11 setembro 2012 Comente! Postado por:

Geral »

Por: Ca Judy

Nesta empolgante narrativa em primeira pessoa, vivemos juntamente com Júlia toda a vida de uma adolescente tendo que enfrentar pouco a pouco o mundo adulto se infiltrando em sua rotina. As pequenas brigas, as amizades, as não-verdades. Tudo isso acontece em meio a um fator inexplicável: A desaceleração da Terra.

A idade dos milagres

A história se passa na Califórnia, onde Júlia, de apenas 12 anos vive com seu pai – um médico trabalhador e mentiroso – e sua mãe, que quando jovem teve sua carreira de atriz encerrada e carrega ainda o fardo do fracasso. Moram em um bairro residencial onde todos se conhecem e tem um seu convívio afetado com a inusitada notícia da Desaceleração da Terra. Com a causa desconhecida, o planeta começa a, lentamente, retardar a sua órbita e os dias vão ficando cada vez mais longos. Habituados às normais 24 horas diárias, toda a população passa a ter que se acostumar com períodos de luz e escuridão que passam de 20 horas cada.

Todos os impasses de um aluno de escola primária, perda de amizades, pequenos grupos, rejeição, um primeiro amor. Júlia passa por tudo isso sozinha tendo que esconder as verdades sobre seu pai e cuidar de sua mãe que sofre do Mal da Desaceleração. O mundo inteiro como é conhecido muda e ela aceita e descreve tudo de forma serena e madura, mas ainda assim com os olhos de uma criança.

Neste romance, escrito por Karen Thompson Walker, ficamos presos e ansiosos pelo próximo capítulo. É um chamado para entendermos e aceitarmos que as coisas como conhecemos não são fixas e que mesmo as mais abruptas mudanças são capazes de nos trazer boas surpresas.

A idade dos milagres, de Karen Thompsom Walker. Selo Paralela, 2012.

A partir de hoje daremos dicas de livros, para aqueles que curtem. Você pode comprar o “A idade dos milagres” direto no site da Cia de Letras.

Comente!      Postado por Ele / Ela
11 setembro 2012 2 Comentários Postado por:

Coisas dela, Crônicas, Geral »

Sabem aquela máxima de que “a gente só dá valor quando perde”? Infelizmente é um dos clichês mais verdadeiros no que se refere às relações humanas.

Via de regra, relacionamentos amorosos são o laboratório mais fértil para comprovar tal teoria. As pessoas normalmente dão nomes variados a esse “fenômeno”: rotina, mesmice, desgaste causado pelo tempo.

Mas, o fato é que isso acontece simplesmente porque nós deixamos. Porque o ser humano, acomodado como é por natureza, com o passar do tempo se acostuma a tudo. Ao que é ruim, mas também ao que é bom.

Não perca tempo perdendo quem você ama!

Assim, as qualidades do outro parecem ir gradativamente perdendo importância, e coisas que admirávamos no começo, de repente começam a passar despercebidas. E isso vai acontecendo até o ponto em que um passa a achar que não tem mais admiração pelo outro, porque esgotaram-se as “novidades”.

Muita gente costuma confundir essa situação. Tem gente que, depois que o relacionamento se estabiliza e desaparece aquele friozinho na barriga, passa a ver o outro meio desbotado, perde o encantamento, acha que não ama mais. E aí, por mais que a pessoa continue sendo exatamente como era, com as mesmas qualidades, já não tem mais a mesma graça.

É nesse ponto que tudo desanda. Mas é difícil identificar exatamente quando isso acontece, porque normalmente vai ocorrendo aos poucos. Porém, alguns sintomas geralmente aparecem: as brigas; a falta de paciência; o desleixo para com a relação; a insensibilidade; o descaso; o diálogo que desaparece.

E com o distanciamento gerado, os problemas começam a parecer não ter mais solução. Porque um relacionamento poderia ser, de maneira bem simplista, comparado a uma planta: ou você rega, na dosagem certa, periódica e constantemente, ou, um belo dia, ela simplesmente seca. E, depois de morta, é impossível ressuscitá-la.

O grande mal nisso tudo é que geralmente as pessoas percebem isso tarde demais. Querem salvar a relação depois que ela já não tem mais salvação. Será que não seria o caso de prestar atenção, sempre, para manter o relacionamento saudável, para ser grato para com o que o outro faz por você, para não esquecer de valorizar quem você ama (e quem te ama)?

Então, se eu pudesse resumir tudo isso – e mais um pouco – em um único e direto conselho, seria: não espere perder quem você ama, para então dar valor. Valorize agora, ame agora, faça tudo o que tiver que fazer agora. Depois pode ser (e provavelmente será) tarde demais.

2 Comentários      Postado por Mayara Godoy
6 setembro 2012 3 Comentários Postado por:

Coisas dela, Crônicas »

*Por Rose Carreiro e Mayara Godoy
Um bom relacionamento começa na gaveta – com a faxina das cuecas velhas, furadas e com elásticos frouxos. Porque vamos combinar que homem sempre carrega a mania de eleger algumas peças do vestuário como traje confortável. Sempre tem uma camisa da campanha do Lula em 1989, uma samba-canção que parece ter pertencido ao avô que surge como um uniforme de fim de semana… sem contar aquele pijama furado, descosturado bem na zona P.

Acham que é frescura nossa? Pois saibam que o terror masculino diante das calcinhas em tom de bege é o equivalente à nossa ojeriza pelas roupas de baixo em estado de flanela gasta. 

Para nós, mulheres, a paz não reina na Terra enquanto não eliminamos todo e qualquer item da vestimenta íntima masculina que não esteja em condições de ser desfilada em público. E não me venham dizer que “ah, mas a cueca não aparece”, pois a geração cofrinho está aí, nos esfregando na cara detalhes e peças íntimas por todo lado.

De cuecas furadas e esgarçadas a meias esticadas e cheias de bolinhas, uma esposa que se preze sente uma satisfação indescritível ao despachar todo esse resíduo não-reciclável para bem longe. E, que fique claro: nossa estratégia de comprar kits com várias cuecas iguais não é só pela promoção das Americanas. É um truque pra engambelar os digníssimos e realizar a tão sonhada troca de peças recauchutadas por itens zero quilômetro.

E não adianta chorar e reclamar que a cueca nova aperta, que as meias antigas são mais macias e, é claro, que ninguém está vendo, pois NÓS vemos. E nós somos as ÚNICAS pessoas que devem desejá-los a todo momento. E tão brochante quanto depilação do mês passado, é cueca da década passada.

Se a coisa é mais profunda do que imaginamos e vocês têm AMOR a esses trapos, passem a usá-los pra encerar o carro, tirar pelo de CD ou pó dos móveis. Só não apareçam do pós-banho com aquela tragédia de elásticos saindo pela costura, caindo pelos quadris parecendo uma calcinha de vó de bunda murcha.

3 Comentários      Postado por Mayara Godoy
5 setembro 2012 8 Comentários Postado por:

Amigos, Amor »

Se fosse responder a essa questão em uma única palavra, diria duas: não sei.

Diariamente, nós da equipe de editores do Diário de Casal trocamos e-mails sempre com uma pauta que nos chega por meio de dúvidas de leitores, ou até desabafos, que vocês nem fazem ideia. Adoramos ler TODOS os e-mails que chegam. Respondemos a quase todos; outros viram pauta para escrevermos e discutirmos abertamente com vocês, leitores. Os comentários e e-mails que recebemos de vocês é nosso combustível para sempre estarmos presentes ajudando de uma forma ou de outra e para termos relacionamentos mais saudáveis e duradouros.

Amizade colorida

Outro dia estávamos conversando e surgiu essa dúvida: é possível se apaixonar por alguém que temos como amigo/amiga há um tempo?

Na minha opinião, nunca acreditei nisso. Pra mim, paixão é algo que acontece no instante em que você conhece a pessoa. Ou talvez nos primeiros dias. Você sente um friozinho na barriga desde o primeiro “oi” dele/dela e dali em diante, seus dias não serão mais os mesmos. Quando chega uma mensagem no celular, você já corre pra ler na esperança que seja dele/dela. E se não for, vem a frustração. Mas calma, já já chega outra e vai ser a que você quer ler.

No entanto, discutindo com algumas pessoas, vi casos em que grandes amigos se apaixonaram com o passar do tempo. Será que era amor ou amizade? Será que a amizade era tão grande que foi confundida com um amor?

De fato, seria o ápice da perfeição seu melhor amigo/amiga ser o grande amor da sua vida. Mas será que tudo aquilo que vocês contaram de “ruim” sobre vocês pode ser um ponto negativo que venha tornar esta relação um fracasso lá na frente? A possibilidade existe, afinal, quem é que nunca beijou um grande amigo/amiga? E “pior” que isso: quem é que já “pegou” um amigo e estragou a amizade? Essa é uma grande preocupação para muitas pessoas. “Mais vale um grande amigo do que uma amizade colorida“.

Há, porém, quem consiga separar as coisas e se caso não virar uma grande história de amor, cada um segue seu caminho e os dois levam juntos a amizade que sempre tiveram.

Ressalvo que é bem difícil de ambas as pessoas estarem no mesmo “clima” para assumirem no mesmo espaço de tempo que se  gostam “de um jeito diferente”. Cuidado, muito cuidado com isso. É possível que essa revelação acabe afastando-os, mas se você tiver sorte e for correspondido, aí é acender o rojão, mirar pra cima e gritar “É TETRAAA!

E você, conhece algum caso de amigos ou já vivenciou um amor partindo através de uma grande amizade?

8 Comentários      Postado por Diego Fávero
4 setembro 2012 1 Comentário Postado por:

Amor, Artigos, Relacionamento »

Qual a principal função de um relacionamento? Na minha humilde opinião, é a de nos ajudar a sermos pessoas melhores. É muito difícil se tornar melhor sozinho. O ser humano tem dificuldades em ter uma boa autocrítica e por isso nem sempre julgamos corretamente nossas próprias atitudes.

Aí entra o companheiro(a) que vai nos ajudar a evoluir, a corrigir nossos defeitos. Mas provavelmente é nesse ponto que alguns enganos começam a acontecer.

Você pode achar que ajudar a pessoa a se tornar alguém melhor é corrigir seus defeitos. Mas quem vai julgar o que é um defeito e o que é simplesmente uma característica que não gostamos naquela pessoa? Vamos exemplificar: seu amorzinho tem o mau hábito (em seu julgamento) de ser bagunceiro, sua mesa nunca está arrumada, seu armário é uma zona e ele nunca se esforça para alterar isso, não importa o quanto você insista.

Certamente você tem uma obrigação no relacionamento de torná-lo melhor nesse aspecto, mas até que ponto? Onde começa o defeito e onde começa a característica da pessoa?

Já ouvi pessoas apelarem para “se você me ama mesmo, você muda”. Esse é um triste argumento que acho, sinceramente, muito covarde. Amor é outra coisa. Amor não é mudar pela pessoa que está com você (me julguem). O amor está mais ligado a aceitar os defeitos dele(a) e crescer com isso. Provavelmente se você está tão preocupado(a) com o outro mudar por amor, é você que tem algo a aprender.

Tente ver alem do óbvio: por que ele(a) é tão desorganizado? Será falta de tempo? Ou será porque sua forma de trabalho funciona melhor assim?

Será mesmo que, para dividir melhor nossa vida com outra pessoa, precisamos rejeitar tudo o que acreditamos ser errado naquela pessoa? Se quisermos uma pessoa igual a nós mesmos, que tenha os mesmos hábitos e qualidades, como poderemos crescer com as diferenças?

Prefira ajudar quando o problema se torna óbvio, seguindo nosso exemplo: quando ele(a) não encontrar aquele documento importante no meio da bagunça, ofereça para ajudar a arrumar os papéis e encontrar o documento perdido. No final, incentive-o a manter o local arrumado. O segredo é fazerem juntos!

Se o objetivo do relacionamento é ajudar a sermos melhores, então me parece óbvio que as diferenças sejam importantíssimas para esse processo. Aceite os defeitos e aprenda a crescer com eles. Ajudar o seu amor a se tornar melhor é difícil, provavelmente irritante às vezes, mas muito recompensador. Se você tiver paciência e dedicação para com a outra pessoa, vai notar que tudo será mais fácil e, então, você vai se tornar uma pessoa melhor primeiro. Isso é o mais importante de tudo: você precisa se tornar melhor antes de querer melhorar o outro.

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1 Comentário      Postado por Cadu