Publicado por Diogo Batalha em Monday, 8 February 2010 às 16:56 | 4 comentários
No meu primeiro texto aqui no Diário de Casal, nada mais justo do que eu contar para vocês o dia em que me acasalei (da definição “reunir-se em casal”, não “procriar”. Isso fica para depois).
Devo previnir-lhes que essa história é um tanto quanto diferente (e longa, por isso dividirei em duas partes). Não daria nenhum [...]
Publicado por Cadu em 16 November, 2009 às 1:00 | 14 comentários
Confiança, namoro, Relacionamento
Estava conversando com uma amiga no trabalho sobre relacionamentos. Comentei como minha namorada não se importa quando eu saio sozinho com amigos. Então seguiu-se aproximadamente o seguinte diálogo:
- Bem, isso eu não deixo meu namorado fazer.
- Ué, mas você não confia nele?
- Confio, mas sei o jeito que ele é.
Bem, não sei para vocês, amigos leitores, mas para mim isso não fez muito sentido. Vou colocar um caso pessoal meu como exemplo.
Minha gaúcha (minha namorada, para quem ainda não entendeu) passa pelo menos três meses do ano viajando, boa parte dessas viagens para locais distantes o suficiente para eu desconsiderar visitá-la durante esse período.
Um amigo, quando ficou sabendo disso, soltou um perplexo “E você deixa?”. Fiquei pensando nas alternativas, como falar: “Você não vai, não. Você é minha namorada, o que é a mesma coisa que ser minha propriedade e por isso não pode ficar longe dos meus olhos. Afinal não confio em você”.
Você coloca a pessoas dentro da sua casa, apresenta para seus pais, viaja com ela, compartilha suas intimidades, seus momentos, seus pensamentos, divide o seu banheiro (isso exige muita intimidade) e você não confia na pessoa?!?!?!
Sei que isso é mais trivial do que o senso de lógica deveria permitir. Talvez isso deva gerar uma revisão de alguns relacionamentos. Será que eu realmente quero estar (leia-se compartilhar) com uma pessoa em quem eu não confio, uma pessoa que eu acredito que na primeira (ou segunda, ou terceira) vez que estiver sozinha, sem meu olhar atento por perto, pode fazer algo que eu desaprovaria?
Notem que não estou falando de confiança cega, confiança cega geralmente é recompensada com uma boa decepção. Estou falando de confiança racional, sem motivos sólidos para desconfiar, atormentar a vida do outro com medos ou inseguranças e longos interrogatórios que fará com que ele se afaste, ou coisa pior, com que ela minta para você.
É triste quando chegamos ao ponto em que uma das partes do relacionamento começa a se privar de coisas simples e (em sua grande maioria) inocentes, apenas para se livrar de situações incomodas e cobranças. Nesse ponto geralmente a pessoa começa a “levar a fama sem se deitar na cama”. Cuidado, ela pode chegar à óbvia conclusão que, já que vai levar a fama, e a cama está ali, é melhor se aproveitar já que o castigo das cobranças e desconfianças está garantido.
Se você acha que está com uma pessoa em quem não pode confiar, a culpa até mesmo pode ser da pessoa, mas quem se submete a ter esse relacionamento é você.
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Johnny C postou em Monday, 16 November 2009 às 8:29
concordo completamente! tem muita gente que fica assim – não tanto comigo, mas mais os amigos/as amigas da Paulinha – de achar estranho nós as vezes sairmos cada um pro seu lado, com seus amigos.
Cadu conhece, mas quem lê aqui provavelmente não. Paulinha é minha namorada tem 6 meses, mas nunca deixamos de fazer nossas coisas de antes, sair com amigos, ter o nosso tempo sozinhos, o nosso tempo juntos… é bem como o Cadu falou, questão de confiança. Se você não confia na sua namorada/no seu namorado, porque está nesse relacionamento?
A menos, é claro, que você queira um bibelô, e não alguém pra realmente estar ao seu lado. Ai sim, esse tipo de comportamento faz sentido.
Mandou bem Cadu! =D
Rose Carreiro postou em Monday, 16 November 2009 às 8:33
Você tocou no ponto “G” da coisa: se não confia, p q tá com ela?
É bem isso, relacionamentos com confiança já são difíceis de se administrar, imagine sem…
No caso da distância, o foda é a saudade, mas o resto é tranquilo de levar.
Bela estréia!
Beijos
Gaúcha postou em Monday, 16 November 2009 às 10:00
Se ele não fosse assim, não seria apaixonada por ele e nosso relacionamento já teria terminado. Se ele dissesse que eu não poderia viajar, com certeza cortava o mal pela raiz e terminaria o namoro na hora. Sei que estou com uma pessoa confiável e madura o suficiente para ser meu companheiro em todas as situações, seja perto ou longe…
Diego Fávero postou em Monday, 16 November 2009 às 10:31
Perfeita a sua visão! Esse é um dos principais pontos do relacionamento .. e é o que mais dá briga! Bem-vindo ao DDC =) Espero que sinta-s em casa, como todos nós! Abraço!
Vivi postou em Monday, 16 November 2009 às 10:41
Já chegou cheio de elogios! Mandou bem.. parabéns pelo texto!
Tocou num assunto muito controverso.. eu namoro há dois anos, e durante todo esse tempo prezamos muito ter o nosso tempo, fora do namoro. Acho que isso é o que mais conta para um relação duradoura.. cada um ter o seu tempo, independente do parceiro!
Beijos!
Juliana postou em Monday, 16 November 2009 às 11:16
Muito bom!
Excelente ponto de vista.
Camila Maria postou em Monday, 16 November 2009 às 12:43
Cadu, primeiramente SEJA BEM VINDO!
É incrível como algumas pessoas definem “confiança”.
Pra mim, vai muito além de sinceridade afetiva. É saber que pode estar ao lado de alguém e não sentir-se um ‘estranho’.
Confiança é a base de (quase) tudo em um relacionamento. Quando perde-se a confiança, perde-se o respeito.
Alê Ferreira postou em Monday, 16 November 2009 às 13:38
Olá novatooooo! :)
Ótimo post, mas apenas com uma visão.
Sou ciumenta, por natureza e não preciso de muitos motivos pra ficar enlouquecida.
Tem de saber levar, tem que ter motivos pra estar junto, é muito mais do que simplesmente confiar. Entende?
O problema não é confiar, eu confio em meu namorado mas sei que ele tem uma amiga cheia dos “querido”, “lindo”, “lindinho”, “fofo” e mãozinhas no ombro, no braço desnecessariamente. Ele vai falar o que pra vadia? Não rela em mim?
Não.
Mas comigo do lado ela fecha as asas e tampa o rabo.
Ele em si nada fez, já ela fica de putisse. E como reagir? E quando a pessoa além de amiga tem que ter uma ‘convivência obrigatória’. É foda, ele gosta dela como amiga e eu adoraria vê-la com uma maçã na boca num banquete canibal.
São pontos de vista e situações isoladas. Nem tudo cai no geral.
Cadu postou em Monday, 16 November 2009 às 14:11
Obrigado a todos que gostaram, não quero parecer injusto mas me manifestei apenas agora por causa da Alê Ferreira ai em cima (dá pra ver que prefiro geral polêmica)
Se a “amiga” do seu namorado está sempre de carinhos e afagos tem uma maneira muito simples de lidar com isso, apesar que tem q ter estomago, na presença dela seja simpática, convide para sentar junto, na cadeira ao lado mesmo, e tenha certeza (e faça questão) de beijar o “lindinho fofo” bem apaixonadamente bem do lado dela. Pare apenas para chama-la e fazer algum comentário do tipo “meu namorado não é lindo?” e dá-lhe mais beijos e abraços apaixonados.
Se isso não der certo acho que a opção do canibal é aceitável.
Mais um detalhe que quase esqueci: essa liberdade toda com seu namorado acontece com o consentimento e liberdade que ele dá? Não seria caso dele dar um gelo na moça pelo bem da amizade que ele tanto gosta?
Gaúcha postou em Monday, 16 November 2009 às 14:33
Mas como a própria Ale disse: ” Sou ciumenta, por natureza e não preciso de muitos motivos pra ficar enlouquecida.”
Será que esse carinho que ela está achando demais não é coisa da cabeça dela? Já vi situações assim. A namorada é ciumenta demais e qualquer mulher que dirija a palavra ao seu namorado é uma “vadia assanhada”.
Cadu, lembra da história da tua amiga ciumenta que ficou com ciúmes por mim? Enquanto eu sei que não tem nada demais, a amiga dele, que é ciumenta de carteirinha, já ficou pensando coisas…
O ciúme muitas vezes distorce a visão das pessoas. Mas se é isso mesmo que está acontecendo, e você acha demais, é porque seu namorado dá liberade pra isso. Tudo questão de conversa e diálogo.
Maya postou em Monday, 16 November 2009 às 21:43
Sou não do casal,sou do grupo de solteiro,mas ler isso aqui não é proibido,é?E postar?Estou em duvida.
Li e tinha que elogiar a visão de Cadu,não me aguentei.Se a maioria das pessoas fossem assim muitos namoros não se desgastariam com brigas desnecessárias.Falando de confiança e ciume,tem outra questão que eu mesma não suporto: quando vem relacionar ciume (ou melhor,a ausencia dele) com sentiemento (ausencia também). Não sou uma pessoa ciuementa,mas na minha vida só cruzam homens ciuementos que acham que o meu jeito relax e porque eu não gosto. E olha que eu sou uma criatura melosa,nossa,muito mesmo…
…só não me ocupo com certas paranoias e de ficar procurando problema onde não existe.
Denise postou em Tuesday, 17 November 2009 às 9:31
Parabéns pelas sabias palavras, meu amigo!! Adoro a maneira como escreve e pela visão holistica como vc trata a situação…
Mark postou em Wednesday, 18 November 2009 às 19:00
Elementar meu caro amigo Cadu, 100% apoiado em seus comentários !!!
Abraço irmão… bom te ler por aqui !!!
Thiago postou em Tuesday, 26 January 2010 às 1:15
ótimo assunto esta sobre confiança em um relacionamento. Há muita coisa a ser discutida sobre isto. Porém, geralmente o homem quem deve guiar o relacionamento desde o início. Certamente ele deve confiar na garota para haver a recíproca. Tanto o homem como a mulher devem ter em mente que cada um tem sua vida particular, um namorado é apenas um complemento que a torna mais feliz.
Caso o homem nao confie ele apenas irá distruir o relacionamento pois isto demonstra insegurança (o que as mulheres odeiam) e que o homem nao respeita seu espaço particular. Ciúmes é um sinal de insegurança. Se voce deixar sua parceira ter o espaço dela, ela vai te achar seguro e vai se sentir ainda mais atraída por voce.
“O que não se detem com os olhos nao se pode segurar com as mãos” – Portanto este comportamento não possui fundamento se voce analisar friamente.
Adorei o blog e se alguem quiser ler mais artigos sobre confiança e seduçao, visite o meu e ficarei honrado de responder e-mails com dúvidas. Abraços e sucesso!