8 dezembro 2011 7 Comentários Postado por:

Amor, Geral »

(suspiro)

Desde que nascemos, somos ensinados que o amor é lindo, sublime, sensacional, suporta tudo e blá blá blá Whiskas Sachê. Para nós, mulheres, a fantasia vai além: crescemos assistindo a filmes de princesas, nos quais elas encontram o príncipe encantado e são felizes para sempre.

Mas, na prática, a coisa não é assim, tão poética.

Lamento dizer, mas não existe amor incondicional (exceto o amor de mãe, é claro), nem mesmo eterno, se não for muito bem nutrido, diariamente.

Amor com amor se paga
Amor com amor se paga

Em outras palavras, significa dizer que temos, sempre, de cuidar do nosso amor, se quisermos que ele permaneça vivo até que a morte nos separe.

O amor, portanto, nada mais é que um conjunto de várias outras coisas. Compreensão, amizade, respeito, admiração, companheirismo, altruísmo, dedicação e mais uma imensa lista de substantivos abstratos, que, na prática, fazem toda a diferença.

Amor, meus caros, é o que faz com que ele suporte a TPM dela todo santo mês. É o que faz com que ela recolha, diariamente, os tênis dele da sala, sem ficar resmungando o tempo todo.

Amor é o que o faz compreender que ela precisa de mais sapatos, mesmo tendo os armários abarrotados. E é o que faz com que ela seja compreensiva quando ele não pode lhe dar atenção, porque precisa estudar.

Amor é o que faz com que ele tolere as crises de ciúme dela, e o que faz com que ela engula, por vezes, aquela amiga dele, da qual ela não vai com a cara.

Por amor, ela o libera de lavar a louça, mesmo sendo o dia dele. E também é por amor que ele aceita acompanhá-la a um show que detesta, só porque ela adora.

Amor é o que faz com que ela aceite que ele nunca vai aprender a abaixar a tampa do vaso. E é o que o faz aceitar mudar de lado na cama, só porque ela quer dormir no canto.

Amor é o que o encoraja a mudar todos os planos, só para vê-la bem. E é o que a faz derramar lágrimas só de pensar no quanto tem sorte por tê-lo ao seu lado.

O amor, portanto, não é fácil. Nem tudo são flores. É cheio de concessões e exceções.

Mas, no balanço de tudo, vale muito a pena. Talvez, seja a única coisa nesse mundo que valha a pena, no fim das contas.

7 Comentários      Postado por Mayara Godoy
7 dezembro 2011 37 Comentários Postado por:

Amor »

A redundância do título foi proposital. Venho levantar essa questão a você, leitor juvenil criado a Ovomaltine na geladeira – diria meu conterrâneo Auêi de Petrópolis. E faço isso porque recebemos hoje um e-mail de leitor com relatos dignos de programa vespertino no SBT.

O causo é que a leitora em questão tinha um namoro – que acabou de acabar – com uma pessoa de uns bons anos de diferença. Pessoa essa que antes tinha um relacionamento com outra bem mais velha também. Imagine que você namore seu pai, que era casado com a sua avó – é bem por aí. OK, exagerei nos anos pra manter a identidade da leitora em segredo.

O que importa é que o relacionamento acabou, não sei o motivo, mas sei que o fato de haver tanta diferença entre os envolvidos nesse triângulo me chamou a atenção pro fato de que talvez o amor tenha idade, sim. Exceto se você for a Suzana Vieira ou a Elza Soares, I guess.

O amor é capaz de superar as barreiras da idade?
O amor é capaz de superar as barreiras da idade?

Eu e meu digníssimo temos praticamente a mesma idade, e estamos mais ou menos com as mesmas ideias de futuro na cabeça. Mas já namorei pessoas mais velhas e às vezes éramos muito diferentes, às vezes parecia que eu conseguia acompanhar o ritmo do outro, e também houve fases em que eu me sentia “correndo atrás” dos planos alheios. Ainda assim, a diferença não passava dos 6 anos. Então, imagino quem se relaciona com uma pessoa 10, 20 anos mais velha. Como será?

Imagine ter 15 anos, estar no colegial, e namorar um cara de 25 que está terminando a faculdade, trabalhando. Não pode ser pedofilia? Ou ter 20 e namorar um cara de 40, que já tem cabelos brancos, barriga saliente e talvez até uma ex-mulher e filhos. Ou um cara de 30 namorar uma mulher de 60, como a gente vê tanto por aí no meio artístico. Só amor supera essas diferenças?

Seriam as mulheres provedoras de maturidade precoce, como dizem, e portanto propensas a se envolver com homens mais experientes? Existe um encanto mas coroas, da panela velha que faz comida boa, que atrai os rapazes?

Depois de tantas perguntas, deixo com a palavra – você, leitor. Boa sorte.

37 Comentários      Postado por Rose Carreiro
6 dezembro 2011 1 Comentário Postado por:

Coisas dele, Relacionamento »

Um mundo onde todas aquelas coisas que sonhamos hoje chegará um dia, e nele as pessoas provavelmente manterão algumas das características de hoje. Afinal de contas, seres humanos sempre serão aqueles que terão ansiedade, medo, momentos de alegria e algumas vitórias. E o amor, esse é o sentimento que continuará movendo o mundo, mesmo daqui a 100 anos, sem dúvidas.

Future love
O amor é e sempre será importante, porra!

Nós somos animais racionais que acabamos, por vezes, agindo de forma desesperada. E quando isso acontece é geralmente motivado por sentimentos aleatórios. Raiva, medo de perder, ciúmes… quantas histórias não ouvimos que foram motivadas por algum desses ou pelo conjunto desses sentimentos intensificados?

Eu quero acreditar que daqui a 100 anos as coisas poderão mudar um pouco de figura, quanto a isso. Talvez os relacionamentos mudem bastante até lá, as coisas fiquem mais maleáveis e menos obsessivas. Claro que seria preferível que essa evolução já começasse nos dias de hoje, mas existem certas coisas que não mudam tão fácil assim.

Consegue se imaginar vivendo num mundo onde, talvez, ter duas namoradas e um namorado não seja estranho, repugnante e/ou bizarro? Eu penso que isso não seria totalmente estranho nos dias de hoje, se vivêssemos num mundo ideal. O que as pessoas gostam de fazer dentro de suas casas – e as vezes na rua, no carro, na praia – não diz respeito aos demais. Cada um pode e deve – ou poderia e deveria – escolher o que lhe faz bem. E se todos estão de acordo, não existe motivos para ficarmos contra isso.

Talvez no futuro seja mais fácil ter o relacionamento que mais lhe atrai, portanto. E essa é uma evolução que será bem vinda.

Digital Love
Amores digitais e virtuais, será que serão parte disso?

Por outro lado, com o passar dos tempos as pessoas começaram a achar mais complicado o fato de se comprometerem com uma causa. Não que a pessoa deva ser infeliz do lado de quem ela está em nome de um relacionamento, mas cada dia mais as pessoas desistem de tudo quando surgem os primeiros problemas. É possível que uma parte deles seja resolvida de forma fácil se ambas as partes se proporem a ter conversas sérias e, em alguns casos, ceder um pouco. Mas…

E isso, feliz ou infelizmente, pode se acentuar num futuro não tão distante. Cada vez mais as pessoas abrindo mão daqueles com quem têm problemas, e ao invés de resolver poderão apenas deixar de lado. Isso me deixa um pouco incomodado, ainda mais porque eu sou um cara que não tem medo de tentar acertar as relações.

Amores descartáveis, cada vez mais.

Consigo pensar nesses dois pontos, nesse instante. Faça a lição de casa você também e pense no que você quer ou prefere acreditar. Como será o amor do futuro?

Esse post nasceu de um desafio. Quer participar do DdC e sugerir algo? Entre em contato!

1 Comentário      Postado por Rafael R
30 novembro 2011 Comente! Postado por:

Coisas dele, Relacionamento »

Todos nós já tivemos ao menos um dia ao lado de alguém onde tudo parecia se encaixar. O abraço encaixa, o beijo encaixa, as idéias se encaixam e tudo se torna mais simples, desde que ao lado dessa pessoa. Mas as vezes as frustrações aparecem – e ainda bem que elas aparecem. Hoje é dia de pensarmos um pouco nisso.

A primeira coisa que um relacionamento deve ter é honestidade. Falar o que você pensa, sente e quer é o melhor caminho para fazer essa relação crescer e se tornar algo melhor. Claro, nem todos estão dispostos a falar e, as vezes, preferem mesmo deixar para lá, “empurrando com a barriga” como dizemos por aí. Enquanto os problemas forem poucos e não influenciarem na sua vida diretamente, tudo bem, mas uma hora isso vai ficar tão acumulado que vai ser preciso parar tudo para discutir. E é exatamente isso que você deve evitar.

Conversa de sofa
Conversas de sofá: Melhorando relacionamentos desde 1900 e bolinha!

Se ao invés de deixar os problemas acumularem você começar a falar, algo bom vai acontecer: Os problemas menores serão todos resolvidos, as frustrações serão solucionadas e a coisa vai fluir melhor. Quando algo maior surgir no caminho de vocês, não existirá desgaste nenhum e tudo poderá ser pensado com calma e paciência. E veja, todos nós sabemos que em algum momento da vida, se estivéssemos em paz poderíamos ter resolvido os problemas de uma forma mais simples.

Na verdade, essa é a grande questão: Simplificar! Afinal, não existem razões para deixar os problemas de lado se podemos resolver de forma bem simples.

Se falamos mais o que queremos e sentimos, nos frustramos menos. E se nos frustrarmos menos, estaremos mais em sintonia com quem está ao nosso lado. É um efeito interessante, pois determinados momentos da vida nos trarão situações onde precisaremos dessa paz, dessa sintonia, para encarar de frente e conseguir vencer o obstáculo. Conversar e resolver as frustrações nos tornarão mais fortes dentro do nosso próprio relacionamento e nos permitirão vencer batalhas com mais facilidade.

Ah, e entenda que nem sempre será fácil alcançar e manter essa sintonia. Mas que é melhor viver num relacionamento assim e que o seu esforço será sempre recompensado, isso será. E para chegar a esse nível, você não precisa ter infinitas DRs (Discussão do relacionamento). Desde que você entenda que elas existem para o bem dos dois, é saudável discutir e saber para onde cada um dos dois está indo, além de saber para onde os dois juntos irão.

DR não precisa ser chata, né! E frustração não precisa ser sempre ruim, já que surge para alertar!

Quer dividir a sua história com o mundo? Saiba como participar e não deixe para depois!

Comente!      Postado por Rafael R
29 novembro 2011 1 Comentário Postado por:

Coisas dela, Histórias »

Por: Michele da Silva

Dói pensar em como tudo terminou.

Quem mais me amou, num belo dia olhou no fundo dos meus olhos e disse que deveria ser sincero comigo. Já não me amava como antes! Estava em duvida em ralação ao sentimento dele por mim.

Lendo isso, talvez você esteja pensando agora: “Puxa como deve estar sendo duro pra ela.” Mas o pior é que não. O pior é que saber que ele não me ama mais não é o que mais dói. O pior é que tudo isso só aconteceu por minha causa. Eu, e ninguém mais, sou a única responsável por estar passando por isso agora.

Eu o conheci na escola, na verdade só notei que ele estudava lá depois que terminei um namoro bastante conturbado com um amigo dele. Um dia ele disse pra uma amiga em comum que queria muito falar comigo, ela deu o recado, eu fui saber o que era. Conversa vai, conversa vem… De repente ele olha pra mim, tira um papel do bolso. Ele abre. Eu leio: “EU TE AMO”. “Han? Como assim?” – pensei. Fiquei vermelha a vontade que eu tinha era de enfiar a cabeça num buraco. Dei apenas um sorriso meio sem graça e disse : “Putz… eu realmente não esperava por isso.

Eu te amo no papel

Passado um tempo, a gente ficou… Não rolou, eu ainda tava na do meu ex.

Ele tocou em frente. Começou um namoro. E eu sofri, não sabia porque, mas sofri, calada porém. E mais uma vez ele me surpreendeu, terminou o namoro, veio falar comigo e a gente começou a namorar. Tudo muito rápido!

Meu Deus, era como um sonho tudo aquilo pra mim. Eu nunca podia me imaginar namorando com uma pessoa como ele. Tudo que eu sempre sonhei, me fazia tão bem. Pena que essa sensação acabou com o passar dos tempos, com a rotina a gente foi se afastando. Ele saiu da escola, a gente quase não se via. Conheci pessoas novas, que me fascinavam. (Fascínio. Não passava disso.)

Então eu vi que não valia mais a pena continuar. Tava muito chato…

Terminamos. Passamos uns 6 meses afastados. Eu vivi outros casos, ele também. E de repente, de novo com a distancia, me vi sofrendo por ele. Queria voltar, agora mais que tudo.

Mas ele já não me ama. Acho que cansou desse joguinho de vai e volta. Em seu lugar acho que também teria cansado.

Hoje eu penso na incerteza que pode ser minha vida sem ele. Pensar que talvez eu não encontre mais alguém que goste, cuide de mim tanto quanto. E o pior é ver as pessoas me dizendo que a culpa é minha. Eu sei que é, mas não precisa me lembrar disso a cada segundo. Eu já me culpo demais por isso, pra quê penitência maior ?

Ele me disse que me proucuraria, caso se arrependesse e a saudade batesse. Mas eu não quero. Não quero viver de ilusões e passar a vida inteira esperando.

Por hoje eu só vou deixar passar a tempestade.

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1 Comentário      Postado por Ele / Ela