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2.0 – Amores Possíveis

27 janeiro 2011 5 Comentários       Postado por Rose Carreiro

A maioria das pessoas com quem me relacionei no período pós namoro-de-cinquenta-anos-que-não-deu-em-nada eu conheci pela Internet – sempre com a mesma fórmula:  MSN, conversa vai, conversa vem, encontro marcado e sim ou não. E chegou a acontecer de eu conhecer gente de outras cidades, e até estados, como o @mboitata. Foi por este moreno alto e barbudo que me apaixonei a ponto de largar a solteirice eterna e virar parte de um casal. Um casal 2.0, diriam os geeks, com namoro virtual, contas de telefone com valores exorbitantes, viagens mensais e, enfim, com a hora de decidir se vai ou racha. Eu vim.

O nosso engajamento romântico se deu assim: seguíamos um ao outro no Twitter , ele passou a comentar alguns posts do meu blog pessoal, eu oferecida mandei pra ele uma DM: MSN? e daí a gente começou a se falar. Nem rolava nada, a gente conversava blogs, trabalho, música, sotaque (eu, do Rio de Janeiro, ele, do Paraná). Mas com o tempo as coisas mudaram, e foram alguns meses até que a gente resolvesse se encontrar – e ter certeza de que era aquilo mesmo. Namoramos por cinco meses mais longe do que perto, até que ele fez pressão e eu cedi: vim-me embora pra Londrina. De lá pra cá, estamos noivos há um ano e moramos juntos desde então. Foi um caminho deu certo pra gente. E pra quem não entendeu, o MBoitata “desenhou”:



Esse seria um caso extraordiáriose já não fosse tão corriqueiro atualmente. Como eu havia dito, esse “formato” de relacionamento hoje é comum. Pra provar o que afirmo,  estão aí alguns exemplos: @JoiceViana e @tucori, que fizeram a mesma coisa – ela foi pra Sampa, como já contado aqui – um pouco antes de mim; @diogobatalha, que esperou não sei quantos anos pra se encontrar com sua amada amante; @leoluz, que pediu a @Deeercy em casamento via blog, e conta um pouco de seu romance no relato a seguir:

“Eu e a @Deeercy nos conhecemos, por incrível que pareça, fora da internet. Foi na casa de um amigo meu, o Leonardo (A.K.A. @microcontoscos). Ela era de Caxias do Sul e estava passando um fim de semana no Rio. Nos conhecemos, na semana seguinte ela voltou, ficamos a primeira vez, e a partir daí ela veio mais duas vezes me ver. Começamos a namorar e, alguns meses depois, a pedi em casamento através do meu blog. Ela aceitou e veio morar comigo aqui no Rio. E hoje estamos juntos, como um casal normal que se conheceu na fila do banco ou em alguma festinha.”

Se você pensa que, por estar aqui dando pitacos a respeito do assunto, eu sei dizer por que isso funciona, eu não sei. Não sei se é porque, como não há muita presença física, existe muito mais diálogo – fundamental pra qualquer coisa que envolva mais de um cérebro dar certo; ou se a gente tem que queimar a mufa muito antes de decidir mudar a vida toda por outra pessoa e o faz tendo certeza do que quer; ou se quando o amor é pra ser, ele dá um jeito.

Besta seria esta que vos escrevesse se dissesse que depois disso, tudo é amor de ladinho e soneca com abraço de conchinha. Apesar de simples, essa fórmula não é fácil de ser levada adiante, há de ter estômago, paciência, muito relaxante muscular e uma infalível banda larga.

Nem sempre esse amor dá certo, e às vezes há outros motivos que impedem o final feliz, porque a vida é assim mesmo, dá e tira sem mudar de roupa. Mesmo assim, cá estou eu pra garantir: enquanto dura e nos faz felizes, vale o esforço.

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5 Comentários      Postado por Rose Carreiro
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5 Comentários »

  • Bruno Agostinho disse:

    Eu estou na mesma que vocês (Eu, São Caetano-SP e ela Viçosa-MG). 12H de viagem no ônibus. Isso quando não atrasa. Nos conhecemos no carnaval, ficamos, fomos conversando, fui ver ela, e meses depois a pedi em namoro.

    MSN, Skype, Webcam, E-mail, Celular, Cartinhas, viagem uma a duas vezes por mês.

    Mas estou feliz, isso que importa.

  • @diegofavero disse:

    hahaha sensacional esse “mapa do amor”. A internet só trouxe a felicidade de muita gente. A maioria dos meus amigos, conheci pela internet. Há uns 10, 12 anos, qdo nem existia MSN, nem redes sociais, era apenas ICQ e bate-papo do UOL .. tínhamos uma turma de amigos de internet (Netmigos). de lá pra cá foram muitos relacionamentos que surgiram por se conhecerem na net. Hoje, uns estão casados, com filhos. Tudo muito louco.. que transformação!! Não há meio certo para o amor .. ele chega qdo a gente menos espera.

  • Izzy disse:

    Bom…tambem,conheci e fui viver com o homem de minha vida,com a grande ajuda da internet foi uma experiencia unica infelizmente nao deu certo mas foi maravilhoso enquanto durou.. PS.O amarei por td vida,fazer o que..

  • Izzy disse:

    Bom…tambem,conheci e fui viver com o homem de minha vida,com a grande ajuda da internet foi uma experiencia unica infelizmente nao deu certo PS.O amarei por td vida,fazer o que..

  • leofulgueral disse:

    quer casa comigo juliana de lucca e sermo um casas 2.0?

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