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Afinidade desafinada

16 junho 2011 6 Comentários       Postado por Rafael R

Por: Matheus Gonçalves@toadgeek

Por que relacionamentos são tão complicados?

Abro o texto de hoje com esse questionamento, para compartilhar essa pergunta que tanto tem me incomodado nos últimos tempos. A única resposta que me acalma é que as as pessoas são diferentes. Muito diferentes. Sabe, quanto mais eu penso nessas coisas mais entendo que o que une um casal, mais que seu amor, mais que o tesão, muito mais que os impulsos apaixonados, é a quantidade de coisas que eles “não gostam em comum”.

Molejo melhor que beatles
Nós odiamos Beatles: Somos felizes assim!

Um a um, os tópicos são desvelados no decorrer do período de adaptação mútua e os gostos podem até serem ímpares, mas os desgostos devem ser os mesmos. E, bom, isso me soa tão mesquinho. Acho que essa é, enfim, a tão falada afinidade. “Somos afins no que odiamos, por isso nos amamos”. É esse conjunto de conjunturas o responsável pelo acúmulo de boas lembranças, de situações cômicas, conversas engraçadas durante noites abluídas à cerveja com limão, tequila, beijos apaixonados e corpos entrelaçados.

Os fins justificam os meios. Mesmo que isso seja meio estranho.

Agora, e quando o desgosto acontece por causa de um gosto alheio? De um anseio que não é o seu? Isso afasta, desafina, isso corrompe, gera discussões idiotas, medos infundados, traumas irreparáveis, desinteresse. E logo depois temos duas metades procurando completar a teoria dos conjuntos, separados.

Toda uma gama de sentimentos egoístas entram em campo, munidos de disfunções racionais e promessas de distância iminente.

Fica óbvio que tudo se resolveria com uma conversa, com calma, com sinceridade e carinho, mas tentar isso em momentos acalorados é quase uma utopia, infelizmente. Nunca sabemos até que ponto isso realmente será levado à ferro e fogo, mas incomoda.Afinal, pior do que não ser lembrado… É ter alguém querendo te esquecer.

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6 Comentários      Postado por Rafael R
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6 Comentários »

  • Camilla disse:

    Interessante esse ponto de vista e à medida que lia ia pensando que realmente é melhor ter desafinidade em comum, porque daí é menos provável que um fará o que o outro odeia.
    Mas tem uma coisa: com o passar do tempo, tanto da idade de cada um, como de relacionamento, os gostos mudam e as desafinidades ficam menos afins. É importante que um saiba lidar com essas “mudanças” do outro, para que não haja desrespeito ao gosto alheio, não desprezando o novo gostar e tampouco fazendo com que a outra pessoa se submeta a algo que ela realmente não goste…

  • Juliana Salles disse:

    Pois é Camilla, acho que meu último namoro não resistiu por causa disso: a mudança de gostos/interesses.

    Por milhares de vezes me peguei pensando o que fez terminar um namoro que resistiu até mesmo à distância e cada vez mais chego nisso, na mudança dos interesses, nem falo gostos.

    Quando eu concluir esse raciocínio sairá um post aqui…ehehe

    “Afinal, pior do que não ser lembrado… É ter alguém querendo te esquecer.” – Ai Matheus…essa frase é tão acertada…e me pergunto quantas vezes não nos damos conta dos amores que deixamos para trás e que estão tentando nos esquecer…quantos “talvez” deixamos passar em nossa vida e quantos “se” também…

  • Camilla disse:

    Bom Juliana,
    Só pra vc saber, um dos fatores do término do meu casamento de 8 anos foi justamente isso…Já falei tanto do namorado que preciso escrever um post sobre o ex-marido…Não tem jeito, a gente cresce, amadurece, muda. Cabe a cada um enxergar e absorver essas mudanças e respeitá-las, acima de tudo.

  • Juliana Salles disse:

    Verdade Camilla…o mais interessante desse processo todo é que a gente começa a mensurar se vale a pena continuar a vida em casal ou se essa mudança vai acabar por desgastar tanto que um sentimento lindo que unia pode acabar se transformando em um ódio mortal…
    No meu caso, depois de muita conversa e muito choro, o namoro acabou e hoje olho para trás pensando ter sido a decisão mais acertada…e ainda a amizade permaneceu ;)

  • Matheus disse:

    Oi meninas.
    Fico feliz que vocês gostaram do texto.

    Juliana, que bom que a amizade permaneceu, isso é raro.

    Beijos.

  • Gabriela disse:

    Olha,sei bem o que é isso!Tive um namoro de 4 anos com um cara ótimo! Ele,assim como eu,não gostava de funk.Porém,ele defendia o funk a unhas e dentes!Chegava a ser desagradável!Isso me tirava todo o tesão!Se tem uma coisa que odeio é quem faz média com merda,faz a “política da boa vizinhança”,”`pra não ficar mal” com os outros!
    Me amarro em quem fala o que pensa sem medo de ser feliz!

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