Avalie seu relacionamento
Você provavelmente ama a pessoa que chama de namorado/noivo/marido/whatever, ou pelo menos gosta dele(a). Afinal, ninguém fica com quem não gosta. Será mesmo?
Vocês já devem ter visto algumas situações em que uma das partes reclama da outra aproximadamente assim: “não suporto mais o Fulano fazendo isso”, ou então,“ não gosto que ele faça aquilo, mas ele continua fazendo”.
No mínimo tem algo errado nesse relacionamento. Quem é a pessoa com quem você quer estar? Faça um perfil, pegue um papel e escreva “A pessoa que eu quero para mim tem que ser…” e liste os atributos. Sei que parece coisa de revista de fofoca barata (ou simpatia do João Bidu), mas você precisa saber o que deseja.
Compare com a pessoa que está com você. Ela tem essas qualidades? Não avalie se ela pode vir a ter, ou se ela já teve algum dia. Pense. Ela tem esses atributos agora, nesse momento? Se a resposta for não para a maioria dos itens, repense seu relacionamento. Talvez você note que passa mais tempo reclamando da pessoa com quem você está, ou pior, tentando mudar o comportamento dela, do que realmente curtindo e tendo prazer com a companhia.
Não estou pedindo para que todos tenham uma pessoa perfeita ao seu lado, primeiro porque a perfeição é difícil (quase impossível) de ser alcançada e segundo porque a perfeição é chata! Tolerar os defeitos dos outros é algo importante em uma relação, afinal somos todos humanos, apesar de eu ainda desconfiar de uns ou outros…
Se o seu marido te irrita porque bebe demais, chega em casa, quebra aquele vaso da sua mãe, dorme no chão caído atrás do sofá e é encontrado pela diarista no dia seguinte, você tem toda razão em ficar furiosa com ele. Mas se o que te irrita nele é a maneira com que ele come uma manga, ou amarra os sapatos, e você briga com ele por conta disso, o problema é você.
Qual o motivo para continuar um relacionamento assim, com ilhas de prazer em um mar de insatisfação? Alguns vão soltar um suspiro, seguido de um “mas eu gosto dele(a)”. E aí você aprende uma das duras lições da vida: apenas gostar/amar não faz um relacionamento. Não é o suficiente.
Quando alguém falar “o amor é a força maior do universo”, não acredite. O amor pode ser poderoso sim, mas precisa vir acompanhado de compreensão, de cumplicidade e de respeito. Sem isso, você fica apenas amando de forma vazia, destituída, em vão. Sozinho, o amor não é poderoso, e sim triste.
Se ele(a) tem defeitos ou um comportamento que você reprova, converse, explique porque não gosta daquilo, tenha certeza que não está sendo egoísta e ouça o lado dele. Se não houver manifestação da parte protestada para melhorar, mesmo que um pouco apenas, está na hora de repensar se ainda vale a pena dar socos em ponta de faca. Em minha opinião, prefiro sofrer tudo de uma vez a várias doses homeopáticas de sofrimento por um longo período.









É Du…acho que vc escreveu isso pra mim…rsrsrsrs
muito bom esse post, demonstra de forma balanceada entre a racionalidade e a emoção como manter um relacionamento saudavel.
parabens
Duu..vc escreveu isso pra mim não foi?
:-(
Sendo bem sucinto, cito uma música:
A ciência falha ao tentar reconhecer o isoladamente mais potente elemento da existência humana, (…) a fé.
O alegre cantor desta canção não falava de religião, mas da força que nos move todo dia. A nossa crença em algo, em algo a ser feito, e em alguém.
A fé no nosso companheiro mantém mais relacionamentos que o amor em si.
Mas quando esta fé é a única ponte que liga um ao outro, vivemos apenas seguindo uma projeção de algúem, algo inexistente, impalpável. O amor é mais que isso, e menos que isso.
As vezes não é o amor que mantém unido… é apenas… a fé.
Abraços,
@maisembaixo
Puxa, adorei muito esse site!
Vocês escrevem bem e o melhor é que é tudo real, certo?!
Parabéns pelo site. =)
Karen.
Você conseguiu traduzir nesse texto exatamente tudo que eu penso sobre um relacionamento. Eu sempre segui o seguinte lema: que namoro/casamento/whatever (hehe) tem que fazer bem. A partir do momento em que gera mais estresse, raiva, desentendimentos do que o prazer e a felicidade de estar juntos, é hora de dar um basta.
Mas muita gente, tomada por um sentimento completamente doentio, não quer ver e aceitar essas coisas. E aí vão “empurrando com a barriga”, se desgastando, sendo infelizes…
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