Diário de Casal - Página 27 de 57 - O melhor e o pior da vida a dois

21 agosto 2012 1 Comentário Postado por:

Coisas dele, Crônicas »

Vim do futuro só pra contar uma história, hoje.

20 anos e como algumas coisas mudaram. Outras, no entanto, continuam iguais. E acho que posso começar a contar essa história dando uma ideia a vocês de como é viver no futuro. Um spoiler: O amor continua movendo o mundo, mais do que nunca nesses novos tempos. E isso me lembra que, novamente, quase esqueço a data e arrumo outra briga. É, nem sempre é fácil ser romântico e cuidar de tudo.

Hoje foi um dia normal. Aqui em casa temos uma rotina: A Caju acorda cedo basicamente para me acordar no horário e enquanto eu me arrumo ela prepara o café da manhã da vitória. Os filhos já vão se arrumando sozinho pro colégio, o que me dá mais 5 minutinhos de descanso antes de partir pra mais um dia. E os gatos – que optamos ter depois do último incidente envolvendo meu cão – estão fazendo menos bagunça com o passar do tempo. Foi uma troca justa.

Café da manhã da vitória

Ter 2 filhos e 2 gatos numa casa é fácil, difícil é levar cada um em um colégio. Sorte que esses carros novos, automáticos e menores, dão conta do recado. Dá tempo de curtir as crianças no caminho sem me preocupar com acidentes. A Caju continua desconfiada deles, mas ela é desconfiada com tudo, então tudo bem. E assim começamos mais um dia.

Ah, importante: Ela ainda não sabe que eu preparei uma das minhas surpresas românticas pra ela, então mandem esse texto pra ela, ok? Estamos 20 anos adiantados mas ela ainda precisa do choque para sentir o efeito desejado.

Enfim, eis o plano: Estive pensando em renovar nossos votos, hoje. E creio que encontrei a composição perfeita para isso. Me acompanhem e me digam se será um sucesso ou um fracasso, por favor. Sou tão sonhador que as vezes não me dou conta de que o simples funciona melhor. E dessa vez, o simples dará o tom.

Casamento no campo

Um evento simples, no campo. Somente os amigos mais próximos, sem muitas frescuras. Um amigo nosso tocará um violão na hora da celebração, mas nada muito ensaiado ou formal. Consultando a meteorologia – que melhorou muito nos últimos 3 anos com essa nova tecnologia deles – sei que estará sol no dia, mas um dia não muito quente. Então o traje esporte é o recomendado.

Uma banda animará a festa logo após, mas sem muitas regras. Queremos as pessoas felizes, dançando e lembrando que o amor faz a diferença em suas vidas. Crianças são bem vindas, claro. E teremos espaço para elas também.

Depois disso, uma curta viagem para uma praia. Ainda não defini qual, mas creio que seja bacana irmos na mesma que fomos pela primeira vez que viajamos juntos. Como teremos somente uma folga dos filhos, já que os avós cuidarão deles, tem que ser próximo. E nada melhor que uma pousada sem muito luxo para isso.

Que tal, amigos?

Ah, notícias do futuro que podem interessar vocês: O Corinthians hoje em dia se uniu com a CBF e virou a seleção nacional do Corinthians. São Paulo não tem mais enchentes desde que o último governador, Rebeca Beçudo, transformou as marginais em canais, usando a tecnologia de Veneza. Não existem mais guerras no mundo, depois que resolveram trancar as pessoas com opiniões diferentes em estádios e deixando-as lá até que saia somente um vencedor ou que a diferença seja resolvida na base do debate. E o amor… o amor continua gerando momentos lindos por aí. Mas essa parte eu vou ter que fazê-los esperar pra ver. ;-)

1 Comentário      Postado por Rafael R
4 julho 2012 4 Comentários Postado por:

Coisas dela, Relacionamento »

Por: Polly Moraes / @pollyalihana

Amar apaixonadamente sem ser correspondido é que nem estar num barco e enjoar: você acha que vai morrer mas nos outros só provoca risadas”, eu li certa vez do escritor Alejandro Gándara, que teve uma lucidez esmagadora ao escrever isso. É mesmo: sofrimentos amorosos costumam provocar nos espectadores um sorrisinho meio gozador, meio piedoso. E, apesar desse comportamento dos outros, a dor de um amor desprezado é tão aguda! É um desespero que deixa doente, uma desolação que deixa vazio. Parece curioso que os seus amigos não levem muito a sério um sofrimento que para você é tão profundo; e ainda mais curioso que você também não se comova demais quando quem sofre são seus amigos. Porque será que, quando não estamos mergulhados no martírio do desamor, damos tão pouca importância a essa desgraça? Será que no fundo da nossa consciência sabemos que a paixão amorosa é um invento, um produto de nossa imaginação, uma fantasia? E que, por isso, essa dor que nos queima por dentro é de alguma maneira irreal?

Como uma pessoa apaixonada, vivi repetidas vezes essa insuportável dor amorosa que afinal você acaba sempre suportando.

Meu primeiro amor, que eu me lembro bem do sofrimento, foi aos 15 anos. Como eu ainda era muito jovem, estava convencida de que nunca jamais em tempo algum encontraria um homem de quem gostasse tanto. Os outros varões da Terra desapareceram para os meus olhos: três bilhões de seres se apagaram de repente. As outras vezes que eu sofri foram bem parecidas com essa primeira vez: era um sofrimento tão obsessivo e doía tanto que tive que me esforçar para não pensar nele. Suportava a minha dor como se estivesse atravessando um campo minado: quando pensava em outra coisa, a vida prosseguia com normalidade, quase feliz. Mas de quando em quando alguma coisa me fazia pensar nele, ou seja, pisava numa mina sem querer: e a explosão me deixava com as tripas de fora durante certo tempo.

Para cada noite, seu miojo

Mas a vida é tão tenaz que, passando alguns meses, até mesmo essa dor inesgotável se esgotou. Os três bilhões de homens terrícolas tornaram a materializar-se no planeta e eu me apaixonei e desapaixonei por alguns deles diversas vezes.

Recentemente, eu me vi novamente frente-a-frente com o amor da minha vida aos 15 anos. Ele me reconheceu, me cumprimentou. Trocamos algumas palavras. Eu percebi que não havia sobrado nada do que eu amei nele aos 15 anos. Eu lembro desses momentos de desolação, ou melhor, de desespero. Não se consegue pensar na pessoa sem sentir um gosto de metal na boca… Algo arde ferozmente dentro da gente quando a gente perde um amor, ou é desprezado, ou abandonado. Como se nosso coração se transformasse numa lesma na qual jogaram sal.

No fim, eu me rendo. Após ficar alguns meses jogando as luzes deslumbrantes da paixão sobre um dos três bilhões de homens da face da Terra, apago os refletores e decido esquecer. Passo algum tempo procurando em outros homens, sem querer (?), a mesma cor de olhos, lábios parecidos… depois, tudo começa a se perder no horizonte até ser engolido pela linha do tempo.

Se já não me reconheço a mim mesma na garota de 15 anos que fui, como posso reconhecê-los, que sempre foram estranhos?

Um dia você está olhando conjunto de panela e pesquisando preço aluguéis de casas com seu namorado e no outro está solteira em casa fazendo miojo e escrevendo pra um blog. É a vida, gente.

4 Comentários      Postado por Ele / Ela
3 julho 2012 1 Comentário Postado por:

Artigos, Relacionamento »

Tenho inveja e acho lindo quando vejo casais de velhinhos passeando de mãos dadas. Mas a quantidade de divórcios que vemos hoje em dia é assustador. E nossos amigos e amigas que sempre estão solteiros e quanto entram em um relacionamento não demora muitos meses pra tudo voltar como antes. Parece que é mais cômodo estar sozinho do que lutar pra ter um alguém pra compartilhar felicidades e momentos ruins, também.

Vivemos num mundo onde o sexo é mais relevante ao amor e a satisfação e necessidade sexual é a principal razão para que o “eu te amo” saia antes, mas muito antes da hora certa. Mas como assim? Bom, vamos levar tudo isso para um exemplo prático: você vai pra balada, bebe umas e outras e logo diversos homens começam te rodear. A caça começa. Xaveco vai, mentiras vêm, afinal, ele precisa fazer você sorrir e levar um papo que lhe agrade, então, não importa se tudo o que ele fala é verdade ou “meio verdade”. Se conseguiu arrancar um sorriso de você, já era. Ele te beija e você volta pra casa contando pras amigas que é o cara da sua vida (já?!) e que pegou seu telefone pra te ligar amanhã. E antes de você pegar no sono, chega um sms super “fofo” dele. Você dorme com o coração acelerado e um sorriso de orelha a orelha.

– É o homem dos meus sonhos!

No dia seguinte te leva pra tomar sorvete e terminam a noite no cinema. Não demora muito pra ele te chamar de linda, amor, bebê, te elogiar o dia todo, te beijar loucamente e te seduzir. Ninguém é de ferro e não está livre te sentir tesão com está ficando. E se as coisas estão difíceis para ele, e você ainda não “liberou”, é a hora dele soltar um “eu te amo” que vem seguidido seu “eu te amo”, também. Pronto, você não tem mais dúvidas nenhuma quanto ele ser ou não o cara da sua vida, mesmo com apenas alguns meses dias de namoro. Mas aí que a história começa a se complicar pra você sem ao menos você imaginar.  De repente você se vê num clima num caminho sem volta e afinal, “ele é o homem da sua vida”, então, por que não ceder? Sexo é bom, não é? Ainda mais com alguém que você está amando apaixonada e ele também.

Com o passar das semanas você sente que o entusiasmo dele já não é mais o mesmo. Até nas vezes que ele ia te buscar na saída da faculdade mas agora “não dá” pois foi assistir jogo no bar com o pessoal, do trabalho. Você já não é mais o primeiro plano dele. E pra ele, já não sente mais àquele friozinho na barriga em conquistar você dia a dia até atingir seu objetivo.

Logo as brigas começam sem um fim. E já é o começo do fim.

Aos prantos, você corre pras suas amigas e  lamenta perder o homem da sua vida. Se culpa. Culpa-o. Procura seus erros, mesmo não ter falhado nenhuma vez com ele.

Mas afinal, quem é o culpado?

Eu diria que os dois. Ele de ter te iludido em ser sua paixão e no final das contas ele só queria mesmo,é te comer. E você também errou ao ceder-se tão logo ao corpo e aoa sentimentos quando ao menos você mal sabia quem era ele, na verdade. Amor não vêm assimtão rápido, em dias, semanas, meses. Isso chama-se paixão. Amor é outtra coisa.

Seja cautelosa, pise no freio quando sentir que as coisas estão andando rápido demais. Quando é amor, não há tempo perdido e sim, muito bem planejado.

Ah, esse texto também serve muito bem trocando os lados. Os homens também sofrem de desilusões tão quanto as mulheres. Demonstram muito menos, mas sofremos igual. Portanto, galera, não vamos banalizar o “eu te amo” por aí. Não caia em conto de fadas e seja feliz!

1 Comentário      Postado por Diego Fávero
2 julho 2012 Comente! Postado por:

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Todo namoro pode passar por crises ou cair na rotina. Dizem que é inevitável, mas com o tempo, percebi que só chega a esse ponto se não cuidarmos dos detalhes.

Não se culpe e nem culpe seu/sua parceiro/parceira se isso um dia acontecer. Eu mesmo, achava que isso era besteira e jamais poderia acontecer comigo, até o dia que fui pego na surpresa. Aprendi com meus próprios erros e hoje dou conselhos aos meus amigos e amigas para que não cheguem a esse ponto e mantenham seus namoros saudáveis.

Uma das principais queixas dos casais é o esfriamento das relações sexuais, tanto na frequência quanto na vontade. E não é por falta de amor. Nada parece ser tão legal e motivante quanto ao começo do namoro. Culpa de quem? Dos dois!

Não deixe com que suas relações virem uma rotina em que você já sabe como vai ser o começo, meio e fim. Outro dia, uma amiga abriu seu coração comigo, dizendo que evitava o namorado nas horas que ele vinha querer transar e chegava ao ponto de ficar feliz quando estava menstruada, pois a desculpa em não ter a relação era real.

Conversamos muito sobre isso, contei que já passei por isso e como minhas relações com minha namorada voltaram a ser como antes, com àquela mesma vontade e prazer do início de namoro. Sugestionei à ela que comprasse lingieres como este Espartilho de Renda da Desejo Oculto e fizesse uma surpresa para seu namorado. Isso faria com que ela se sentisse renovada, mudaria a rotina e deixaria o clima mais quente e romântico. Na outra semana, ela veio me agradecer. Disse que minhas dicas “salvaram” a relação dos dois.

Há vários produtos legais que você pode apimentar a relação. Selecionei alguns legais da loja Desejo Oculto Sex Shop, que além de ter um preço bem acessível, tem a vantagem de você poder comprar de casa pelo site e aproveitar o saldão prolongado de dia dos namorados (ainda tá valendo) com produtos bem abaixo do preço.

Para as mulheres, tem essa “Camisola Ousadia“. Qualquer namorado vai ficar “louco” quando você fizer uma surpresa e aparecer com uma :) O Gel Aromatizante de Chocolate pode ser usado pelos dois espalhando-o pelo corpo. Há também vários kits Eróticos que você pode apimentar a relação.

E se você pensa que só as mulheres podem usar fantasias, você está enganado! Sua namorada vai adorar a surpresa quando te ver com uma Fantasia Sensual Masculina! Não espere que só ela te surpreenda, as mulheres também gostam de surpresas e têm fantasias!

Há muitas opções no site que fará com que você fique mais atraente e com certeza, dará uma nova vida em suas relações. Não deixe seu namoro chegar ao ponto de um dos dois perder o apetite sexual. Renove-se! Aproveite as dicas e sejam felizes sempre :)

Confira ainda esse vídeo da Lully de Verdade, e aproveite uma super promoção que conseguimos para os leitores do Diário de Casal! :P

Pra participar curta a Fanpage da Desejo Oculto, a fanpage da Lully de Verdade e CLIQUE AQUI PARA PARTICIPAR!!

Comente!      Postado por Rafael R
29 junho 2012 3 Comentários Postado por:

Coisas dela, Histórias »

Por: Carolina Bazzette

Era uma vez uma menina que tinha um dedo podre, mas muito podre mesmo, para o amor e seus derivados, um jeito outsider que sempre causou estranheza e um gosto bem peculiar em muitos aspectos. Ela era underground mas preferia samba, reggae e mpb do que todas as variações de metal que os outros ouviam. Ela gostava de praia quando o resto das meninas queria ser pálida como a Amy Lee, enfim, era uma desajustada…é bem assim que começa o meu conto de fadas underground, e essa menina, bem, sou eu.

Nunca fui a mais gostosa, feminina, delicada e misteriosa, mas também nunca fui a mais inteligente, dedicada, genial e musa do rock’n roll, eu simplesmente nunca dei para musa. Eu matava aulas para jogar RPG e Magic, jogar bola e ficar lendo, e quando ia para a sala, ficava viajando nos livros de Harry Potter, Bernard Cornwell e outras coisas que julgava mais interessante do que mols e logarítmos. Fui boba, mas isso não vem ao caso. Terminei o Ensino Médio em um supletivo, por causa de uma gama de humilhações que sofri no colégio, e tive que sair.

Imaginem que eu estava completamente destruída. Minha vida foi uma luta de boxe, e no meu ensino médio, eu admito, fui à nocaute. Com a minha depressão, a minha carência afetiva doentia e um gosto por fugir da realidade, eu comecei a jogar RPG potteriano, por ORB. Não, eu não conheci o meu marido lá, mas é uma informação relevante. Ai, to começando a me perder na história, mas vou tentar ser clara.

Alguns anos antes, quando eu era um bocado mais sensível e idealista e romântica, assisti um filme chamado “Monster – Desejo Assassino” e fiquei encantada, e mais ainda, chocada e sensibilizada com a personagem principal, e pra quem não sabe, se trata de uma história real de uma serial killer chamada Aileen Wuornos. Pesquisei na internet sobre ela, até que adicionei no orkut um fake da mulher (ai, vergonha) e passei a conversar com a “off” do fake, que se chamava Rose, que me contou que era borderline como a Aileen e tinha passado pelos mesmos abusos e mimimi. Romântica, sensível, e bissexual, fiquei apaixonada. Era era louca, segundo ela mesma, vivia sendo internada em manicômios, e morava em Sampa, sendo que sou do Rio. Mesmo assim, começamos a namorar, e em uma semana, eu já queria ir vê-la. Eu tinha uns 18 anos. Ela do nada disse que não queria mais e sumiu. Sofri por uns meses, depois deixei para lá. Várias experiências frustradas e traumáticas depois, eu conheci uma outra mulher, desta vez pelo RPG. Eu a achava um nojo, mas depois de ler seu blog sensível e sofrido, eu me apaixonei, e me joguei mais uma vez em um relacionamento onde o objeto do meu carinho tinha um coração em frangalhos como o meu.

conto de fadas underground

Bem, uma coisa sobre mim, é que eu gosto muito das mulheres. As acho bonitas naturalmente, compreensivas, doces e tenho tesão por algumas delas, mas sempre tive um fraco, uma queda, uma terrível predileção por um tipo MUITO específico de homem, que nunca havia aparecido para mim. Ele deveria ser magrelo (esquelético, para ser perfeito), branco-escritório, ter cabelos grandes e desgrenhados, nariz grande, ser do tipo sensível, excluidinho e rejeitado pelas mulheres, que toca violão jogado na praça, gosta de filosofia e dá umas bolas de vez em quando…dá para entender porque deu fail em todos os meus relacionamentos com o sexo oposto? Pois é, mas eu sempre fui obcecada por esse cara, esse cara que não existia, e se existisse, nunca me daria bola.

Bem, desisti dos homens, e engatei um relacionamento com a moça do blog, que também tinha um coração partido, e eu sempre fui completamente vulnerável a corações partidos. Nos demos tão bem. Gostos em comum, doçura, paixão, caráter, tudo, tudo o que queríamos estava acontecendo. Planejamos casar, ter filhos, escolhemos o nome dos filhos. Fiz minha família aceitar a idéia de que eu a queria para sempre, e nos envolvemos muito, muito mesmo. Só que tinha um problema, ela morava no Rio também, mas no Rio Grande do Norte. Sei que algumas relações à distância podem dar certo, mas com o nosso nível de realidade, e o nosso envolvimento (ela chegou a vir no Rio para me ver) fui tudo desmoronando por causa de saudade, carência, distância, mudanças de comportamento, e por fim, saco cheio mesmo. O nosso relacionamento tava uma merda, um poço de ofensas e tristeza, que me levou a um estado patológico de depressão aliado a alguns outros problemas. No meio de todo esse furacão, a Rose (lembra lá atrás, da off maluca da Aileen?) me adicionou no facebook, e eu, não tendo nada a perder nem a ganhar, aceitei.

Ela ainda era para mim um caso mal resolvido, um sonho de menina, uma mágoa. Foi então que a louca disse que ainda gostava de mim, que me queria de volta, e eu, carente, triste, desesperada, estava relutando em aceitar de volta na minha vida alguém que me magoou tanto, mas comecei a pensar, bem de longe na hipótese, quando do nada ela me diz que tinha namorado, e mais, queria ficar COM OS DOIS. Isso mesmo, minha gente, ela queria os dois. Aí eu me emputeci, porque ela não tinha mudado nada, e continuava uma fdp…e por um ímpeto de solidariedade, eu fui ver quem era o “corno” que ela queria fazer de otário. Sabe a descrição do meu homem ideal, lá em cima? Era ele, o cara era EXATAMENTE ele, o cara que ela queria fazer de otário, chifrar, e enganar, como fizera comigo era o homem dos meus sonhos, e morava há uns 40min. aqui do Rio, em Petrópolis, para quem conhece.

Meu coração disparou, eu senti um aperto no peito, tipo um “Start” intuitivo, voltei na janela da Rose e disse o mais improvável: “Eu aceito! Aceito esse relacionamento, com uma condição, tem que ser um relacionamento a três, morando na mesma casa e tudo!” não me julguem, eu precisava conhecer aquele cara, olhar, tocar, bater um papo, tomar um café, ver um filme com ele, e tudo o que eu queria era uma oportunidade, e agarrei a mais louca, porém única que tive. Aí a coisa começou a sair dos planos dela, que queria ficar com os dois separadamente, usando o argumento de que tinha “muito amor universal (ridícula)! Mesmo assim, falou com ele, que para minha surpresa e felicidade também aceitou, e depois de muita insistência dos dois lados, ela nos colocou em uma conversa a três no msn, onde eu descobri que ele era fã de Los Hermanos, Clube da Luta, e um monte de coisas que eu também era, tocava violão, era doce e másculo como eu imaginava que devia ser. Acabei a conversa mandando a poesia “O que é – Simpatia” de Casimiro de Abreu para ele, e então, acho que a partir daí, nos apaixonamos. Eu nem tinha terminado com a outra, eu nem sabia de mais nada, estava completamente boba com aquela situação toda, quando no dia seguinte, a coisa virou. A Rose mais uma vez, me dispensou, disse que tinha se enganado (de novo) e que não queria mais um relacionamento a três, e começou um joguinho para ficar com os dois, escondido, em que proibiu ele de falar comigo.

Fiquei decepcionada, e fui começando a ver tudo claramente. Ela estava roubando minha vida. Tinha até uma foto no facebook dela de um filme que amo, Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, em que ela marcou eles dois, mas na verdade éramos eu e ele ali, claro. Eu não queria entrar em uma disputa, nunca quis, então pensei em abrir mão, e fui completamente. Disse a ele que ia me retirar como uma boa perdedora, porque eu não tinha chances, mas que eu não fui a destruidora de relacionamentos, que ela tinha me procurado e proposto isso, e não ao contrário como ela tinha dito a ele, e que eu tava muito encantada com ele, seria uma pena terminar tudo assim, sem nem ter começado. Mas mesmo confuso, culpado e sem entender nada daquela vida doida, além de claro, também ter um coração calejado, ele gostava de mim, e pediu para eu não “terminar com ele”.

Passamos algumas semanas com essa situação enrolada, conversando por telefone durante horas. Perdi noites de sono pensando nele, fiz poesias para ele, e ele me correspondia, descaradamente, apesar dos esforços da Rose para me eliminar. Lembro que ela escreveu no face dele um trecho de uma musica do Cazuza, que me magoou, e achei que ia funcionar: “As possibilidades de felicidade são egoístas meu amor. Ter liberdade, amar de verdade, só se for a dois, só dois.” e ela lá, que armou aquele circo todo, dizendo tudo isso. No final, o meu amor venceu, e ele foi no Rio me encontrar. Chegando na rodoviária para encontrá-lo, eu vi o desfecho do meu conto de fadas underground. O meu príncipe encantado, o cara que eu sempre sonhei, chegando todo descabelado, magrelo e desengonçado, com uma camisa xadrez desbotada, violão nas costas e um sorriso escancarado. Corri para ele e demos um beijo de cinema, com direito a levantada de pezinho e tudo.

Depois de uma semana fui morar na casa da familia dele, contra tudo e contra todos, deu merda com a minha familia, deu merda com a dele, foi só pedreira até aqui, mas hoje estamos há quase 10 meses juntos, morando na nooossa casinha (alugada, porém nossa) trabalhando e ganhando nosso dinheiro sem ninguém para atrapalhar, e tudo só torna nosso amor mais forte, como em um conto de fadas. E eu espero que vivamos felizes para sempre.

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3 Comentários      Postado por Ele / Ela