Por: Anônimo
Minha história é um pouco longa, mas porque foram 4 anos intensos, foram sem dúvida os anos mais felizes da minha vida, e os que eu mostrei a mim mesmo o que eu realmente queria da vida.
Sempre tive uma dificuldade de me relacionar com as pessoas, perdi meus pais muito cedo e acabei não criando esses laços que a gente cria com a família, aos 19 anos eu já tinha saído de casa para me aventurar por aí, eu tinha a necessidade de fazer isso, viver sem ninguém, e provar pra mim mesmo que eu podia fazer tudo.
Depois de muito bater cabeça, aos 22 anos estava morando na casa da minha irmã e estudando, quando conheci uma menina da mesma cidade na internet. Eu nunca levei a sério conhecer alguém na internet, mas essa menina em especial chamou minha atenção, marcamos um encontro, em um bar famoso de Porto Alegre e nos conhecemos. Eu não tinha ideia do que fazia, mas desde o momento que eu a conheci eu me apaixonei, nós ficamos mais uns dois dias e e pedi ela em namoro (eu sei que foi totalmente precipitado, mas nem eu entendi como consegui tomar uma decisão dessas).
Pois esse relacionamento que começou adolescente durou 4 anos, nós nos conhecíamos tanto e sabíamos quando um de nós não estava bem só de olhar. Ela tinha depressão, eu nunca tinha me preocupado com alguém antes, foi muito difícil para mim entender como funcionava a doença, eu era inexperiente nesse assunto. Muitas vezes eu ficava realmente muito irritado, pois nossa vida sexual ficava abalada por causa da doença, mas eu amava muito ela, e segurava a onda como uma pessoa legal deve agir.
O problema foi que sempre fui mais maduro que ela, como mencionei, aconteceram coisas muito cedo comigo, aprendi com a vida muito cedo, e amadureci muito cedo. Ela não havia passado nenhuma dificuldade financeira, nem nunca teve que se virar sozinha, mas eu amava ela, apesar dessa diferença de maturidade.
Depois dos dois primeiros anos de namoro, que foram maravilhosos, começamos a nos “estranhar”. Eu comecei a perceber que ela não dava tanta importância para o relacionamento como eu dava, lembro que eu fazia uma malabarismo com meus horários para poder ver ela uma vez na semana, e ela às vezes dormia sem se quer me dar um “oi”. Eu relevava porque ela me falava que era a depressão. Eu entendia isso e tocava o barco, mas comecei a ficar inquieto, queria uma pouco mais de maturidade dela. Ela não fazia planos, passava o dia em casa, às custas dos pais, e isso não fazia bem para ela e nem ao nosso namoro.
Sempre apoiei o que ela queria fazer, que era estudar para passar no vestibular, até porque eu também queria isso. Foi quando comecei a perceber que a depressão não aparecia quando ela ia sair com as amigas, que a amiga dela ligava e na mesma hora ela se levantava. Nas primeiras vezes que vi isso, me irritei profundamente, depois percebi que era um sinal que as coisas não iam bem. Tentei mudar, me tornar mais interessante, eu já estava há um ano trabalhando no mesmo lugar e isso era uma vitória para mim, estava ganhando bem, então resolvi pedir ela em casamento. Gastei todas as minhas economias em uma aliança, que ela escolheu certa vez em uma brincadeira na frente de uma joalheria, e noivamos (sem dúvida um dos dias mais felizes da minha vida).
Depois que noivamos, as coisas estavam melhores ainda, eu estava feliz, e ela também, a depressão passou nós começamos a sair mais. foi uma época muito boa. Alguns meses depois de noivarmos, tive as duas mais difíceis escolhas da minha vida: recebi uma proposta da empresa onde eu estava para ser gerente em outro estado, conversei com ela, ela não queria ir para lá, e eu não queria ir sem ela. Passei no vestibular para Economia em uma Universidade Federal, em uma cidade distante, conversamos e eu fui para preparar o terreno, e ela iria depois.

As coisas na nova cidade não foram muito legais, eu ganhava pouco não conseguia vê-la, ela estava em depressão, e eu me sentia culpado por isso. Ela me confessou que não tinha vontade de ir comigo para a cidade, e a segunda decisão mais difícil da minha vida foi quando abandonei a faculdade.
Depois que voltei, ela melhorou, teve um outro ânimo, mas meu inquietamento quanto à maturidade dela ainda estava complicado. Eu já ia fazer 25 anos e ela 23, eu pensava que nós estávamos noivos, e que tinha que trabalhar para poder comprar nossa casa, e ela na depressão tentando se erguer. Eu lutei muito, fiz ela levantar da cama, estudar, e quando vi a oportunidade dela, as inscrições no vestibular, eu paguei a inscrição dela e disse para ela ir (foi uma das poucas vezes que disse a ela o que ela deveria fazer). Foi um dos dias mais felizes da minha vida quando vi o sorriso dela me dizendo que havia sido aprovada.
Ela entrou pra faculdade, eu também entrei em outra e as coisas iam bem. Porém, o mesmo problema apresentava-se e outra forma: agora na sextas quando ela chegava da aula, estava sempre cansada e ia dormir, eu viajava duas horas de ônibus na sexta-feira, às vezes só pra ganhar aquele beijo, sabe?
E o problema é que quando eu não estava, ela tinha disposição pra sair o final de semana todo. Eu comecei a criticá-la, pedindo mais responsabilidade, acabei dizendo que estava levando o namoro nas costas. As brigas duraram 4 meses, e ela me dizia que se sentia presa há um ano, eu não entendia, logo eu, que sempre fui livre, prendendo alguém? Eu explicava que não me importava que ela saísse com as amigas, eu confiava plenamente nela, queria que ela entendesse que eu não queria prendê-la, mas queria que ela se importasse um pouco comigo.
Em um final de semana, um mês atrás aproximadamente, nós tivemos uma briga feia porque ela não queria sair, estava com sono, demos um tempo. Uma semana depois, eu telefonei para ela pra saber o que podíamos fazer, e ela me disse que estava com sua amiga. Meu sangue ferveu, me irritei profundamente, a acabei por brigando com ela por telefone. No sábado de noite liguei pra me desculpar, era 1 da manhã e ela estava na casa da sua amiga, ficou rindo da minha cara e não falava coisas com nexo, fiquei bem chateado. No domingo ela me contou que estava chapada e por isso estava daquele,jeito, eu não fiquei irritado com ela, eu fiquei chateado foi com a amiga dela, que sabe da depressão, sabe que ela é propensa a viciar, nunca tive preconceito com drogas, mas sabem o que drogas fazem com pessoas depressivas?
Disse a ela que deveria conversar com os pais dela, ou que eu faria isso, ela ficou terrivelmente
irritada e desligou. Quando telefonei para ela de noite estava um jogo de sinuca (minha lógica nunca me deixou na mão, descobri depois que ela estava com a amiga e seu namorado, e um amigo do namorado). Minhas confiança ficou abalada, eu questionava minha capacidade de administrar aquela relação, liguei para ela e terminei por telefone (eu sei que não foi nada maduro, mas já estava explodindo de raiva).
Ela me ligou pediu pra não terminar que ela precisava de um mês pra pensar. Eu obviamente aceitei isso. Três dias depois ela me liga, dizendo pra eu buscar meu cachorro e que podia vender as alianças.
Nesse momento estou destruído a minha vida toda eu não quis família, porém com essa pessoa eu finalmente descobri o quanto eu queria ter meu filho e minha filha. Nunca senti isso por namorada nenhuma, está muito difícil conviver com isso. Porém, de todo mal se tiram algumas conclusões, eu consegui realmente entender algumas coisas minhas e dela.
A primeira é que perdi o amor da minha vida ao exigir algo que ela não podia ter, a maturidade que eu possuo no momento. A segunda é que eu não devia ter me deixado amar tanto, isso me prejudicou muito. A terceira é: nunca bata boca com a melhor amiga de namorada, isso será o fim do seu relacionamento.
Espero que gostem, é um relato extenso, mas é muito difícil a gente “zipar” nossa alma.
Peço licença aos gentis leitores para utilizar esse lindo espaço de debate e reflexão sobre o amor em prol da divulgação da minha humilde teoria. Que fique claro, antes de mais nada: a presente suposição é embasada puramente em minha observação empírica de tantos casais felizes e infelizes mundo afora, além de algumas conversas de botequim, desabafos de amigos, da minha própria cara quebrada algumas vezes, e por aí vai.
Quero dizer que acho essa história de que duas pessoas têm de ser parecidas para o relacionamento dar certo uma grande balela. E acho também que elas não precisam ser diferentes – logo, também chuto para longe a teoria de que “os opostos se atraem”.
Minha tese é a de que tanto faz se os dois são iguais ou diferentes, se “combinam” ou não, se o zodíaco diz que signos do mesmo elemento funcionam bem juntos… Tudo isso não passa, no fundo, de um grande blá blá blá que tenta transformar o amor em uma receita de bolo.
O que eu acredito piamente é que um relacionamento dá certo, mesmo, quando existe equilíbrio. Pouco importa quais os mecanismos utilizados para isso. Não interessa se ele é rockeiro e ela gosta de sertanejo. Se os dois encontrarem um bom meio termo para conviver com isso, ótimo! Não faz diferença se ele é pós-doutor e ela mal terminou o segundo grau — se as conversas entre eles são sempre divertidas e um tem o que acrescentar ao outro, seja em conhecimento científico ou em experiência de vida.
Aí vocês vão me dizer: “Ah, mas com tantas diferenças, sempre um ou outro vai ter que ceder“. E eu respondo: sim, meus queridos! Sempre um ou outro vai ter que ceder. Mesmo quando os gostos musicais, culinários e de decoração combinam perfeitamente. Porque cada ser humano é único, imperfeito e não existe essa história de tampa da panela. Sempre vai ter algo no outro que vai te incomodar, vez ou outra você vai ter que contar até 1.538 para não mandar tudo às favas e, acredite, o oposto também é verdadeiro.
E às vezes, um cede mais que o outro, um é mais compreensivo, ou mais maleável, ou até aceita abrir mão de certas coisas em prol do outro, e assim vão vivendo. Às vezes, a fórmula dá certo. Para algumas pessoas, abrir mão das próprias vontades e sonhos vale a pena em nome de estar com quem se ama.
Para outras pessoas, não é bem por aí. Nem todo mundo consegue colocar o relacionamento acima de todas as coisas, e aí começa o desequilíbrio. Quando as vontades individuais se sobrepõem às do casal, quando um se julga superior ou mais importante que o outro, quando o diálogo dá lugar às imposições. Aí, sim, não há afinidade que segure a relação, pois o equilíbrio foi quebrado e se transformou numa disputa de força. E o amor não pode ser uma queda de braços. Tem que ser, acima de tudo, mãos dadas.
Não gosto de textos que usam da generalização para transmitir ideias, porque generalizar nunca é bom. Lembrando: nem todo homem é igual, nem toda mulher é igual, nem todo relacionamento é igual, nem toda situação é igual, enfim. Tudo é distinto e peculiar, mas hoje me senti à vontade para uma exceção.
1 – Eles olham para outras mulheres
Sim, ele vai, quando você não estiver olhando, e às vezes quando você estiver também. Isso não quer dizer que ele vai te largar ou correr atrás de qualquer rabo de saia. Isso apenas significa que você está com um homem saudável. Quer um que não olhe, namore um cego. Fui sexista nesse primeiro item, mas a verdade é que o mesmo se aplica às mulheres. Não se engane, amigo.
2 – Eles vão querer sexo
Eu sei que você, mulher, queria uma noite juntinha no sofá, ou apenas uma massagem, ou mesmo apenas experimentar sua lingerie sem ser atacada por um homem sexualmente pronto para o ato. Pare de reclamar disso. Não estou falando para você ceder todas às vezes (o que nem seria uma má ideia), mas se esse é o comportamento do seu parceiro a verdade é: ele tem tesão em você, seja feliz com isso.
3 – Eles não vão reparar na sua mudança de visual
O homem é uma criatura que evolui desde as cavernas (menos do que devia, é verdade) para ser alguém que tem olhar focado. Não sabemos a diferença entre mechas californianas e um hot Califórnia. Sim, às vezes vamos notar algo diferente, mas não vamos saber o que é. Pelo amor do universo não venham pedir para que reparemos que você mudou o cabelo de “vermelho cobre 22″ para “vermelho alaranjado 30″. Somos incapazes disso e parem de nos torturar.
4 – O homem não vai mudar
Algumas coisas são da natureza do homem e ele não vai mudar. Pode até suprimir esses hábitos por um tempo, mas assim que o relacionamento terminar ele vai retomá-los. Falo de coisas simples como a cerveja com os amigos ou o futebol do fim de semana. Aliás, por que você não o deixa fazer essas coisas? Já falei sobre isso aqui e aqui também. Se o homem não é carinhoso provavelmente ele não era carinhoso antes do namoro e mesmo assim você resolveu engatar um relacionamento, devia é ter escolhido melhor.
5 – Homens precisam de ajuda
Acredito que o homem é o sexo frágil original. Em algum momento da história convencemos as mulheres do contrário e vocês aceitam isso até hoje. O homem é menos “evoluído” que a mulher em diversos aspectos. Bagunceiro, tolerante com coisas mal vistas pelas mulheres, às vezes insensíveis. Precisamos das mulheres para equilibrar esse quadro, para ajudarmos a sermos melhores, aceitem esse papel. Não existe homem perfeito e, pra falar a verdade, a grande maioria está a anos luz disso, mas, lembrem-se: ajudar não é criticar e falar até encher o nosso saco. Usem a sensibilidade típica das mulheres para isso.
Recebemos há poucos dias um e-mail de leitor pedindo ajuda, e como é um caso recorrente em nossa caixa de entrada, cá estou eu pra falar o que penso. O causo é que o solicitante em questão tem uma namorada que vai estudar em outra cidade. E é claro que ele está se descabelando diante desse afastamento.

Já vimos um par de vezes o que pode acontecer, e uma das possibilidades é a de que, quem fica, acaba dançando. Isso porque, geralmente é um casal de sei lá, 18 anos, em que um dos dois passa no vestibular de uma Federal concorridíssima e vai morar lá nos cafundós por conta disso. Ou mora nos cafundós e vai pra cidade grande. Alie, então, meu caro Watson, o fato de ser um casal jovem às suas novas perspectivas e ao mundo de coisas e festinhas de faculdade pra descobrir. Elementar?
Outra possibilidade é a de que um dos dois resolva que é melhor terminar, porque acredita que não vai aguentar a distância, porque ambos vão ficar “sozinhos” e carentes, o que dá margem pra se aproximarem de pessoas atraentes e carinhosas. E ainda, um dos dois (quem fica) pressiona tanto o outro, tem crises de ciúmes e xilica tanto que cava o próprio fim.
Imagine toda a pressão e a tensão de sair de casa, encarar uma cidade que você nem conhece, sem amigos, e ainda ter um chorão puxando seu pé enquanto você tenta arrumar as malas? Haja amor.
Então, se você está passando por semelhante situação, e no seu caso, é quem vai ficar cheio de minhocas na cabeça esperando as férias pra encontrar a namorada, você não vai ganhar um conselho: você vai ganhar uma pulga atrás da orelha. Será que você acha mesmo que há alguma chance de esse relacionamento continuar se você banca o psicopata e sai perseguindo ou ameaçando a namorada por ela estar seguindo os estudos e a carreira longe de você? E se fosse você que estivesse ponto de se mudar por conta de uma nova faculdade, ou de um novo emprego, não ia querer um pouco de apoio e compreensão?
Eu já namorei à distância, já encarei todo tipo de insegurança e sobrevivi. E aqui no blog já tivemos leitores que passaram por coisa parecida e souberam segurar a barra. Se o relacionamento e os sentimentos forem fortes, vocês passarão por isso numa boa. Senão, não daria certo de qualquer jeito. Pressionar e enlouquecer só piora a situação. Seguindo a moda, keep calm and deixe sua namorada viver.
Dia desses, enquanto eu e o digníssimo almoçávamos, naquela falta do que fazer corriqueira de quem come todos os dias no mesmo lugar, começamos a reparar no casal da mesa ao lado. O clima entre eles era tão pesado que não teve como notarmos. A mulher, com olhos vermelhos de choro e cara de brava, não pediu nada. O namorado (ou marido?) pediu um PF caprichado e comia tranquilamente assistindo SporTV, como se não notasse que estava sendo fuzilado pela companheira.
Eu – com meu mau hábito de questionar meu amado a respeito da raça masculina em geral – comecei a discutir sobre o porquê de os homens agirem como se estivesse tudo bem quando estamos bravas, e é claro que desenterrei vários casos em que eu estava a ponto de cuspir fogo e o amásio vinha com amenidades, e me tratava como se, OK, já passou. Ao ser atropelado pela DR inesperada, o digníssimo começou a rir e a tentar se justificar dizendo, mais ou menos, que pra ele é como se estivesse tudo bem. Principalmente porque, nos incidentes que citei, eu não fazia aquele olhar de Boi Bandido da guria ao lado.
Além disso, ficou meio subentendido que eu exagero nessas coisas, que não há nada que um filminho assistido a dois não amenize. Então por que nós sempre achamos que temos de esclarecer as picuinhas e que, se fizermos cara de quem chupou limão, eles vão ter um lapso de lucidez e abrir espaço pra uma discussão acalorada, seguida de um pedido de desculpas?
Muitas vezes eu penso: estou aqui, com cólicas, com problemas no trabalho, com um parente doente, com um cliente histérico…e pro meu marido isto não é o fim do mundo. Ou ele fala uma coisa super insensível, olha pros peitos da Katy Parry e no minuto seguinte vamos pra cozinha que está na hora do jantar.
É tudo tão simples assim pros homens e tão cheio de puzzles nas nossas cabeças tratadas a muito creme com queratina? Vocês homens conseguem realmente ver um jeito de deixar a poeira baixar fazendo pouco nos nossos chiliques silenciosos? Caio na questão Tostines da vida e espero um guru que me esclareça este dilema.