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	<title>Diário de Casal &#187; Crônicas</title>
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	<description>O melhor e o pior da vida a dois</description>
	<lastBuildDate>Thu, 29 Jul 2010 13:55:17 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Quem é que lava a louça?</title>
		<link>http://www.diariodecasal.com.br/posts/quem-e-que-lava-a-louca/</link>
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		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 15:09:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael R</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[almoço]]></category>
		<category><![CDATA[casal]]></category>
		<category><![CDATA[louça]]></category>
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		<description><![CDATA[Finalmente consegui convencer um grande amigo meu, Dhemes Andersen, de que seria legal ele por seus textos por aqui, vez e outra. Abaixo segue o primeiro e se der tudo certo outros mais virão. Divirtam-se.      
- &#8211; -     
Os domingos sempre trazem desafios caseiros. Além de algumas vezes, uma leve dor de cabeça. Acordo sentindo fome, preguiça e sono. O ronco destaca o vazio dentre os demais sentidos.     Ao cruzar a fronteira com a sala, não me ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Finalmente consegui convencer um grande amigo meu, </em><a href="http://dhemes.net" target="_blank"><em>Dhemes Andersen</em></a><em>, de que seria legal ele por seus textos por aqui, vez e outra. Abaixo segue o primeiro e se der tudo certo outros mais virão. Divirtam-se.      </p>
<p></em>- &#8211; -     </p>
<p>Os domingos sempre trazem desafios caseiros. Além de algumas vezes, uma leve dor de cabeça. Acordo sentindo fome, preguiça e sono. O ronco destaca o vazio dentre os demais sentidos.     <br />Ao cruzar a fronteira com a sala, não me encanta o que o cachorro fez com seu disco voador de borracha. Foi um erro pensar que <em>Brick</em> tinha afinidade com astrologia, perdendo horas a admirar os aviões e o céu, contemplando a vista do último andar de um prédio de 19. Talvez ele apenas sofresse de tédio, algo bastante perturbador na vida de uma família em formação. Agora os pedaços da janela por onde marcianos adentrariam a Terra, são meu primeiro desafio em busca de algo que me confortasse o gemido abdominal.     </p>
<p><a href="http://www.diariodecasal.com.br/wp-content/uploads/2010/07/lavarlouca.jpg"><img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="lavarlouca" border="0" alt="lavarlouca" src="http://www.diariodecasal.com.br/wp-content/uploads/2010/07/lavarlouca_thumb.jpg" width="524" height="393" /></a> </p>
<p>Nada mal. A vassoura tombada na passagem à cozinha mostra que ao menos o cão havia tentado recolher os destroços da aeronave, quando se despistou com os restos de uma <em>vuvuzela</em> que havia destruído na tarde anterior (num surto de decepção por não ganhar mais salgadinhos e aperitivos de todas as visitas que perambulavam pela casa em dias de jogos do Brasil).     <br />O olhar impiedosamente se volta para a pia. Ainda de pijama, defronte uma gelada e desorientada cozinha, os olhos perdidos numa gosma dentro de um copo. Leite, maionese, iogurte ou alguma secreção? Definitivamente não é minha vez de lavar a louça.</p>
<p>- Vida, vamo acordando! Bom dia!    <br />- Mmmmm.     <br />- Tá com soninho ainda né? Mas já tem gente esperando o café.     <br />- Café? Tá pronto?     <br />- Pronto?     <br />- Gostosoooo… cafézinho.     <br />- To pronto pra fazer, mas tenho algumas panelas, copos, pratos e discos voadores me impedindo.     <br />- Discos voadores?     <br />- Sim eles só vieram buscar manteiga, mas já foram.     <br />- O quê?     <br />- Não… falando sério: Eu lavei a louça ontem, hoje é você.     <br />- Eu sei.     <br />- Então, mas preciso dela limpa agora. Acho que vou fazer omelete.     <br />- Com toast?     <br />- Se você lavar a frigideira.     <br />- Pô! Mas quem fritou linguiça pra visita foi você.     <br />- Mas eram seus amigos!!     <br />- Mas eles já tinham comido pizza, você que bebe e fica querendo fazer porção de tudo.     <br />- Espera aí! Seus amigos vem aqui, eu tento agradar, ainda tenho que lavar a louça e sou chamado de bêbado?     <br />- Alegrinho.     <br />- Mas tem umas gosmas nuns copos.     <br />- Ah! Molhinho especial!     <br />- Molhinho o quê??     <br />- Especial. Você disse que é receita da sua vó. Fez todo mundo provar com as linguiças. E não contou pra ninguém a receita, disse que eram igredientes secretos…     <br />- Sério? Eu fiz molhinho? Mas tem panelas do almoço de ontem. E você nem raspou no lixo. Tem uns <em>pennes</em> e 2 azeitonas obstruindo a decida da água.     <br />- Não fiz nada com azeitona.     <br />- Mais três centímetros de água e vamos ter alagamento na região da cozinha.     <br />- Tenho nojo desse ralinho da pia.     <br />- Eu também, principalmente daquela coisa vermelha que tem nele há meses.     <br />- Poxa!… As piores louças sempre sobram pra mim…</p>
<p>Aquela voz sofrida de quem tem as mãos congeladas ao lavar louça no mês de julho, não me comoveram:</p>
<p>- Ontem lavei panela de arroz queimado.    <br />- Arroz sai facinho.     <br />- Molhinho especial também.</p>
<p>…    <br /><em>(Olhares perdidos em objetos aleatórios pelo quarto)</em></p>
<p>- Que horas são?    <br />- Hora de lavar a louça, beiba.     <br />- Já é quase uma da tarde.     <br />- Imagina a fome que eu tô.     <br />- Não faz café, eu faço almoço.     <br />- Ah, lá vem.     <br />- Faço strogonoff.     <br />-De carne?     <br />- De carne.     <br />- Hmmmm.     <br />- Então lava loucinha pra beiba, lava.</p>
<p>Não é apenas o molhinho especial, ou o shoyo no fogão, saco de lixo pra trocar ou aliens mal sucedidos. São os acordos. As deduções e o bom senso. Força de vontade e luvas de borracha. Que nos permitem viver crônicas diárias da vida compartilhada.    </p>
<p>A cozinha ficou limpa em 30 minutos, o almoço em quase 1 hora. E a certeza de que em casa de quem sabe cozinhar, come bem quem lava louça.     </p>
<blockquote><p>Quer participar do Diário de Casal, enviando seus textos para dividirmos experiências por aqui? <a href="http://www.diariodecasal.com.br/contato" target="_blank">Entre em contato</a> e saiba como participar.</p></blockquote>
<hr />
<p><small>© Rafael R no <a href="http://www.diariodecasal.com.br">Diário de Casal</a>, 2010. |
<a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/quem-e-que-lava-a-louca/">Permalink</a> |
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</small></p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Por que eu gosto de namorar</title>
		<link>http://www.diariodecasal.com.br/posts/por-que-eu-gosto-de-namorar/</link>
		<comments>http://www.diariodecasal.com.br/posts/por-que-eu-gosto-de-namorar/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 Jul 2010 18:58:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mayara Godoy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[namoro]]></category>

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		<description><![CDATA[namorar
v. tr.
1. Andar de namoro com; requestar.
2. Seduzir, encantar.
3. Cobiçar.
v. intr.
4. Fazer namoro.
5. Ser namorador.
v. pron.
6. Sentir amor; apaixonar-se.

Embora o dicionário resuma em seis significados a palavra namorar, é possível dizer muito mais. Namorar é colocar o amor em prática. Namoro não é só um compromisso. É o amor vivido por duas pessoas.
Tem medo de namorar quem não conhece a indescritível sensação de ter encontrado a sua alma gêmea — que não é alguém igual a você, mas alguém com quem você sente uma ligação incrível, como se, de fato, ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><em><strong>namorar</strong><br />
v. tr.<br />
1. Andar de namoro com; requestar.<br />
2. Seduzir, encantar.<br />
3. Cobiçar.</em></p>
<p><em>v. intr.<br />
4. Fazer namoro.<br />
5. Ser namorador.</em></p>
<p><em>v. pron.<br />
6. Sentir amor; apaixonar-se.<br />
</em></p></blockquote>
<p>Embora o dicionário resuma em seis significados a palavra <strong>namorar</strong>, é possível dizer muito mais. Namorar é colocar o amor em prática. Namoro não é só um compromisso. É o amor vivido por duas <a href="http://www.diariodecasal.com.br/wp-content/uploads/2010/06/91102540.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1096" style="border: 0pt none;margin: 6px" src="http://www.diariodecasal.com.br/wp-content/uploads/2010/06/91102540-300x199.jpg" alt="" width="270" height="179" /></a>pessoas.</p>
<p>Tem medo de namorar quem não conhece a indescritível sensação de ter encontrado a sua alma gêmea — que não é alguém igual a você, mas alguém com quem você sente uma ligação incrível, como se, de fato, estivessem unidos de corpo, alma, coração, pelas forças do além, ou seja lá o que for.</p>
<p>Namorar é ter ao seu lado alguém que te conhece tão bem que já sabe se você está com algum problema só pelo tom da sua voz. É ter a pessoa que você <strong>ama</strong>, a pessoa que você <strong>deseja </strong>e seu<strong> melhor amigo</strong>, todas em uma só. É sentir que tem um porto seguro, mesmo quando parece que o mundo vai desabar sobre a sua cabeça.</p>
<p>Não sabe o quanto é bom namorar quem pensa que é só ter alguém para beijar na boca e para quem ter de dar satisfação. Namorar é muito mais que isso. Namorar é bom e faz bem. É viver o amor na sua plenitude.</p>
<p>É incomparável a felicidade de amar e saber ser amado. Namorar é sentir paz com a simples presença de quem se ama. É apaixonar-se todos os dias pelo mesmo sorriso. É precisar ouvir aquela voz, só aquela, te dizendo &#8220;boa noite&#8221; antes de dormir.</p>
<p>Eu gosto de namorar. Gosto de ter alguém que me manda mensagem no celular no meio do dia (ou da noite) só para dizer que me ama. Gosto de ter com quem conversar sobre qualquer coisa, sem medo de ser julgada. Gosto de dormir abraçada. Gosto de assistir filme, sair, ouvir música, ou até mesmo fazer nada — tudo é muito bom quando feito junto a quem se ama.</p>
<p>Eu gosto de ter com quem fazer planos. De lembrar como tudo começou e chegar à conclusão de que fica melhor a cada dia. Fico feliz ao concluir que o amor existe, sim, embora por muito tempo eu tenha acreditado no contrário.</p>
<p>Namorar é poder ser você mesmo, sem medo de rir ou chorar e parecer ridículo. Namorar é se entregar. É deixar transparecer seu verdadeiro &#8220;eu&#8221; e ter consciência de que alguém te ama por todas as suas qualidades e com todos os seus defeitos. Eu gosto de ter alguém que me entende e que, quando estou errada, sabe me mostrar isso sem perder a ternura.</p>
<p>Namorar é ter conflitos. E aprender a resolvê-los. É conhecer o mundo de outra pessoa e deixá-la conhecer o seu. É trocar experiências, juras de amor e carinhos. Mas o namoro também é perder. Em geral, perde-se muitas horas de sono, mas ganha-se momentos sublimes.</p>
<p>É dividir o refrigerante, o cobertor, as contas e os problemas. E é compartilhar as alegrias, as conquistas e a vida. Viver a dois é nunca mais estar só, mesmo quando se está longe. Namoro não é apenas a fase que precede o casamento. Casais que se amam são <strong>eternos</strong> namorados.</p>
<p>E como é bom namorar e estar enamorado!</p>
<hr />
<p><small>© Mayara Godoy no <a href="http://www.diariodecasal.com.br">Diário de Casal</a>, 2010. |
<a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/por-que-eu-gosto-de-namorar/">Permalink</a> |
<a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/por-que-eu-gosto-de-namorar/#comments">4 comentários</a> |
Post tags: <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/amor/" rel="tag">amor</a>, <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/namoro/" rel="tag">namoro</a><br/>
</small></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Só o amor não sustenta relação</title>
		<link>http://www.diariodecasal.com.br/posts/so-o-amor-nao-sustenta-relacao/</link>
		<comments>http://www.diariodecasal.com.br/posts/so-o-amor-nao-sustenta-relacao/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 29 Jun 2010 12:18:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Fávero</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[bom humor]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[respeito]]></category>
		<category><![CDATA[sedução]]></category>

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		<description><![CDATA[Não sou de abrir e-mail com Power Point, mas esses dias recebi um do meu pai,  onde o título era “Só o amor não basta”. Fiquei pensativo e fui abrir pra ver o  que era. Sensacional!
- &#8211; -
 Aos que não casaram,
Aos que vão casar,
Aos  que acabaram de casar,
Aos que pensam em se separar,
Aos que acabaram de  se separar.
Aos que pensam em voltar…
Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de  saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja.
O AMOR É ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sou de abrir e-mail com Power Point, mas esses dias recebi um do meu pai,  onde o título era “Só o amor não basta”. Fiquei pensativo e fui abrir pra ver o  que era. Sensacional!</p>
<p><em>- &#8211; -</em></p>
<p><img style="border: 0px initial initial;" title="casal separado" src="http://www.diariodecasal.com.br/wp-content/uploads/2010/06/casalseparado1.jpg" border="0" alt="casal separado" width="252" height="213" align="right" /> Aos que não casaram,<br />
Aos que vão casar,<br />
Aos  que acabaram de casar,<br />
Aos que pensam em se separar,<br />
Aos que acabaram de  se separar.<br />
Aos que pensam em voltar…</p>
<p>Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de  saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja.<br />
<strong>O AMOR É  ÚNICO</strong>,<br />
como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares,  ao cônjuge ou a Deus.</p>
<p>A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue,<br />
<strong>A SEDUÇÃO</strong><br />
tem que ser ininterrupta…</p>
<p>Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de  voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança, acabamos por sepultar uma relação  que poderia<br />
<strong>SER ETERNA</strong></p>
<p>Casaram. Te amo pra lá, te amo pra cá. Lindo, mas insustentável. O sucesso de  um casamento exige mais do que declarações românticas.<br />
Entre duas pessoas  que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às  vezes, nem necessita de um amor tão intenso. É preciso que haja, antes de mais  nada,<br />
<strong>RESPEITO</strong>.<br />
Agressões zero.</p>
<p>Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência… Amor só, não  basta. Não pode haver competição. Nem comparações. Tem que ter jogo de cintura,  para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver<br />
<strong>BOM HUMOR</strong><br />
para enfrentar imprevistos, acessos de  carência, infantilidades.<br />
Tem que saber levar.</p>
<p>Amar só é pouco.<br />
Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para  enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas para  pagar.<br />
Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar.<br />
Tem que ter um bom psiquiatra. Não adianta, apenas, amar.</p>
<p>Entre casais que se unem , visando à longevidade do matrimônio, tem que haver  um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um.<br />
Tem que haver confiança. Certa camaradagem, às vezes fingir que não viu,  fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa,  necessariamente, fusão.<br />
E que amar “solamente”, não basta.</p>
<p>Entre homens e mulheres que acham que<br />
<strong>O AMOR É SÓ  POESIA,</strong><br />
tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem  que saber que o amor pode ser bom pode durar para sempre, mas que sozinho não dá  conta do recado.</p>
<p>O amor é grande, mas não são dois.<br />
Tem que saber se aquele amor faz bem  ou não, se não fizer bem, não é amor. É preciso convocar uma turma de  sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência.<br />
O amor  até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.</p>
<p>Um bom Amor aos que já têm!<br />
Um bom encontro aos que procuram!<br />
E  felicidades a todos nós!</p>
<p>Texto de: <strong>Artur da Távola</strong></p>
<hr />
<p><small>© Diego Fávero no <a href="http://www.diariodecasal.com.br">Diário de Casal</a>, 2010. |
<a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/so-o-amor-nao-sustenta-relacao/">Permalink</a> |
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Post tags: <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/amor/" rel="tag">amor</a>, <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/bom-humor/" rel="tag">bom humor</a>, <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/relacionamento/" rel="tag">Relacionamento</a>, <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/respeito/" rel="tag">respeito</a>, <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/seducao/" rel="tag">sedução</a><br/>
</small></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Quando a &#8220;outra&#8221; encontra o caminho da felicidade</title>
		<link>http://www.diariodecasal.com.br/posts/quando-a-outra-encontra-o-caminho-da-felicidade/</link>
		<comments>http://www.diariodecasal.com.br/posts/quando-a-outra-encontra-o-caminho-da-felicidade/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 22 Jun 2010 13:14:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thaise Pregnolatto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[bracho]]></category>
		<category><![CDATA[carlos daniel]]></category>
		<category><![CDATA[paola]]></category>
		<category><![CDATA[paulina]]></category>
		<category><![CDATA[usurpadora]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais de uma vez se perguntou o que levaria uma mulher a optar por ser Paulina ao invés de Paola Bracho. “Ina” pressupõe um diminutivo enquanto a Paola tinha o sobrenome de Carlos Daniel. Ela era a oficial. 
Não importava o quanto a novela tentasse levar as milhares de mulheres romanticômicas que sentavam em frente à TV para acompanhar o dramalhão mexicano, Carlos Daniel era perdidamente apaixonado por Paola. Ele nem sabia que a Paulina existia. O público, entretanto, reconhecia a protagonista e a antagonista de longe, pela cor do ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="margin: 5px 5px 5px 5px" src="http://www.diariodecasal.com.br/wp-content/uploads/2010/06/lu4325.jpg" border="0" alt="A outra" align="left" />Mais de uma vez se perguntou o que levaria uma mulher a optar por ser Paulina ao invés de Paola Bracho. “Ina” pressupõe um diminutivo enquanto a Paola tinha o sobrenome de Carlos Daniel. Ela era a oficial. </p>
<p>Não importava o quanto a novela tentasse levar as milhares de mulheres romanticômicas que sentavam em frente à TV para acompanhar o dramalhão mexicano, Carlos Daniel era perdidamente apaixonado por Paola. Ele nem sabia que a Paulina existia. O público, entretanto, reconhecia a protagonista e a antagonista de longe, pela cor do batom. Aparentemente Carlos Daniel nunca atentou para esse detalhe. Homens&#8230; </p>
<p>A vida real está cheia de dramalhões mexicanos. E ela havia sido parte de um deles. Durante anos, fora a Paulina. Esperando não só ser amada apesar do seu diminutivo, mas em tornar-se a oficial no último capítulo e simplesmente ser feliz para sempre, vivendo a vida da Paola. Literalmente.  Paola era justamente o nome da rival, que nem sabia da existência de um diminutivo vivendo uma vida paralela com um homem que ela achava ser só seu. </p>
<p>Na vida de Paulina e de Carlos Daniel da vida real, existiam cumplicidade e vontade de estarem juntos. Viagens, horas e horas de conversas a fio e uma série de promessas que simplesmente faziam sentido e pareciam verdade. A família de Paulina e de Carlos Daniel conheciam o relacionamento, conviviam com ele. Ele só era paralelo quando alguém lembrava da existência de Paola. </p>
<p>Em Veneza, foi apresentada como namorada antes de entrar na gôndola. No Rio de Janeiro, subiu ao Cristo de mãos dadas. Nada parecia escondido, errado ou desonesto. O mundo sempre parecia pequeno demais para o amor deles. </p>
<p>Ou para o dela.</p>
<p>Um dia, apesar de acreditar piamente que ele a amava, percebeu que ele era fraco. Convenções e tradições jamais permitiriam que ela acabasse por ser a oficial. Nem no último capítulo. Pareceu-lhe claro que no último capítulo estava a Paola e que nesse dramalhão não haveria mais espaço para a Paulina. Aquela, do diminutivo. Na verdade, entendeu que não precisaria ser para sempre um diminutivo se acreditasse mesmo no que tinha para oferecer em um relacionamento. Entendeu que Carlos Daniel era fraco e não merecia uma mulher forte como ela – e ela precisaria ser forte para sair dessa simbiose que, a essas alturas, era já parte sua vida. </p>
<p>Mas ela conseguiu.<br />
E só então foi feliz para sempre.</p>
<hr />
<p><small>© Thaise Pregnolatto no <a href="http://www.diariodecasal.com.br">Diário de Casal</a>, 2010. |
<a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/quando-a-outra-encontra-o-caminho-da-felicidade/">Permalink</a> |
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Post tags: <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/bracho/" rel="tag">bracho</a>, <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/carlos-daniel/" rel="tag">carlos daniel</a>, <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/paola/" rel="tag">paola</a>, <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/paulina/" rel="tag">paulina</a>, <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/usurpadora/" rel="tag">usurpadora</a><br/>
</small></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Namoros &#8220;iô-iô&#8221;</title>
		<link>http://www.diariodecasal.com.br/posts/namoros-io-io/</link>
		<comments>http://www.diariodecasal.com.br/posts/namoros-io-io/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 24 May 2010 15:43:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mayara Godoy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[equilíbrio]]></category>
		<category><![CDATA[final de namoro]]></category>
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		<description><![CDATA[Com o advento da internet (e mais especificamente do Orkut), ficou muito fácil saber os bafões de tudo sobre a vida alheia. E nem é preciso procurar muito. Na página inicial mesmo, é um tal de &#8220;Fulano atualizou relacionamento&#8221; pra cá, &#8220;Sicrano escreveu um depoimento&#8221; pra lá, e assim milhares de vidas &#8220;pessoais&#8221; são expostas indiscriminadamente.
Essa enrolação introdução toda foi só pra dizer que, em meio a tanta informação, um fenômeno bastante curioso ficou mais evidente: os namoros &#8220;iô-iô&#8221;. Nem é preciso desenhar explicar o porque da alusão ao brinquedo ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com o advento da internet (e mais especificamente do Orkut), ficou muito fácil saber <span style="text-decoration: line-through">os bafões</span> de tudo sobre a vida alheia. E nem é preciso procurar muito. Na página inicial mesmo, é um tal de &#8220;Fulano atualizou relacionamento&#8221; pra cá, &#8220;Sicrano escreveu um depoimento&#8221; pra lá, e assim milhares de vidas &#8220;pessoais&#8221; são expostas indiscriminadamente.</p>
<p>Essa <span style="text-decoration: line-through">enrolação </span>introdução toda foi só pra dizer que, em meio a tanta informação, um fenômeno bastante curioso ficou mais evidente: os namoros &#8220;iô-iô&#8221;. Nem é preciso <span style="text-decoration: line-through">desenhar </span>explicar o porque da alusão ao brinquedo infantil&#8230; Num dia, se amam eternamente; no outro, <em>&#8220;quem tem azar é azarado, quem tem sorte é sortero&#8221;</em>, e por aí se segue uma imensa lista de clichês nas idas e vindas de relacionamentos arruinados.</p>
<p>Meu objetivo aqui não é ofender ninguém, mas, na minha humilde opinião, relacionamentos assim estão fadados ao <strong>fracasso</strong>. Não vejo outra forma de definir a instabilidade emocional de casais que nunca sabem se se casam ou se compram uma bicicleta cada um e fogem para bem longe um do outro.</p>
<p>Eu sempre fui da opinião de que relacionamento existe para nos fazer bem — a partir do momento em que começa a fazer mal, é hora de cada um seguir seu rumo. Porém, vejo casais que parecem ter dificuldade com este discernimento; parecem nunca estar certos quanto a como se sentem na relação. Qualquer briguinha resulta em fim de namoro e, no dia seguinte, fazem as pazes e novas juras de amor eterno — mas a eternidade muitas vezes não sobrevive mais de uma semana.</p>
<p>E aí, meu amigo, quando chega a este ponto, com o perdão da palavra, é porque virou <strong>putaria</strong>. Namoro vai, namoro vem, e a relação vai ficando mais e mais desgastada. Ninguém mais sabe — nem o casal — se os dois estão juntos mesmo. Aumentam as &#8220;ficadas&#8221; nos &#8220;intervalos&#8221; e, consequentemente, as brigas e cobranças nas voltas.</p>
<p><a href="http://www.diariodecasal.com.br/wp-content/uploads/2010/05/89838404.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-768" style="margin: 5px;border: 0pt none" src="http://www.diariodecasal.com.br/wp-content/uploads/2010/05/89838404-300x199.jpg" alt="" width="240" height="159" /></a>E, assim, um vai perdendo o respeito pelo outro — e por si próprio. Por isso, minha teoria é a de que mais vale &#8220;insistir&#8221; em um relacionamento, mesmo que esteja difícil, até o fim. Não digo para dar murro em ponta de faca e tentar ressucitar um namoro infeliz, mas, sim, em tentar sempre resolver os problemas conjugais da melhor forma possível. Se, ainda assim, a relação estiver insustentável, é hora de ambos aceitarem que é melhor por um fim no namoro — de preferência definitivo.</p>
<p>Se for para voltar, que não seja do dia para a noite. Que conversem com a cabeça fria, reflitam, ponham todos os pingos nos &#8220;is&#8221;, estabeleçam de que forma ambos tentarão melhorar pelo bem do relacionamento (porque não existem erros unilaterais) e sejam felizes.</p>
<p>Porém, para isso, é necessário que ponham em prática essas atitudes melhores — e não façam promessas que serão esquecidas na primeira discussão.</p>
<hr />
<p><small>© Mayara Godoy no <a href="http://www.diariodecasal.com.br">Diário de Casal</a>, 2010. |
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</small></p>]]></content:encoded>
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		<title>Somos feitos da matéria dos sonhos (ou “Cama de solteiro para dois”)</title>
		<link>http://www.diariodecasal.com.br/posts/somos-feitos-da-materia-dos-sonhos-ou-cama-de-solteiro-para-dois/</link>
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		<pubDate>Thu, 29 Apr 2010 11:25:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thaise Pregnolatto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[brava]]></category>
		<category><![CDATA[cama]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[dois]]></category>
		<category><![CDATA[matéria]]></category>
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		<description><![CDATA[“Somos feitos da matéria dos sonhos” – já disse Shakespeare.
O que é sonho? O que é real? Qual o limite entre a realidade e a ficção? Do que somos feitos?
Como que por ironia do destino, essas questões virão à sua cabeça – ou pelo menos à minhas, como boa neurótica que sou – durante a noite, mandando embora todos os doces sonhos que deveriam descansar a mente.
Filosofia barata de madrugada que alimenta uma noite de insônia? Tudo bem, a ocorrência não é tão freqüente a ponto de gerar uma crise ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><img src="http://www.diariodecasal.com.br/wp-content/uploads/2010/04/brava.jpg" alt="brava"></p>
<p>“Somos feitos da matéria dos sonhos” – já disse Shakespeare.<br />
O que é sonho? O que é real? Qual o limite entre a realidade e a ficção? Do que somos feitos?<br />
Como que por ironia do destino, essas questões virão à sua cabeça – ou pelo menos à minhas, como boa neurótica que sou – durante a noite, mandando embora todos os doces sonhos que deveriam descansar a mente.<br />
Filosofia barata de madrugada que alimenta uma noite de insônia? Tudo bem, a ocorrência não é tão freqüente a ponto de gerar uma crise existencial ou comprar Maracugina.<br />
Não era. Na primeira noite de insônia dividindo com meu amor sua cama de solteiro, a única filosofia que alimentava minha alma era simplesmente não entender que tipo de desamor faria com que duas pessoas dormissem juntas em uma cama de solteiro.<br />
Não havia espaço para a filosofia. Não havia espaço para um corpo que dormia e um que PRECISAVA girar e rolar e revirar. Não havia espaço para mim.<br />
Resolvi olhá-lo. Admito, na esperança de que meu olhar o acordaria e ficaríamos conversando a noite toda, até que eu caísse no sono, sob os cuidados e os carinhos dele.<br />
Nada. Uma da manhã. Ele dormia ainda. De boca aberta. O sono dos justos. Injusto. Vou ao banheiro. Faço um leve (juro!) movimento para levantar e&#8230;<br />
-O que você vai fazer? Onde pensa que vai?<br />
OBA! ELE ACORDOU!<br />
Antes que eu tivesse tempo de articular as palavras e pronunciar o primeiro fonema, ele se aninhou e até (juro de novo!) começou a roncar.<br />
Volto do banheiro. O infeliz meu amor dorme como uma criança e eu nem posso reclamar: ocupando  de maneira tão meticulosa que só um engenheiro conseguiria, ele tem exatamente 50% do leito.<br />
-Vem aqui para eu te abraçar! Deita aqui&#8230;<br />
-NÃAAAAAO! EU QUERO VIRAR, ROLAR, GIRAR, CHUTAR O COBERTOR, ACORDAR DE PONTA CABEÇA! – é o que eu tenho vontade de gritar, entre outras coisitchas mais.<br />
Mas não grito. Viro submissa e quase finjo dormir só para ganhar o colinho dele. AVONTADEDEVIRARÉTANTAQUEQUASEMEFALTAOAR. Mas o cheiro dele&#8230;hummm&#8230;o cheiro dele&#8230;<br />
Fico lá. Sem sono, sem sonhos, sem filosofia. Mas com ele.<br />
No dia seguinte, tenho que trabalhar bem cedinho. Ele não. Aliás, ele ainda está dormindo&#8230;<br />
Somos feitos da matéria dos sonhos. Ou da falta deles.<br />
Mas os sonhos que importam&#8230;esses sim sonhamos juntos!</p>
<hr />
<p><small>© Thaise Pregnolatto no <a href="http://www.diariodecasal.com.br">Diário de Casal</a>, 2010. |
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</small></p>]]></content:encoded>
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		<title>Quem faz o seu destino?</title>
		<link>http://www.diariodecasal.com.br/posts/quem-faz-o-seu-destino/</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Apr 2010 12:14:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Batalha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[acaso]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[casal]]></category>
		<category><![CDATA[Destino]]></category>
		<category><![CDATA[homem]]></category>
		<category><![CDATA[mulher]]></category>

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		<description><![CDATA[Matrix é um dos meus filmes preferidos de todos os tempos. Tirando o fato que hollywood fez umas mudancinhas no roteiro e deixou ele mais brega (com direito a beijo apaixonado no final e tudo mais) os básico, o grosso, está lá e com várias referências filosóficas e de pensadores humanos. A minha cena preferida do filme é quando Neo, o protagonista, vai se encontrar com o Oráculo ( a entidade que sabe tudo sobre o futuro e etc ) e se segue da seguinte maneira:
“(&#8230;)Oráculo: E não se preocupe ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Matrix é um dos meus filmes preferidos de todos os tempos. Tirando o fato que hollywood fez umas mudancinhas no roteiro e deixou ele mais brega (com direito a beijo apaixonado no final e tudo mais) os básico, o grosso, está lá e com várias referências filosóficas e de pensadores humanos. <a href="http://www.youtube.com/watch?v=jArdGeMPWo4">A minha cena preferida do filme</a> é quando Neo, o protagonista, vai se encontrar com o Oráculo ( a entidade que sabe tudo sobre o futuro e etc ) e se segue da seguinte maneira:</p>
<p>“(&#8230;)Oráculo: E não se preocupe com o vaso.<br />
Neo: Que vaso?</p>
<p>Ao se virar, Neo esbarra num vaso, que se espatifa no chão.</p>
<p>Oráculo: Esse vaso.<br />
Neo: Como sabia?<br />
Oráculo: O que vai mesmo fazer seus miolos queimarem é: Você o teria quebrado se não tivesse dito nada?”</p>
<p>Eu já contei aqui a <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/o-dia-em-que-perdi-meu-coracao-parte-1/">minha história</a> e da minha guria, e todo o trabalho que tivemos para estar juntos. Mas o que eu não contei é que, quando decidi sair da minha pacata Aracaju e ir estudar publicidade fora do estado, resolvi que queria fazer ESPM em São Paulo. Minha mãe prontamente recusou. “São Paulo é muito perigosa”. &#8220;Ok, então eu posso fazer a ESPM em Porto Alegre&#8221;. Lá sim, minha mãe concordou. Uma cidade média, mais tranquila e com a mesma escola que eu queria. Chegada a hora, minha mãe partiu (antes de mim) para o Rio Grande do Sul para procurar uma casa para nós. Porém, antes ela resolveu para no Rio de Janeiro e ir visitar a minha avó.</p>
<p>Na época, minha vó estava começando a adoecer e minha mãe sugeriu que ficassemos morando no RJ, para que ela pudesse ir ver minha avó (que morava sozinha) vez ou outra. É aqui (bem aqui) que entra o vaso.</p>
<p align="center"><img src="http://www.diariodecasal.com.br/wp-content/uploads/2010/04/rio-de-janeiro.jpg" alt="Rio de Janeiro"><br />
<em>De repente, não seja apenas coincidência!</em></p>
<p>Morando no RJ, eu conheci a menina que conhecia uma menina que acabou virando a minha namorada. Por quem me apaixonei e, hoje, moro em Porto Alegre por causa dela. A questão é: Teria eu conhecido minha namorada se eu tivesse vindo diretamente para Porto Alegre? Foi por acaso que minha avó adoeceu e eu, consequentemente, fiquei no rio?</p>
<p>É realmente algo que pode quebrar a nossa cabeça, pensar que, a decisão de hoje resolver ficar em casa e faltar aula por estar chovendo (e acabar não conhecendo o amor da sua vida no ponto de ônibus) ou deixar de ir para uma festa com os amigos por preguiça (e perde a chance de ser apresentado para o garoto mais bonito do mundo), podem ser decisões determinantes na nossa felicidade ou não.</p>
<p>Destino? Acaso? Sorte?</p>
<p>Eu não sei se acredito. Pra mim, é como aquele ditado: “Yo no creo en las brujas. Pero que las hay&#8230; Las hay!”*</p>
<p><em>*Eu não acredito em bruxas. Mas que elas existem&#8230; existem!</em></p>
<hr />
<p><small>© Diogo Batalha no <a href="http://www.diariodecasal.com.br">Diário de Casal</a>, 2010. |
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Post tags: <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/acaso/" rel="tag">acaso</a>, <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/amor/" rel="tag">amor</a>, <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/casal/" rel="tag">casal</a>, <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/destino/" rel="tag">Destino</a>, <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/homem/" rel="tag">homem</a>, <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/mulher/" rel="tag">mulher</a><br/>
</small></p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Como NÃO se comportar no primeiro encontro ou Como conheci minha namorada</title>
		<link>http://www.diariodecasal.com.br/posts/como-nao-se-comportar-no-primeiro-encontro-ou-como-conheci-minha-namorada/</link>
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		<pubDate>Thu, 08 Apr 2010 13:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cadu</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[casal]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[início de namoro]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[namoro]]></category>

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		<description><![CDATA[Notei que eu não contei como conheci minha atual cara-metade. Ela adora contar essa história, mas desta vez vou tomar a frente e contar a minha versão, que é reconhecida (por mim mesmo) como a real, verídica e que aconteceu de verdade.
Sempre tive contato com a Internet desde que ela começou a se popularizar no Brasil. Em outras palavras, vou me sentir meio velho falando isso, sou da época do IRC então, para mim, sempre foi comum conhecer pessoas pela Internet.
A aproximadamente a três anos tive uma separação bastante problemática ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-564" src="http://www.diariodecasal.com.br/wp-content/uploads/2010/03/74591189.jpg" alt="" width="304" height="203" />Notei que eu não contei como conheci minha atual cara-metade. Ela adora contar essa história, mas desta vez vou tomar a frente e contar a minha versão, que é reconhecida (por mim mesmo) como a real, verídica e que aconteceu de verdade.</p>
<p>Sempre tive contato com a Internet desde que ela começou a se popularizar no Brasil. Em outras palavras, vou me sentir meio velho falando isso, sou da época do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Internet_Relay_Chat" target="_blank">IRC</a> então, para mim, sempre foi comum conhecer pessoas pela Internet.</p>
<p>A aproximadamente a três anos tive uma separação bastante problemática e traumática. É muito comum que após uma separação como a minha, que causou grande abalo físico, moral e mental, a pessoa se isole do mundo e passe a ter medo de relacionamentos. Porém, tão comum quanto esse comportamento, também é o comportamento “vou sair pegando geral”. Não é algo para se orgulhar, mas foi o que aconteceu no meu caso.</p>
<p>Como eu estava morando em uma nova cidade, ainda não tinha um amplo círculo de amizades, mas obviamente isso pode ser resolvido hoje em dia com a rede internacional de computadores. Passei a frequentar comunidades de redes sociais, salas de bate-papo e a adicionar pessoas devidamente selecionadas no live messenger.</p>
<p>Em uma dessas salas de bate-papo, enquanto adiciona pessoas interessantes (ou nem tanto), encontrei a “Gatinha inteligente”. Gostei do nick e puxei assunto. Claro que em pouco tempo chegamos ao assunto “relacionamento”.</p>
<p style="padding-left: 30px;"><em><span style="text-decoration: underline;">Eu</span></em><em>: E aí? Está namorando?<br />
<span style="font-style: normal;"><em><span style="text-decoration: underline;">Ela</span></em><em>: Mais o menos, estou esperando uma resposta!</em></span></em></p>
<p>Nesse momento minha reação foi: “<em>Xiii, mais uma apaixonada que não sabe o que faz da vida!</em>” e movi o contato dela para uma pasta, carinhosamente nomeada como “geladeira”.</p>
<p>Ela sempre puxava papo, eu sempre dizia uma gracinha ou outra, mas não ficava nunca com muita esperança. Foi uma pessoa que simplesmente não tinha me despertado interesse. Até o dia que ela me perguntou sobre meu perfil no Orkut, enviei-lhe o meu endereço na famosa rede social e ela me adicionou.</p>
<p>Foi então que dei o primeiro passo para conhecê-la melhor: olhei as comunidades que ela participava e comecei a notar que tínhamos gosto pelas mesmas coisas. Vi que ela gostava das mesmas músicas, de ler, que tínhamos ideias parecidas, e por fim olhei as fotos do álbum. Foi então que algo mudou. Eu particularmente não sou muito de programas ecológicos como trilhas e caminhadas, meu conceito de civilização é até onde tem sinal de celular, no entanto, as fotos dela em uma queda d&#8217;agua me chamaram a atenção, não sei se pelo cenário paradisíaco, se pelo sorriso de satisfação que ela tinha nas imagens, mas acredito que, muito provavelmente, pelo biquíni que ela estava usando.</p>
<p>Ela me convidou para o cinema. Sim, ela tomou a iniciativa antes, aceitei. Fomos ver a última sessão de uma comédia romântica genérica em um shopping. Quando entramos na sala de cinema, a sessão estava quase vazia. Notei que ela andava muito até escolher um lugar para se sentar. Finalmente, depois de me fazer entrar em umas três fileiras por engano, ela escolheu um lugar e se sentou. Eram uma dessas poltronas com braço basculante e primeira coisa que eu fiz foi abaixar o braço acolchoado da poltrona, separando nossos assentos. Alguns podem pensar, “poxa, mas que cara mais devagar” ou “por quê não aproveitar a oportunidade que ela estava dando ao escolher justamente os assentos que permitiriam uma aproximação?”  Eu respondo: eu gosto de deixar o braço apoiado enquanto vejo um filme.</p>
<p>Depois do filme fomos comer em um desses restaurantes fast-food. Eu pedi o lanche de sempre, enquanto ela pediu um sanduíche de filé. Conversávamos sobre diversos assuntos, desde cinema a política quando notei algo estranho. Sabem quando o filé não se parte com a mordida e você fica “brigando” com a carne? Você tenta separar à mordida, mas o recheio teima em saltar todo para fora do pão? Então, eu não consegui me controlar e ofereci minha ajuda:</p>
<p style="padding-left: 30px;">– <em>Parece que o seu filé está mal passado ainda. Quer que eu peça uma faca ou uma tesoura para o atendente? Podemos acabar de abatê-lo!</em></p>
<p>Ela riu. Ainda bem! Riu mais de nervosa e sem graça do que por ter achado realmente graça. O que eu poderia fazer? Sou do tipo que perde o amigo, mas não perde a piada.</p>
<p>De lá entramos no carro e ficamos conversando. Sim, conversando. Conversamos por mais umas quatro horas, ouvindo músicas, contando histórias. Percebi como era gostoso novamente conversar com alguém interessante e com os mesmos interesses, como é relaxante expor ideias, e perceber que você não quer apenas beijar ou dar uns amaços com alguém, mas que você quer ouvi-la. Ouvi-la de verdade, não apenas fingir interesse para ganhar terreno.</p>
<p>O primeiro beijo saiu depois, e apenas depois, dessas quatro horas de conversa. Amanheceu o dia e ainda estávamos na rua. Tomamos café da manhã em uma padaria e quando eu voltava para casa, pensei comigo mesmo que provavelmente era ela a próxima pessoa por quem eu me apaixonaria.</p>
<p>Claro que ela reclama das quatro horas que teve que esperar e faz muitas piadinhas sobre isso, mas eu simplesmente respondo “Não valeu a pena esperar?”. Para mim, valeu muito a pena!</p>
<hr />
<p><small>© Cadu no <a href="http://www.diariodecasal.com.br">Diário de Casal</a>, 2010. |
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</small></p>]]></content:encoded>
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		<title>O dia em que perdi meu coração… (parte final)</title>
		<link>http://www.diariodecasal.com.br/posts/o-dia-em-que-perdi-meu-coracao%e2%80%a6-parte-final/</link>
		<comments>http://www.diariodecasal.com.br/posts/o-dia-em-que-perdi-meu-coracao%e2%80%a6-parte-final/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 20:52:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Batalha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.diariodecasal.com.br/posts/o-dia-em-que-perdi-meu-coracao%e2%80%a6-parte-final/</guid>
		<description><![CDATA[Após tanta espera e ver minhas economias irem pro saco, tive que recomeçar a economizar tudo o que podia. Lá se foram os últimos três meses de contrato, trabalhando e juntando meu pobre rico dinheirinho. Até que, passados 6 meses de estágio e 1 ano e 8 meses de espera, eu finalmente tinha em minhas mãos (na verdade na conta do banco, mas “em minhas mãos” dá um ar dramático e tal) o dinheiro necessário para ir ver minha namorada nunca antes vista. Então fiz o que qualquer um faria ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/o-dia-em-que-perdi-meu-coracao-parte-1/">Após tanta espera</a> e <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/o-dia-em-que-perdi-meu-coracao-parte-2/">ver minhas economias irem pro saco</a>, tive que recomeçar a economizar tudo o que podia. Lá se foram os últimos três meses de contrato, trabalhando e juntando meu pobre rico dinheirinho. Até que, passados 6 meses de estágio e 1 ano e 8 meses de espera, eu finalmente tinha em minhas mãos (na verdade na conta do banco, mas “em minhas mãos” dá um ar dramático e tal) o dinheiro necessário para ir ver minha namorada nunca antes vista. Então fiz o que qualquer um faria no meu lugar: dei tchau e benção para a Petrobras e parti rumo as terras gaúchas para passar 15 dias ao lado da minha guria.</p>
<p>E devo dizer, foram ótimos 15 dias. Fui recebido muito bem epela família dela e eu e ela, juntos, éramos exatamente aquilo que parecíamos ser. A vontade de ficar juntos crescia. Mas, como nem tudo é perfeito, esses 15 dias acabaram. Parti com a promessa de voltar no próximo feriado (que era, se não me engano, um mês e meio depois).</p>
<p>Sai do braços daquele anjo celeste e voltei para a aridez das terras fluminenses. Num desses dias qualquer, estava em um ônibus pensando sobre a vida. E lá, com aquele sinal fechado à minha frente, pensava se os cinco anos dedicados ao Rio de Janeiro já não estariam com o ciclo encerrado.</p>
<p>Eu morava sozinho, numa cidade onde conhecia muita gente superficialmente, onde a única coisa que me prendia era a minha faculdade, que me forçava a ter que me virar para ir ao interior do Rio Grande do Sul visitar a minha namorada.</p>
<p>Foi neste momento, nesse exato momento, em que tudo mudou.</p>
<p>Eu pensei: “Eu poderia me mudar para Porto Alegre”.</p>
<p>E o sinal de trânsito ficou verde.</p>
<p>Tirando o fato óbvio de que era um sinal (de trânsito) eu encarei aquilo como um sinal (da vida). Estava ali, escancarado na minha cara, que o mundo me dizia “vai nessa, garoto”.</p>
<p>Mas, como tudo na vida, isso tinha um preço. Eu não podia simplesmente mudar de cidade na cara e na coragem, sem terminar a faculdade, e torcer para que o mundo me desse outro Chicabon. Eu precisava de algo. E foi aí que o mundo me deu o segundo Chicabon. Abriu uma vaga de redator em uma agência média do RJ e eu, mais rápido que um foguete, me candidatei. E sim, eu consegui o estágio (Eu disse, meus olhinhos são irresistíveis).</p>
<p>Mas, como tudo na vida, isso tinha um preço. O estágio era não remunerado (três vivas ao mundo da Publicidade), o que me forçaria a gastar todo o dinheiro para a segunda viagem até o RS para me manter no estágio. Ou seja, eu poderia não pegar estágio algum e ir vê-la em um mês, ou pegar o estágio e vê-la apenas em 6 meses.</p>
<p>Mas, como tudo na&#8230; enfim. Eu fiquei com o estágio. Seriam mais 6 meses de espera até sentir o cheiro daquele xampu nos seus cabelos cor de acácia. Mas era preciso. Aquele estágio ia me dar experiência suficiente para eu conseguir um emprego naquilo que sempre sonhei em trabalhar (sério, decidi que seria publicitário aos 12 anos de idade).</p>
<p>Foi duro, foi árduo e foi cruel.</p>
<p>Após mais alguns meses daquela vontade louca me consumindo, por fim, arrumei as minhas malas (que se resumiram a roupas, uma guitarra, um violão, uma vitrola e alguns discos) e parti rumo ao desconhecido (piegas, eu sei, mas eu sempre quis dizer isso: rumo ao desconhecido).</p>
<p>E cá estou eu, há quatro meses em Porto Alegre. Daqui a pouco mais de um mês faremos nosso primeiro ano de namoro e já temos planos para no fim do ano de comprar nosso primeiro apartamento.</p>
<p>Desde então, tudo que temos feito é tudo mais que um ser humano pode fazer. Porém isso é feito juntos.</p>
<p>Hoje, faz exatamente dois anos e meio desde aquele dia em que vi pela primeira vez a foto daquela menina loira.</p>
<p>Hoje, faz dois anos e meio que eu perdi meu coração&#8230; e ganhei um amor.</p>
<hr />
<p><small>© Diogo Batalha no <a href="http://www.diariodecasal.com.br">Diário de Casal</a>, 2010. |
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		<title>O dia em que perdi meu coração&#8230; (parte 2)</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 00:06:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Batalha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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		<description><![CDATA[Após sete meses de tentativas para conhecer aquela menina, que, se me perguntassem, eu diria ser um anjo desasado, lá estava eu, com a janela dela aberta em meu MSN. A primeira conversa foi breve e bastante sem jeito. Ela foi bem receptiva e me tratou super bem (mesmo sem ter ideia dos sete meses de espera e da promessa maluca que eu tinha feito).
A partir daí fomos nos falando bastante e, por ironia do destino (ou não) nos entendíamos mais do que Batman e Robin, Zezé di Camargo e ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/o-dia-em-que-perdi-meu-coracao-parte-1/">Após sete meses de tentativas </a>para conhecer aquela menina, que, se me perguntassem, eu diria ser um anjo desasado, lá estava eu, com a janela dela aberta em meu MSN. A primeira conversa foi breve e bastante sem jeito. Ela foi bem receptiva e me tratou super bem (mesmo sem ter ideia dos sete meses de espera e da promessa maluca que eu tinha feito).</p>
<p>A partir daí fomos nos falando bastante e, por ironia do destino (ou não) nos entendíamos mais do que Batman e Robin, Zezé di Camargo e Luciano, Rosa e Rosinha, ou qualquer um desses casais famosos que a gente vê pela mídia. O que não facilitava em nada a minha situação. Lá estava eu, falando com a garota mais adorável do mundo e não podia dizer para ela o que eu sentia por causa de uma promessa idiota.</p>
<p>Tirando a promessa de &#8220;nunca mais bebo na minha vida&#8221;, geralmente eu costumo cumprir as que faço. Tem algo a ver com a babaquice de &#8220;questão de honra&#8221; que os japoneses tanto prezam e eu apoio. E eu cumpri a minha promessa&#8230; quase. Mas, ora bolas, eu esperei sete meses para receber seu MSN e mais sete me segurando tanto quanto alguém de bexiga cheia pode se segurar antes de fazer xixi nas calças na fila da porta do banheiro (acho que já perceberam que eu adoro analogias, não é?). Daria para nascer dois bebês prematuros nesse intervalo de tempo, então já era hora de quebrar a promessa e parar de evitar o inevitável. O prazo que eu tinha prometido era de 1 ano. Resisti mais sete meses, desde que a conheci, até o dia do aniversário dela, em que eu perguntei &#8220;Quer namorar comigo?&#8221;, mesmo sem nunca tê-la visto, mas sabendo que isso era questão de tempo.</p>
<p>SIM!&#8230; ela disse SIM!</p>
<p>*Favor inserir imagem de fogos estourando num céu noturno aqui*</p>
<p>Tá. E agora? Bem, agora corre até aqueles pampas gaudérios e vai beijar a menina, rapaz! (O que? Sério? Achavam que ia acabar assim tão fácil?)</p>
<p>Infelizmente, quando ela me disse o &#8220;sim&#8221; mais primoroso que eu já havia ouvido alguém dizer, eu era um reles estudante de Publicidade que nunca tinha sequer estagiado de verdade. Como diabos eu ia fazer para atravessar meio país para ver a minha musa?</p>
<p>Mas sabem como é, não é? O sábio Nelson Rodrigues dizia que “todos precisamos de um pouco de sorte, pois, sem ela, não tomamos nem um Chicabon. Pode-se engasgar com o palito ou ser atropelado pela carrocinha de sorvete.”</p>
<p>Há meses eu havia me inscrito para estágio na Petrobrás (te amo, governo) e nunca tinha recebido sequer um &#8220;oi&#8221;. Até que numa tarde me ligaram para uma entrevista no setor de Publicidade de lá. E sim, eu consegui o estágio (meus olhinhos são irresistíveis e tal). Estava agora, apto a pagar uma passagem de avião até lá e beijar a menina, finalmente.</p>
<p>(O que? Sério? Achavam que ia acabar assim tão fácil?)</p>
<p>Meus primeiros pagamentos foram devidamente economizados e, em seguida, devidamente surrupiados pela minha mãe. Sim, ela precisava de algum e eu era o único apto a emprestar. Após três meses de Petrobrás, eu tinha voltado à estaca zero (Literalmente. Esse era o valor do saldo da minha conta). E o pior, meu contrato de estágio estava em iminência de terminar. Fazia exatos um ano e cinco meses entre eu ver a foto dela pela primeira vez, pedi-la em namoro, conseguir dinheiro para ir vê-la e ficar sem todo esse dinheiro.</p>
<p>Mas, ei! Como eu disse no começo do outro post, “essa é uma história de amor. Ela fala sobre ter, dar, compartilhar, receber e ter paciência.” E como diz <a href="http://www.tiosam.net/Biblia/biblia.asp?livro=46&amp;capitulo=13&amp;NomeLivro=I%20Cor%C3%ADntios">Coríntios 13, versículo 7</a>:</p>
<p><em>O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta&#8230;</em></p>
<p>Nem que eu tivesse que atravessar 1500 km a pé, eu deixaria de ver aquela guria&#8230;</p>
<p>(continua)</p>
<hr />
<p><small>© Diogo Batalha no <a href="http://www.diariodecasal.com.br">Diário de Casal</a>, 2010. |
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