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Divagações sobre relações

17 outubro 2011 Comente!       Postado por Ele / Ela

Por: Adriano Cesar de Oliveira Santos

Às vezes paro e fico pensando nas pessoas que estão em uma relação, mas se encontram insatisfeitas. Existem dois grandes assassinos de relação: a rotina e o silêncio.

Infelizmente a rotina é algo que por mais que se queira evitar, fugir, ela acaba por fazer parte da vida de todos na maior parte do tempo. É complicado haver nos dias de hoje condições para proporcionarmos para nós mesmos, enquanto solteiros, novos e constantes momentos de diversão, imaginem então quando necessitamos criar estes momentos enquanto casal. O dia a dia, o estresse, a correria, os compromissos acabam por implantar em nossas vidas a rotina e sem nenhum ícone de desinstalação.

Naturalmente, sem novas experiências, divertimentos, horizontes, acabamos por suprimir e limitar a fonte de diálogo com a outra parte envolvida na relação e isso acontece dos dois lados. O diálogo é essencial, pois através dele expressamos a insatisfação, exalamos as dúvidas e inspiramos as respostas com um único e importantíssimo objetivo, compreensão mútua.

Com o passar do tempo acreditamos que já conhecemos demais a pessoa que está conosco, mas seres mutantes que somos esquecemos que crescemos, vivenciamos, aprendemos, e isso influencia diretamente em quem somos. O ‘eu’ de agora pode ser diferente do ‘eu’ de daqui a pouco ou do ‘eu’ de amanhã, podemos ter um novo ‘eu’ a cada amanhecer. Como saber o que se passa com a outra parte sem diálogo?

Divagações sobre relacionamentos

Quem cala consente? Nem sempre. A falta de expressão apoia o descontentamento, acendendo o fogo que consome o oxigênio e tira nosso ar, nos fazendo buscar meios para sentir a vida preenchendo novamente nossos pulmões. A solução para tudo isso pode não estar em um novo cilindro de oxigênio e sim em sua recarga, que só pode ser feita com diálogo. Ele é o grande e essencial passo, mas nem sempre o salvador.

As pessoas esquecem que o namoro – para quem leva a sério – é uma prévia de algo muito maior e que assim sendo traz grandes responsabilidades, estou falando do casamento. As pessoas esquecem de parar e pensar que se durante o namoro algo não vai bem, que se brigas e desentendimentos constantes acontecem e as tentativas de solução existem, mas são sempre em vão, isso é um sinal claro de que as coisas irão piorar se prosseguirem para um casamento, e mesmo assim muitos prosseguem com consequências dolorosas, porém previsíveis.

Na fase de namoro as discussões ou desentendimentos são facilmente driblados porque existe um momento chave chamado ‘tempo’, é o período em que vocês se separam e cada um vai para sua casa, e lá ficam sem se ver por horas ou dias, tempo suficiente para acalmar os ânimos e esquecer os incômodos, mas o problema é que a fonte dos ânimos exaltados ou incômodo gerado ainda existe, persiste, porque não foi resolvida e provavelmente não será porque nas próximas vezes o Sr ‘tempo’ marcará presença novamente para acalmar os ânimos e esquecer os incômodos. O que incomoda vai acumulando na garganta.

Na vida real, em um casamento, ou você senta e resolve ou terá que aguentar a cara emburrada, a falta de carinho e o silêncio durante horas ou dias, porque o Sr ‘tempo’ não marcará presença, porque não haverá a casa da mamãe para você voltar e sua cama não estará lá, prontinha para você deitar e relaxar. Você, a noite, terá que se deitar com o problema e na manhã seguinte acordar com o problema, até que seja resolvido com o diálogo ou com o fim de uma relação que tornou-se insustentável pela falta de harmonia no lar.

Quando erramos nem sempre é por maldade e às vezes se torna quase impossível olharmos para nós mesmos e identificarmos nossas falhas, por isso a conversa é importante, para que a outra parte aponte sutilmente onde os erros estão e quais as melhorias necessárias, mas também deve haver sensibilidade de quem fala para perceber que tipo de erros e falhas são passíveis de reparos ou mudanças, porque existem coisas da personalidade de uma pessoa que simplesmente não mudam. Acredite.

Precisamos aprender que o fim de uma relação nunca é culpa de um só lado e que por pior que seja o processo de término, ambos tem sua parcela de culpa, um mais e outro menos. Precisamos aprender que teremos dó sim da outra parte porque se chegamos tão longe em uma relação é porque houve muito carinho de nossa parte, e naturalmente não desejamos ver o outro sofrendo. Mas precisamos aprender que estarmos livres para buscar nossa felicidade é tão importante para a outra parte quanto é para nós, porque se permanecemos em uma relação infeliz, estamos na verdade enganando o outro, já que estamos ali não por amor e sim pela incapacidade de tomar a atitude de seguir a vida.

Liberte-se para a felicidade e também estará libertando o outro lado para ser feliz.

Independente da crença, a única certeza é de que temos somente esta vida e este mundo para viver e ser feliz. Quando chegar ao fim de tua vida que retrospectiva quer fazer dela? Que viveu anos com alguém sufocado pela incapacidade e medo de se livrar das garras da tristeza e ir ao encontro de sua verdadeira felicidade; ou que foi forte e fez o que era necessário para encontrar seu verdadeiro amor e com isso vivenciar momentos de alegria que tanto sonhou, ao lado de alguém que realmente te valoriza?

Ao fim de uma relação de namoro ou casamento todos sofrem, uns mais e outros menos, mas a verdade é que tudo passa e novos amores virão, as dores serão apagadas e a vida não termina, muito pelo contrário, novos horizontes se abrem e um futuro inteiro estará a disposição.
Seja FELIZ, seja AQUI, seja AGORA!

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