17 novembro 2011 4 Comentários Postado por:

Histórias »

Por: Níck Baradel

Irei compartilhar com vocês uma história, não apenas de amor, mas de luta, conquistas e muito, mas muito amor.

Nossa relação sempre foi regada à música, no começo éramos como a canção “Do seu Lado” – Nando Reis, ou seja, o amor estava ao nosso lado e não enxergávamos.
Estudávamos juntos no colegial, eu com 16 anos e ela com 19 e, parafraseando a música acima, nunca me imaginava ao lado dela, “mas tudo o que acontece na vida tem um momento um destino”.

Ela era uma garota que nunca chamou minha atenção e eu também nunca despertei nenhum interesse nela, isto era nossa primeira impressão que acabou assim que nos conhecemos um pouco.

Eu tenho um temperamento difícil, perco a paciência muito fácil e em um desses “momentos de fúria” briguei com a professora de educação física – obrigado professora – e fui expulso da aula. Saí da quadra de esportes e voltei para a sala de aula todo nervoso e irritado, ela foi até a sala buscar algo e me viu no canto da sala todo nervoso e irritado, juro, no momento que ela entrou na sala foi como se um raio de luz aparecesse na escuridão. Ela veio conversar comigo, falou algumas palavras bobas que não me lembro, pois eu estava totalmente perdido em seus olhos azuis. Começamos a conversar de maneira sutil, só por fora, pois sentia que existia algo mais por trás dos cabelos claros e dos olhos brilhantes. Uma amiga em comum dava maior força e um dia ela veio me contar que sonhou comigo, pausa para eu me “achar” um pouco…

Começamos a nos conversar pelo extinto e saudoso ICQ, porém algo que eu sempre gostei veio para atrapalhar, as férias.

Nosso elo de contato havia acabado pois sem as aulas, o assunto havia acabado, bom, pelo menos foi isso que eu pensei e estava totalmente enganado pois conversávamos sobre todos os assuntos. Em um final de semana ela foi com a família em um casamento de uma prima, e, pela primeira vez, eu senti saudades de alguém. Senti vontade de estar perto de alguém que não estava perto. Que sensação horrível.

Na última semana de férias havia um show do cantor Almir Sater, até então eu era roqueiro total de cabelão e tudo, mas por ela até comentei que iria ao show. Infelizmente não nos encontramos, eu não conseguia mais segurar a vontade de vê-la, menti que as aulas do nosso curso de inglês iriam começar em uma terça-feira dia 31 de julho de 2001 somente para vê-la. Ao chegar à escola de inglês, fui cumprimentar com um singelo beijo no rosto, mas acho que a vontade de nos beijarmos era maior, os dois viraram o rosto para lados opostos e demos um selinho.

Este foi o começo do nosso namoro, após oito meses de namoro descobrimos que estávamos grávidos. Foi uma barra muito, mas muito complicada eu queria um rumo para a minha vida, mas eu não sabia qual rumo à vida queria me dar. Tempos complicados, fomos morar juntos e juntos aos meus sogros, aprendi muito, porém não curti momentos da nossa filha pequena comecei a trabalhar e a cursar faculdade. Eram 4 horas de sono por noite com direito a pausas para esquentar leite e pegar a chupeta que sempre caia ao chão.

Em 2005 resolvemos ir morar somente nós três, que frio na barriga. Eu seria o “homem da casa”, mas, como sempre, enfrentamos este novo desafio. Fiz algumas coisas que me arrependo como sair de casa duas vezes por ser imaturo. Da última vez que saí de casa, eu senti um aperto no peito, uma dor, por saber que estava longe dela e que ela havia ido sair com uma amiga. Meu mundo caiu, “como assim ela saiu?”. Fui correndo onde ela estava, disse que era um idiota e que nunca mais iria me separar delas, promessa feita e cumprida.

Em 2008 resolvemos nos casar, dia maravilhoso e nossa filha foi nossa daminha de honra.

Nick Baradel

Em 2009 resolvemos mudar de cidade, enfrentar novos desafios, dois guerreiros e uma pequena guerreira, passamos por dificuldades como todo casal jovem, mas estamos juntos, fortes e felizes eu com 26 anos e ela com 29. Ah, quase ia me esquecendo, nossa filha nasceu no dia 25 de DEZEMBRO de 2002. Que presentão né?

Este relato não tem nenhuma comemoração específica, como comemoração de data importante, é apenas um relato para mostrar que o amor verdadeiro é mais forte do que qualquer problema que podemos passar e ter a pessoa certa ao lado é a melhor coisa que “vi da vida”.

Ah, a trilha sonora atual é “O Anjo Mais Velho” – Teatro Mágico.

Clá, pequena, aprendi a te amar da maneira mais linda que alguém pode amar outra pessoa. Você me encantou e me encanta com teu jeito doce, com seu sorriso fácil e com teu ar de menina. Te amo.

Lilica, papai é um guerreiro por você, e, mesmo com quase 9 anos, será sempre meu bebezinho, te amo filha.

“…só enquanto eu respirar, vou me lembrar de você…”

Jamais deixe a dor ou os problemas vencerem o amor. Nós três não deixamos.

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4 Comentários      Postado por Ele / Ela
14 novembro 2011 6 Comentários Postado por:

Coisas dela, Histórias »

Por: Aline Amary

Queria compartilhar com todos o dia de hoje, hoje é o ultimo dia que eu comemoro um aniversário de namoro. 11 anos juntos namorando, sem terminar nenhuma vez, sem nunca ter dado um tempo. Com muitas brigas é claro somos dois esquentados, mas tambem com muito carinho, muito amor e compreesão.

Nossa historia comecou um ano antes de começarmos a namorar, nos conhecemos no curso de inglês… Eu namorava e ele estava com a vida enrolada, foi passando o tempo e na nossa convivencia de dois dias por semana, a impressão que eu tinha dele era a pior possivel, acha ele um chato, insuportavel, que fazia brincadeiras idiotas nas horas erradas… Mas ele é lindo e tinha todo um tipo de bad boy que era uma coisa hipnotizante. Bom, sei que meu antigo namoro acabou e eu acabei ficando com ele algumas vezes entre indas e vindas acabou comigo ligando pra casa dele (ele só tinha me dado o celular oficialmente, mas usou o meu celular para ligar na casa dele, e eu anotei …) no dia 14/11/00 perguntando o que ele ia fazer naquela terça-feira véspera de feriado ( eu até hoje não sei como eu tive coragem para fazer isso, eu era muito timida).

Nesse dia ele me levou na casa dele assistir filme, assistimos o filme e antes dele me levar embora, ele me olhou nos olhos e fez a pergunta fatidica, “ quer namorar comigo?” e eu que já estava totalmente apaixonada, (ele tinha se transformado de garoto tonto para garoto divertido e com um beijo maravilhoso) aceitei é claro… Infelizmente hoje é a ultima vez que iremos comemorar isso…

Aline Amary

Quando isso aconteceu eu tinha 16 anos e ele 18, nosso primeiro ano de namoro foi conturbado, a gente praticamente não se via, porque ele tava sempre saindo com os amigos e a gente brigava muito, ele era muito moleque, e eu não que não era de sair acabava ficando em casa, sei que eu fui cansando disso, e comecei a sair sem ele tambem, acho que ai ele percebeu que a gente estava se afastando e ia acabar terminando logo, aquilo era um namoro a distancia de duas pessoas que moravam na mesma cidade, e ele começou a mudar, um marco no nosso namoro foi quando ele me deu uma aliança de ouro, com um ano de namoro, para provar que a gente estava junto e ele me levava a sério, sei que a aliança é só um objeto, o que valeu mesmo foram as atitudes dele que foram mudando aos poucos, com o tempo paramos de usar a aliança, porque não aguentavamos mais a pergunta, mas vocês estão noivos? Vão casar quando?

Nesses 11 anos nós dois crescemos e mudamos muito, umas coisas para melhor, outras para pior, mas nos moldamos um junto com o outro, e a minha vida sem o meu amor não tem sentido, falta um pedaço.

Ano passado no dia 13/08/10 ele me pediu em casamento, fomos jantar em um restaurante super romantico, e ele fez uma declaração linda, me deu um anel de noivado e perguntou se eu queria casar com ele, foi um pedido igual de filme americano, simplesmente perfeito.

Hoje eu vi que eu passei 40% da minha vida como sendo a namorada do Luis, e isso está acabando… Ultimo dia 14/11 para comemorar… Eu só queria dizer para meu namorado, que eu amo a pessoa que ele é, a pessoa que me faz rir, que me faz chorar, que me irrita, me deixa preocupada, que me ouve, que me da bronca, que me ajuda…. E que eu me esforço para fazer tão bem para ele como ele me faz… E que eu não vejo a hora que chegue a noite para gente celebrar pela ultima vez esse namoro, afinal o ano que vem nessa data nós não seremos mais namorados, e sim marido e mulher!

Luis essa foi a forma que eu encontrei de contar pra todo mundo que eu te amo muito. Parabéns para nós!

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6 Comentários      Postado por Ele / Ela
9 novembro 2011 19 Comentários Postado por:

Coisas dela »

Por: Tatiana*

Escrevo pra vocês mais por não ter com quem conversar do que por querer aparecer em algum dos posts. Bom, minha história é bem batida, daquelas que as pessoas lêem e pensam: Putz, as mulheres ainda caem nessa?!.

É… Eu me apaixonei por um cara que tem uma namorada há 9 anos. E está sendo muito difícil, principalmente porque não posso contar pra ninguém, não posso contar com a ajuda dos amigos. Por favor, não me julguem! Só queria ouvir alguma coisa de alguém.

traição
Aquela velha história…

Seja uma “pedrada” ou um afago.

“Ele foi a minha primeira permissão. Foi a primeira incerteza, a primeira lágrima doída de quem quer mais e não pode ter, a primeira dor que eu sabia que sentiria, mas que não quis evitar.

Ele já tinha alguém. Eu tinha apenas a vontade de tê-lo incondicionalmente, intensamente meu, ainda que por pouco tempo. Ele foi meu, como seria de qualquer outra… Como já era de outro alguém.

E aí, eu passei a querer mais. Sexo? Não! Mais da companhia, dos carinhos, das risadas. De todo ele, que era todo meu por horas contadas.

Ele nunca me enganou, era dela! Mas poderia ter sido menos meu naqueles momentos… Poderia ter me ajudado a não querê-lo com toda a minha força, a não perder tardes nos finais de semana pensando: “Ligo?”.

Ele é tudo o que eu vejo agora… Lindo, com aquele olhar que me destrói o coração e me faz parar de pensar. Eu ainda quero mais. Ele já teve o que queria.”

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19 Comentários      Postado por Ele / Ela
7 novembro 2011 2 Comentários Postado por:

Artigos, Relacionamento »

Divórcio. Um assunto que não cabe a mim, claro, pois nunca me divorciei e meu casamento por união estável vai muito bem, obrigada. Mas essa pulga surgiu dia desses, quando na empresa onde trabalho – com 90% de funcionárias mulheres – iniciou-se uma discussão a respeito do divórcio.

Vejo que aqui no interior as pessoas são mais religiosas e levam o termo “o que Deus uniu, o homem não separa” às últimas consequências. Digo isso porque, no citado questionamento, coisas como a felicidade e o respeito foram deixadas de lado em prol do matrimônio. Eu, mulher “muderna”, logo levantei a bandeira do divórcio como fim de um relacionamento ruim.

Daí, quem já se separou vai vir aqui e dizer que essa branquela não sabe como é ruim, como as pessoas sofrem, como os filhos e a família definham diante de uma separação. Eu sei porque já vi acontecer. E sei também que há mulheres que se sujeitam a agressões, traição do marido, humilhações de diversos tipos – tudo pra manter o casamento, o sagrado matrimônio. Sei também que se alguma delas for procurar aconselhamento espiritual, o líder de sua igreja, religião, que seja, vai dizer que se casou, tem de aguentar e se manter firme na fé.

Não quero meter o dedo nas crenças alheias, mas é o que acontece. E então, toda uma vida que poderia ser melhor caso o casamento tivesse terminado, é um martírio. E por quê? Pra quê? Quem já passou por isso pode dizer.

Deve haver pessoas que se regenerem, amores que sejam redescobertos E há os que diante dos outros, sejam um casal perfeito, mas que dorme longe um do outro. E triângulos, quadrados, hexangulos conjugais vão aparecer daí pra frente.

Você acha mesmo que, supondo que Deus exista e seja regente de todas as leis, Ele quer mesmo que você viva infeliz? Se diz na Bíblia que Deus nos amou e nos fez à sua imagem, ele quer que a gente viva uma vida de merda diante de todas as possibilidades que o livre arbítrio nos permitiria se fôssemos livres? Fácil nada é, my friend, e ninguém é feliz sempre. Mas viver infeliz o tempo todo não é o plano que Deus faria pra ninguém, eu acredito.

2 Comentários      Postado por Rose Carreiro
1 novembro 2011 3 Comentários Postado por:

Coisas dela, Histórias »

Por: Camilla VB

Já publiquei dois posts aqui. O primeiro deles chama-se “Enche a casa de flor, põe um bom defumador que eu tô voltando (Aqui)“. Lá eu contava como tinha encontrado meu namorado em um site de relacionamentos. Depois mandei uma carta que havia enviado pra ele e foi publicada no dia dos namorados.

Dia 31/10 não tem nada de bruxaria para mim. Se eu pudesse dar uma alcunha à data seria “dia do amor“. No dia 31/10/2010, data do segundo turno das eleições presidenciais e de governador no Brasil, marquei de tomar um café da manhã com um homem “conhecido” há duas semanas no tal site. Trocados alguns e-mails finalmente veio o dia. A boa impressão e o interesse (no meu caso) foram instantâneos. Tanto é que a gente saiu outras vezes, ficou e vem namorando.

Amor virtual
Começou assim, hoje é bem menos virtual e bem mais real!

Em 2010 eu também me separei, após 13 anos de relacionamento com uma pessoa, que foi meu namorado, companheiro e marido. Agora é o ex-. Até hoje, desde 2010, minhas lembranças de efemérides sempre foram “há um ano eu ainda estava casada“, “há um ano eu me separava“, “há um ano eu estava mal…“.

Passados os meses, posso dizer que “há um ano me inscrevia no site de relacionamentos“, “há um ano, escrevia para o A. pela primeira vez“. Finalmente, hoje posso dizer que “há um ano conheci o homem da minha vida“.

Sempre tive inveja de casais que sabiam o que queriam e nunca tiveram medo de expressar aos quatro ventos o quanto se amavam. Tudo isso encontrei com o A. Ele é companheiro, carinhoso, generoso, um coração do tamanho do mundo. Eu não tenho vergonha de pegá-lo pelo braço e de beijá-lo a todo instante, parecendo uma menina que descobre o amor. Porque aos trinta e alguma coisa de idade, (re)descobrir o amor tem um sabor todo especial. É como se tivesse a certeza de que é isso mesmo, porque só pode ser assim, porque é muito bom. É ter a certeza de que tudo vai dar certo, porque já sabemos o que queremos (ou pelo menos o que não queremos).

Nesse um ano de namoro, descobri como é me sentir plena como mulher. Descobri a dor da saudade de não se estar ao lado de quem se ama todos os dias. Acho que esse amor juvenil é mais latente quando já passamos por outras experiências, aprendemos a valorizá-lo. E sempre temos a certeza de termos encontrado o amor da vida. É assim que eu me sinto, um ano depois, de ter achado o homem da minha vida. E se há um ano decidíamos onde nos encontraríamos, hoje buscamos uma casa para morarmos juntos. Porque tudo na vida pode ter a sua segunda primeira vez.

Afinal deu-se comigo:
nasceu a orquídea no velho tronco,
floriu a hera no muro antigo.
Nem o pavor de ser ridículo
impede-me de amar,
pois é a primeira vez que amo
porque sinto o mesmo desassosego susto
da primeira vez que amei.
Amar pela primeira vez agora
é igual a qualquer primeira vez antiga,
mas esta primeira vez, no fim da vida,
é a primeira vez mais querida,
parece mais primeira do que as outras
é, pela primeira vez,
tenho a certeza, que me faltou antes,
a de ser a última primeira vez.

(Saulo Ramos – O código da vida)

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3 Comentários      Postado por Ele / Ela