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Da ausência da presença à presença do ausente

22 abril 2010 13 Comentários       Postado por Ele / Ela

Por Igor M.

O caro amigo leitor deste artículo, ao se deparar com a expressão que o intitula, logo deve se questionar: mas de que raios esse cara está falando? Um autor como Paulo Coelho, do alto de sua purificação mística, poderia muito bem escrever um livro inteiro sobre isso – sugeriria algo como “O Diário dos Paradoxos Mágicos e a Cura de Seus Malefícios Pelo Caminho de Compostela” – e este seria um best-seller mundialmente aclamado. Mas eu, na condição de reles mortal, prometo apenas me esforçar o suficiente para ser compreendido. Ademais, antecipo minhas desculpas se, no decorrer da leitura, o amigo vier a dar-se conta de que este cara aqui realmente não sabe de que raios está falando.

Muito bem. O que seria então, primeiramente, a ausência da presença? Peço alguns minutos de vossa preciosa atenção.

Se tratando de casais, os anos de vida me concedem alguma experiência além dos diversos relatos e boatos que já me caíram aos ouvidos. A coisa toda começa quase sempre da mesma forma, afinal conhecer um outro ser que te cative, como se este fosse mesmo o primeiro e o último, gera toda uma gama de sensações prazerosas. Estar envolvido, afetado ou apaixonado por alguém é uma daquelas coisas parcialmente indescritíveis e na maioria das vezes inexplicáveis; exceto para os cientistas que, periodicamente, garantem em suas pesquisas que isso tudo é culpa de uma combinação de dopaminas, ocitocinas e neurotrofinas. Inclusive, a última delas de que tive conhecimento se propunha a provar como as mulheres, frente uma seletividade genética em busca de compatibilidade, escolhia os seus parceiros pelo cheiro natural… Tá bom, né? Não me atrevo por em xeque nossa origem animal, não tenho bagagem suficiente pra isso. Mas se estivéssemos mesmo em tal estágio de evolução, ou por que não involução, então estaríamos procriando nossa espécie sem ao menos precisar trocar uma palavra sequer com nossos pretendentes, não saberíamos nem seus nomes; seríamos quase como os cães que farejam o aroma do cio no órgão genital alheio. Isso me soa no mínimo engraçado, mas há, aos meus olhos, uma quantidade quase infinita de outros fatores bem humanos que influenciam o começo de uma relação; não vou me deter ao mérito dessa questão, pois existem aqui posts mais legais do que o meu que falam sobre isso. O fato é que, estando os cientistas certos ou não, uma relação pode perdurar por anos a fio em uma paixão avassaladora, outras não lá tão apaixonadas assim, e algumas delas terminam ainda nas primeiras semanas. A tal da pouca experiência de vida citada ali em cima me diz que não existe uma regra, mas sim uma singularidade, uma especificidade em cada uma delas. Mas, também dito anteriormente, algumas situações são vivenciadas por nós de maneiras semelhantes, ainda que cada um sinta e conduza à sua maneira, e com o término de uma relação não há quem não sinta pela perda. Isso é quase sempre notável. Uma vez que acontece a ruptura, pelo menos uma das partes, senão as duas, deu um significado um tanto quanto especial para aquele acontecimento e este invariavelmente vai gerar algum mal estar. Agora, se pensarmos que aquele bem estar indescritível e inexplicável acontecia apenas porque estávamos na presença do outro ser cativante (e não do coquetel de proteínas e neurotransmissores), fica aqui explicado que esta é a ausência da presença. Creio que a maioria de nós já deve ter descoberto como é desagradável a sensação dessa experiência.

Rain on Windows
Rain on window – Crédito: Adam Polselli

Pois, muito bem. A ausência da presença então é a não-presença do outro cativante, este que só pode ser cativante na presença do que foi cativado. Mas isso não é tudo, meu caro amigo tão solícito em vossa atenção.

Tendo ocorrido o distanciamento e todas as suas emoções decorrentes, vai demorar algum tempo até que aquela relação extinga-se por completo. Para exemplificar, peço licença para desconstruir aqui alguns conceitos de relação e de casal aos quais estamos mais acostumados. Isso porque estou convicto de que existem relações que vão sendo empurradas com a barriga por anos e anos, temperadas com a mais paralisante das monotonias, regadas pelo mais frio dos cinismos: isso pra mim não é um casal. Em contraponto, também existem aquelas que são fruto de emoções (não de cheiros) mais viscerais, permeadas por um sentimento simples, porém muito mais intenso, filho da verdadeira interação humana, e estas relações podem durar não mais que um mês, uma semana, ou mesmo uma única noite. Alguma coisa qualquer que seja desta forma, tal qual este sentimento, tão gigantesco em sua força e veracidade, não pode ser meramente negligenciado ou posto de lado. A não ser que a pessoa entre em uma negação veemente da realidade e desenvolva uma boa psicose em um mundo alternativo, não conheço nenhum outro mecanismo de defesa que seja suficientemente capaz de passar por cima deste titã. A partir do momento que o afeto está ligado ao “objeto” de seu desejo, dificilmente ele vai ser integralmente deslocado para outro ou ainda sublimado, pois o que está feito, está feito, e não há resignificação no mundo que mude os fatos do passado. Sendo assim, na condição de neuróticos saudáveis, o melhor que temos a fazer é admitir, reconhecer que este alguém ainda existe em nossos pensamentos, em nossos corações e de certa forma atua quase que diretamente em nossas vidas. Percebemos então que, ainda que a relação corporal não mais exista, estamos diante de um laço afetivo muito maior do que um arrepio causado por um toque sutil atrás da orelha. A pessoa não está mais presente, mas há uma relação com aquilo que dela ainda existe dentro de você, há um relacionamento, há algo em seu interior mais íntimo que foi cativado e é com este sentimento, esta imagem, que você estará lidando. Assim é como nós vivenciamos, finalmente, a presença do ausente.

Por mais que isso soe como um absurdo, é assim mesmo que acontece. Podem passar todas as fases emocionais de elaboração e todos os ciclos bioquímicos do cérebro, se o que aconteceu foi vivenciado, experimentado e significado como algo já descrito nos moldes anteriores (cativante, prazeroso, indescritível, inexplicável, fruto de emoções viscerais, de afeto intenso, verdadeiro), é quase certo de que a presença dessa pessoa ausente te acompanhará pelo restante de seus dias, sendo lembrada na maior parte dos melhores e piores momentos de sua vida, ainda que ambos tenham ficado juntos apenas por alguns instantes. Você estará ali numa tarde, fumando o seu cigarro e tomando o seu café em frente a janela do seu quarto, olhando e divagando sobre como as gotas de uma estranha chuva de outono formam linhas engraçadas nos vidros dela e, quando menos esperar, de súbito aquela lembrança inundará seus pensamentos, sua mente, e em questão de segundos ela é tudo sobre o que você pode pensar. Longe, distante, ainda que ausente, aquela pessoa estará sempre presente de uma forma quase palpável.
Os românticos chamariam isso de amor à primeira vista (e pasmem, alguns cientistas também se dizem capazes de provar isso sob o viés experimental), mas eu chamo apenas de um sentimento verdadeiro, único em sua singularidade, como um valioso diamante resultante da lapidação de várias emoções. Um determinado cineasta diria que não há quase nada comparável à oportunidade de conhecer alguém que possa ser lembrado por toda uma vida. Bem, justamente por não entender a maioria dos paradoxos que surgem em meio esses pensamentos confusos, me pergunto se haveria uma tal vivência, tão bela e majestosa, reluzente como um diamante, que possa ser ao mesmo tempo tão cruel e obscura, tal como um predador que mata e come a cria de outrem sem o menor pudor ou ressentimento.

Caro amigo e paciente leitor, acredite quando digo: este pode ser o melhor e o pior da vida a dois.

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13 Comentários      Postado por Ele / Ela
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13 Comentários »

  • Danilo disse:

    Fantástico!

    O texto é excelente só por ter conseguido a minha atenção total e feito eu parar pra pensar…ou ao menos tentar…

    Não consegui ainda assimilar tudo, mas a idéia central parece muito bem fundamentada.

    Tentarei voltar para comentar!

  • Andrey disse:

    Também ouvi falar sobre as pesquisas de cheiro natural. Afirmavam que as mulheres, inconscientemente, se apaixonariam por homens com odores similares ao de seu pai, enquanto os homens se apaixonariam por mulheres com odores semelhantes ao de sua mãe. Encontrei algo de que discordo. Não acredito que, para a pessoa que se submete àquela relação de uma única noite, seja necessário entrar em um mundo psicótico para esquecer o ser “amado”, ainda que a entrega tenha sido total, pois, neste caso, há a consciência de que é apenas uma noite de sexo (ou não) casual, o que pode acabar por intensificar esta entrega, já que não há compromisso ou até mesmo possibilidade de reencontro. No mais, o texto é absolutamente brilhante e fruto de uma reflexão bastante oportuna.

  • Igor M. disse:

    valew aí caras, fico verdadeiramente contente em saber que curtiram.

    Andrey, vc tem razão. há de se considerar essa hipótese também, acho que vai do significado que teve pra pessoa e da importancia que ela atribui. por isso sempre prefiro pensar que não há verdade, há verdades, apesar de eu ter criticado algumas delas no post né, mas estamos aí pra isso… rs

    Danilo, não se preocupe, é provável que eu mesmo não tenha assimilado nada sobre qualquer coisa dita heheh… ainda assim é bom saber que de algum bem valeu por ter suscitado aí uma reflexão :) legal mesmo!

    []s

  • Rafael R disse:

    Precisa estar muito concentrado pra ler isso. E precisa se dedicar um pouco pra poder entender. E provavelmente, cada um que ler vai permanecer dentro de um contexto próprio, o que é bom pra reflexão pessoal. Mas o Igor se superou nesse, mais uma vez.

  • Lara disse:

    Com certeza esse poste precisa, estar centrado para entender e se prender a ele até o final. Mas ler até o final vale a pena.. Muito interessante o contexto em geral.
    Confesso que as vezes paro e penso assim, como foi citado no texto. Mas é um pensamento bom, de boas lembranças *-*

    Muito bom Igor, parabéns!

  • Igor M. disse:

    cerimônia de premiação blogAwards – igor fala: Agradeço ao amigo Rafael que em sua astuta percepção visionária, ainda que impositiva, lutou bravamente contra toda e qualquer manifestação contrária à publicação deste textículo, disponibilizando desde o veículo midiático até a divulgação deste que promete ser um trabalho muito bom.

    zagallo fala: aí sim! fomos surpreendidos novamente.

  • Ise disse:

    O cheiro do meu namorado tem para mim, o mesmo efeito que meu paninho na infância. JURO! Eu vivo falando e ele ri da minha cara… Acalma, me dá soninho, sensação de proteção…
    Eu já cheguei a deixar de ficar com algumas pessoas porque não gostava do cheiro…Acho que isso é realmente algo que gera MUITA discussão. Mas é fato: o amor tem cheiro sim!
    E Paulo Coelho master sucks!

  • Grazie disse:

    Caro Igor …

    Já que tive o árduo trabalho de ler o teu post inteiro, vou relatar algo, que vc não vai entender no inicio e talvez nem no final,algo fútil,mas enfim:

    Quinta feira (ontem), acordei as 5:30 da madrugada, pra ir tomar uma vacina contra a gripe H1n1 antes do meu trabalho que começa as 8:00. Chegando lá no posto de sáude,as 7:00 ainda da madrugada, a moça me dá uma infeliz notícia : Só começa a vacinar depois das 8:00. Morrendo de raiva e de sono, segui para o trabalho.

    Na hora do almoço resolvi voltar no posto de saúde pra tomar esta bendita vacina que deixei pra última hora. Fui … Vacinei… Retornei para o trabalho… Lá pelas 5:00 horas da tarde, meu braço começou a formigar, e começou uma dor terrível que eu não conseguia nem mecher, muito ruim mesmo … Fui embora pra casa depois do meu expediente … O ônibus lotado e eu em pé segurando a barra só com um braço, e o motorista achando que estava carregando porcos dá uma arrancada que tive que segurar com o outro braço também pra não voar pela janela…Fui no céu e voltei de tanta dor … Cheguei em casa, dei uma febrezinha básica, e o braço latejando de dor e eu morrendo de sono fui tentar dormir … Mas tudo quanto é jeito que eu me virava o braço doía, ou seja, não dormi … Fui conseguir pregar os olhos lá pelas 4:00 da madrugada ( quase 24 horas sem dormir) tudo por causa desta bendita vacina… Amanheçeu … E ..

    Neste momento estou eu no meu trabalho, com o braço melhor, porém morrendo de sono, com o corpo doendo, um mal estar e pareçendo um zoombi … Abri o diário de casal e me deparei com o seu texto enorme e com um tema complicado …

    Enfim … Li o texto inteeeeeeeeeeeiro, mesmo cochilando entre um trecho e outro, mas li. Por isso , Parábens meu caro IGOR, prendeu minha atenção mesmo sem ela querer ficar presa…

    Tá eu li … Só não sei se entendi alguma coisa … Mas já que li, tenho que comentar sobre… Mas não sei o que comentar, porque não sei se entendi… ( acho que estou dormindo e sonhando) … E como não sei se entendi, vou deixar um verso do “Camões”, que ACHO que tem alguma coisa haver … Se não tiver, deixo assim mesmo… Por que o Camões é mara …

    Um Beijo e desculpe por este comentário enorme de bobo, ( caso vc tenha chegado a ler até aqui) .

    Camões ……………..

    Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
    Muda-se o ser, muda-se a confiança;
    Todo o mundo é composto de mudança,
    Tomando sempre novas qualidades.
    Continuamente vemos novidades,
    Diferentes em tudo da esperança;
    Do mal ficam as mágoas na lembrança,
    E do bem, se algum houve, as saudades.

    O tempo cobre o chão de verde manto,
    Que já foi coberto de neve fria,
    E em mim converte em choro o doce canto.

    E, afora este mudar-se cada dia,
    Outra mudança faz de mor espanto:
    Que não se muda já como soía.

  • Diego Fávero disse:

    Prometo ler com atenção, em casa. Agora não dá rs

  • Igor M. disse:

    Ise, sabe que ouvi a mesma coisa de uma amiga? Ficamos quase uma noite inteira discutindo sobre isso e foi bem produtivo. No final das contas ela acabou por se perguntar se, na verdade, o que importava para ela era mesmo o cheiro em si ou o fato do cheiro lembrar e promover as sensações de sua infância tais como aquele conforto, acolhimento e etc. Uma coisa é certa: O cheiro é um fator de importância, mas apenas um deles… Isso, claro, é apenas a minha opinião. :)
    ______________________________________________________________________

    Grazie, li sim tudo o que você escreveu e só tenho que me sentir lisonjeado por ter a atenção de alguém que já estava praticamente em ponto de não prestar atenção nenhuma em coisa alguma rs. Agradeço por isso. Camões, Camões… Além de achar que veio a calhar sim, é falado de algo que eu sempre concordei: “Todo o mundo é composto de mudança, Tomando sempre novas qualidades.” Mas, adiante, ele fala que essas mudanças são diferentes em tudo daquilo que esperávamos. Sendo assim, ficam as mágoas do mal que ocorreu e as SAUDADES DO BEM se este ocorreu, mas o que você esperava não é aquilo que aconteceu agora como novidade. Ou seja, apesar de frustrado, você aceita a imposição do que acontece ainda que contrário à sua vontade. Há de se prestar atenção aqui, pois se ficam saudades e mágoas, me parece que tanto coisas ruins quanto boas mudaram, porquanto que o objeto que proporcionava tais sensações não está mais presente em nenhuma das qualidades. Daí, mais adiante ele vai falar que o tempo faz com que aquele chão, que antes era coberto de neve fria, agora esteja forrado com grama, com o verde manto – isso o emociona e transforma seu doce canto em choro, como se estivesse bem e ao deparar-se com a mudança caísse em prantos num sentido mais melancólico do que de felicidade, ao meu ver. Por fim, ele se espanta com uma última mudança: A de que já não se muda como costumava ser.
    Temos mil e uma formas de interpretar isso tudo, não é verdade? Dá pra ver que ele claramente parte de uma “lei universal” para dizer como aquilo implica em seu lado mais pessoal. Isso ele faz por duas vezes. Já na última parte me parece que traz um sentido mais social do que pessoal, é como se ele estivesse reconhecendo que nada mais se muda lá fora e, se formos pensar na relação que ele já tinha estabelecido anteriormente, que nada se muda dentro dele também, ou que algumas coisas não se mudaram no mesmo ritmo das outras demais (uso esse SE antes das mudanças, porque entendi que elas ocorrem por vontade mais “própria” do que influenciadas pela vontade dele). É aí que eu vejo a relação dele com o que eu escrevi, pois mudam os contextos, os tempos, as vivências, mas algumas coisas permanecem independente da sua vontade. Há toda uma facticidade, num significado mais filosófico e existencial mesmo, que impede que tudo seja de acordo com aquilo que é sua vontade e julga ser o bem para si. Analisei aqui de forma bem superficial, mas é de se pensar mais sobre isso. Pena que hoje é sexta e, sabe como é, já está na hora de sair… rs
    ______________________________________________________________________

    Diego, preguiçoso, dá um prestígio aí vai, me ajuda aí ô! rs

    Beijos e abraços aos amigos!

  • Valkyrie disse:

    Igor, é a primeira vez que entro aqui no ‘diario de casal’, e só caí aqui porque estava devorando o ‘diario de solteiro’ HAHAHA
    Bem, mas isso não vem ao caso.
    O seu texto é simplesmente um ponto de vista parecido sobre o que tenho tentado expressar em meus posts. Não querendo fazer propagandas, mas dividir, http://pira-na-minha-pira.blogspot.com/2010/04/paraleluniverso-perfeic ao-alma-gemea.html
    E, se não estiver fazendo nada, dá uma olhada, tem outros posts relacinados com o assunto.
    E, olha… a gente passa por essa presença do ausente com cada uma das nossas ‘paixões avassaladoras’, e até mesmo aquele amor platônico da 5ª série nunca sai da memória, e podemos reviver o coração apertado e a expectativa em qualquer momento. Uma frase, um gesto, uma música, um cheiro. Basta, para levar nossa mente de volta no tempo, e lembrar aquela pessoa que passou, mas marcou.

  • Igor disse:

    Valkyrie, bem lembrado, tinha pensado antes em ampliar o leque de contradições no post e começar dizendo que uma das maiores era o fato de um solteiro escrever sobre casais, mas enfim acabou sendo retirado…

    O seu eu vou ler sim… Porque acredito que toda divisão tem como resultado uma soma :)

  • Grazie disse:

    IGOR

    Vc é muito bom com as palavras … Sabe bem como usa-las, seja pra produzir um texto ou uma interpretação, fiquei empressionada pela forma como vc interpretou o texto do Camões. Mandou bem! Vc devia ser escritor …
    Sobre Camões e o seu post … O que eu “consegui” pensar naquele momento foi exatamente o que vc disse ao me responder : pois mudam os contextos, os tempos, as vivências, mas algumas coisas permanecem independente da sua vontade”.

    Igor uma sugestão :

    Escreve algo sobre o AMOR AVASSALADOR . rsrs. Não necessariamente este tema, mas algo sobre isso … Com base neste belessimo poema de Camões que eu amo … ( Vc já viu que sou fã dele né ).

    Amor é fogo que arde sem se ver;
    É ferida que dói e não se sente;
    É um contentamento descontente;
    É dor que desatina sem doer;

    É um não querer mais que bem querer;
    É solitário andar por entre a gente;
    É nunca contentar-se de contente;
    É cuidar que se ganha em se perder;

    É querer estar preso por vontade;
    É servir a quem vence, o vencedor;
    É ter com quem nos mata lealdade.

    Mas como causar pode seu favor
    Nos corações humanos amizade,
    Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

    Luís de Camões

    Obrigada por ler e reponder meu comentário…
    Um grande abraço

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