num barco e enjoar: você acha que vai morrer mas nos outros só provoca risadas”, eu li certa vez do escritor Alejandro Gándara, que teve uma lucidez esmagadora ao escrever isso. É mesmo: sofrimentos amorosos costumam provocar nos espectadores um sorrisinho meio gozador, meio piedoso. E, apesar desse comportamento dos outros, a dor de um amor desprezado é tão aguda! É um desespero que deixa doente, uma desolação que deixa vazio. Parece curioso que os seus amigos não levem muito a sério um sofrimento que para você é tão profundo; e ainda mais curioso que você também não se comova demais quando quem sofre são seus amigos. Porque será que, quando não estamos mergulhados no martírio do desamor, damos tão pouca importância a essa desgraça? Será que no fundo da nossa consciência sabemos que a paixão amorosa é um invento, um produto de nossa imaginação, uma fantasia? E que, por isso, essa dor que nos queima por dentro é de alguma maneira irreal?

Como uma pessoa apaixonada, vivi repetidas vezes essa insuportável dor amorosa que afinal você acaba sempre suportando.

Meu primeiro amor, que eu me lembro bem do sofrimento, foi aos 15 anos. Como eu ainda era muito jovem, estava convencida de que nunca jamais em tempo algum encontraria um homem de quem gostasse tanto. Os outros varões da Terra desapareceram para os meus olhos: três bilhões de seres se apagaram de repente. As outras vezes que eu sofri foram bem parecidas com essa primeira vez: era um sofrimento tão obsessivo e doía tanto que tive que me esforçar para não pensar nele. Suportava a minha dor como se estivesse atravessando um campo minado: quando pensava em outra coisa, a vida prosseguia com normalidade, quase feliz. Mas de quando em quando alguma coisa me fazia pensar nele, ou seja, pisava numa mina sem querer: e a explosão me deixava com as tripas de fora durante certo tempo.

Para cada noite, seu miojo

Mas a vida é tão tenaz que, passando alguns meses, até mesmo essa dor inesgotável se esgotou. Os três bilhões de homens terrícolas tornaram a materializar-se no planeta e eu me apaixonei e desapaixonei por alguns deles diversas vezes.

Recentemente, eu me vi novamente frente-a-frente com o amor da minha vida aos 15 anos. Ele me reconheceu, me cumprimentou. Trocamos algumas palavras. Eu percebi que não havia sobrado nada do que eu amei nele aos 15 anos. Eu lembro desses momentos de desolação, ou melhor, de desespero. Não se consegue pensar na pessoa sem sentir um gosto de metal na boca… Algo arde ferozmente dentro da gente quando a gente perde um amor, ou é desprezado, ou abandonado. Como se nosso coração se transformasse numa lesma na qual jogaram sal.

No fim, eu me rendo. Após ficar alguns meses jogando as luzes deslumbrantes da paixão sobre um dos três bilhões de homens da face da Terra, apago os refletores e decido esquecer. Passo algum tempo procurando em outros homens, sem querer (?), a mesma cor de olhos, lábios parecidos… depois, tudo começa a se perder no horizonte até ser engolido pela linha do tempo.

Se já não me reconheço a mim mesma na garota de 15 anos que fui, como posso reconhecê-los, que sempre foram estranhos?

Um dia você está olhando conjunto de panela e pesquisando preço aluguéis de casas com seu namorado e no outro está solteira em casa fazendo miojo e escrevendo pra um blog. É a vida, gente.

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4 Comentários      Postado por Ele / Ela