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Gravidez na adolescência, uma situação delicada

18 março 2011 4 Comentários       Postado por Cadu

Recebemos um email e, ao invés de somente responder a sua autora, decidimos fazer um post para discutir um problema que, nos dias de hoje, infelizmente, vem se tornando cada dia mais comum: Gravidez na adolescência. Vamos a ele?

Meu nome é Anna Karolhyne (19 anos), e há dez meses conheço meu ex- namorado (17 anos). Nossa história começa assim:

Moramos há seis anos na mesma rua. Desde o primeiro encontro já ficamos juntos e nunca tínhamos nos separado. Agora, depois de dez meses de namoro, descobri que estou grávida. No primeiro momento, ele ficou superfeliz, animado, fazendo planos para o nosso futuro. Mas, no dia em que resolvemos contar a nossos pais, ele decidiu terminar comigo, e o pior, depois de quase uma semana separados, eu fui parar no hospital e ele foi atrás de mim, e lá, na mesma hora em que ele falava de voltarmos, de como seriam nossas vidas dali para frente juntos, ele também falava que não iria dar mais certo, porque “os amigos dele não concordaram com o fato de ele ser pai”, “que ele não deveria ficar comigo por conta de filho”. Já alguns amigos dele me falaram que o motivo da nossa separação foi que a mãe dele não quer que fiquemos juntos.

Então, com isso tudo, fico meio perdida no que fazer ou não fazer. Não sei se incluo ele na minha vida por conta do bebê, ou deixo ele pra lá, “esqueço de vez”, para ver se ele aprende algo com isso, e possa se arrepender e correr atrás. O que vocês acham?

Gravidez na adolescenciaCom a palavra, Cadu:

Olá, Anna, fui escolhido entre os membros da equipe do Diário de Casal para responder sua mensagem. Situação complicada a sua, mas, infelizmente, também bastante comum, já que os números de casos de gravidez na adolescência crescem a cada ano. Note que estamos tratando de um período conturbado por natureza, muitas descobertas, conflitos pessoais, alguns destes sendo contra os próprios pais, namoros, brincadeiras, estudos, as mudanças fisiológicas… Junte a esse período delicado o crescimento e desenvolvimento de um embrião e as várias alterações físicas e psicológicas que isso envolve e você tem um problema em potencial. Essas duas fases da vida da mulher são compostas de pensamentos e alterações importantes.

Primeiro um puxão de orelha para você, mocinha, e para muitas outras pessoas: qual a desculpa para não ter usado um método contraceptivo? Falta de informação não é! Somos diariamente bombardeados com o “use camisinha”, o produto custa algo entre R$ 1,50 e R$ 6 em qualquer farmácia, e não estou falando apenas da gravidez indesejada, mas também do risco de contrair uma DST. Ai, ai, ai, mocinha, ai, ai, ai!

Agora vamos falar do seu namorado, o futuro papai. Quando um homem entra em uma situação assim, ele tem que tomar decisões firmes e seguir em frente de peito aberto para enfrentar as consequências provenientes de seus atos. Infelizmente no seu caso, seu namorado não é um homem.

Calma, não estou ofendendo a masculinidade ou a honra do rapaz, mas sim tocando no ponto de que ele ainda não é um homem formado. Não possui um emprego, não se sustenta, deve ter ouvido tanto dos pais que está com os ouvidos zunindo ainda, um monte de pessoas criticando a atitude, outras dando parabéns, outros falando das consequências… e isso tudo em uma cabeça com apenas dezessete anos.

Quanto à dúvida dele sobre ficar ou não com você, bem, isso já não vejo motivo para existir. Faz sentido essa dúvida surgir apenas por você estar grávida? Por favor, gente, ano de 2011, Internet móvel, TV de LED, estamos vivendo no futuro. Por que ele tem compromisso de ficar com você? Existe, sim, um compromisso para com o filho, isso ele deve assumir e ajudá-la a cuidar da criança da melhor maneira possível.

Nossos filhos não são realmente nossos, estão sob nossos cuidados até que possam andar com as próprias pernas. Cuidado para não construir um relacionamento baseado em algo que não está na sua vida para isso.

Cobre dele uma posição sobre a criança, o resto, o tempo vai definir. Vocês vão ter contato provavelmente para o resto de suas vidas por causa dessa criança. Se houver afinidade, amizade, amor, e principalmente respeito entre vocês, então o relacionamento vai acontecer naturalmente.

Eu costumo dizer que filhos são a pior melhor coisa que pode acontecer. Custam uma fortuna, sua vida passa a girar em torno deles, tudo o que você passa a fazer é para eles e ao chegar em casa e ouvir um “eu te amo” você tem a certeza que tudo isso vale a pena.

Quer ter sua dúvida respondida por aqui? Entre em contato conosco e descubra como participar.

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4 Comentários      Postado por Cadu
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4 Comentários »

  • sabrina disse:

    Olá Anna!

    Eu passei por algo parecido, numa situação um pouco diferente. Seis meses depois de começar o namoro, surgiu uma oportunidade para o meu companheiro trabalhar nos EUA por 6 meses, ele não queria ir e eu o incentivei, e decidimos ficar juntos mesmo a distância. Quinze dias depois que ele chegou lá, comecei a passar mal e descobri a gravidez. Meu mundo caiu, tinha então 21 anos e tinha acabado de me formar na faculdade. Minha mãe ficou sem falar comigo, tive algumas complicações, mas contei com o apoio dele.
    Quando ele voltou, decidimos ficar juntos e logo o bebê nasceu.

    A diferença principal aqui, é que na época, ele já era mais velho, estava com 26 anos, já tinha terminado a faculdade e tinha um emprego. Com 17 anos, a maioria dos rapazes está no auge da “curtição” e ainda não entende o que é ter responsabilidades de verdade. Dependem da família, acham que os amigos são tudo na vida e não pensam muito além.

    Tenha em mente que, ele está confuso e como os colegas nunca passaram por isso, tem mais medo do que ele próprio, e na tentativa de ajudar falam essas bobagens. A postura da mãe, é de proteção do filho, mas depois passa.

    Você vai precisar de força, faça uma reunião com a sua família, convoque a dele e explique que deseja a participação de todos. O bebê deve saber quem é o pai e conviver com ele se possível, não negue este direito dele, mesmo que tenha raiva. Ele também deve receber a pensão devida, que no Brasil resulta em prisão caso não seja feita em dia. Nunca diga para o seu filho coisas ruins sobre o pai, mesmo que sejam verdade. Isso só confunde a criança.

    Se não for do interesse dos mesmos, entre na justiça pelos direitos do seu filho.

    A minha vida mudou muito depois do meu filho. Mas posso dizer que não dá para pensar nela sem ele. Ele me dá forças e ilumina a minha vida. É muito diferente, e muitas vezes complicado, mas dá um outro sentido para nós.

    Ame-se, dê amor ao seu filho e depois pense nos outros.

    Tenha calma, as coisas se ajeitam quando eles conhecem esses babês sapecas \o/

    Se quiser, é só gritar.
    Abs

  • Mari L'amour disse:

    Olá! Amei o blog, primeira de muitas que passo por aqui!! Adorei o post, realmente é uma situação muito complicada…
    Parabens pelo blog!

  • Diego Fávero disse:

    Eu não consigo entender o que se passa, principalmente na cabeça de uma menina, a transar sem camisinha. “Comigo não vai acontecer!”. Será que é isso?

    Bom, passado o “susto”, é hora de assumir. Sempre digo: antes uma vida do que uma doença. Minha noiva diz “a desgraça acaba virando uma gracinha, qdo nasce”.

    Boa sorte à vocês, mamães e papais =)

  • Carol disse:

    Bem,meu comentário será feito não pela questão colocada pela garota,mas pela resposta do Cadu.Resposta perfeita!
    “Eu costumo dizer que filhos são a pior melhor coisa que pode acontecer. Custam uma fortuna, sua vida passa a girar em torno deles, tudo o que você passa a fazer é para eles e ao chegar em casa e ouvir um “eu te amo” você tem a certeza que tudo isso vale a pena.”Achei lindo o final.

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