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No dia 1º de abril vamos falar de: Mentira

1 abril 2010 5 Comentários       Postado por Cadu

É claro amorzinho, eu juro!É primeiro de abril! Vamos falar de mentiras?

Minha mãezinha me ensinou que mentira tem perna curta, ou seja, ela não vai muito longe, ela vai ser descoberta cedo ou tarde. No futuro você descobre que é possível sim contar mentiras que nunca vão ser descobertas, em outras palavras, minha boa mãezinha tentou me enganar. Mas mentiras na vida de um casal não deveriam acontecer, mas nem sempre a realidade é tão utópica.

No entanto, eu gostaria de mostrar aqui outro lado: vou bancar o advogado do Diabo e tentar mostrar que, às vezes, o responsável pela mentira é, na verdade, não quem conta, mas quem ouve a mentira. Tudo ocorre por causa da ausência de um fundamental elemento: a confiança.

A falta da confiança pode privar o parceiro de algumas experiências quase sempre inocentes, e as mentiras para escapar dessas privações podem começar a aparecer. Se o seu parceiro gosta de jogar futebol no final de semana, e você briga com ele por não ter esse tempo para você, ele pode começar a inventar desculpas para ir ao futebol simplesmente para driblar a briga. Se ela gosta de dançar e você não sabe, não a obrigue a ficar do seu lado na noite que ela quer bailar, ou ela pode inventar desculpas para isso.

Claro que mentir para ir ao futebol, ou em uma festa ou em qualquer outro lugar não é certo. O problema é que as brigas e as frequentes cobranças podem fazer com que a pessoa queira simplesmente evitar esses momentos desagradáveis sem abrir mão de nada.

Isso é um reflexo do real problema: você está exigindo demais do parceiro(a).

Se o futebol diverte e deixa ele mais próximo dos amigos, qual o problema? Claro que se ele desmarca o almoço com os seus pais para isso, ou o futebol é a única oportunidade que ele tem de visitá-la, concordo que haja um problema. Lembre-se que bom senso e canja de galinha não fazem mal a ninguém.

Nesse caso, geralmente falta diálogo, uma boa conversa e a boa vontade de abrir mão. Lembre-se que o parceiro(a) não é sua propriedade, vocês estão dividindo. Dividindo tempo, espaço, momentos, alegrias, tristezas.

Na verdade, a falta de um diálogo sincero com o parceiro é a fonte de problemas de muitos relacionamentos que se arrastam e não evoluem. Se a pessoa com quem você está casado/namorando/enrolado não aceita que você frequente tal lugar ou que faça determinada atividade o problema possivelmente é que a pessoa está cobrando mais do que você quer dar. Converse com ela, diga sobre como isso é importante para você, ceder e saber ouvir é uma parte importante da vida a dois.

Falta de confiança e possessão mina qualquer relacionamento. Se você não confia, fica difícil, mas se ele não dá motivos para confiar, também.

Claro, se tem uma massagista loira, de seios fartos, coxas grossas e shortinho no futebol. Bem… tudo tem limite.

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5 Comentários      Postado por Cadu
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5 Comentários »

  • Marina Laterza disse:

    Eu adorei o texto Cadu, muito bom mesmo!!
    Concordo com o você escreveu, tenho da opinião que ninguém faz nada de graça, e que, na maioria das vezes, é apenas um reflexo do que outra pessoa faz com você. Isso não quer dizer que a maneira de lidar com o problema será certa, como é o caso da mentira. Mas tenho que concordar que se houvesse confiança e um diálogo aberto e maduro, todos poderiam entrar num consenso e ficar mais felizes assim. Cada parte sendo um pouco flexível.
    Mentir no relacionamento não é bom gente, por menor que essa mentirinha seja, se ela for descoberta, a outra pessoa pode ter dificuldade de confiar em você o resto do relacionamento (se houver um resto de relacionamento). Conversem, a verdade dói, mas sempre dá certo =]

  • Diego Fávero disse:

    hahaha massagista aí é demais!
    tem toda a razão, Cadu!
    Acho que os dois lados da moeda acabam “mentindo” pra evitar brigas bobas

  • Mayara Godoy disse:

    Assino embaixo. Sem mais.

  • Rose disse:

    Quem nunca mentiu pra evitar um estressezinho que atire a primeira pedra…

    Beijos.

  • Igor M. disse:

    Apoiado!

    Uma vez li uma definição de confiança e dizia algo como confiança ter a ver com co-fiar (fiar junto). De fato, se num relacionamento não se tem o mínimo de confiança (de fazer junto, de co-fiar, tecer esse tecido que é o próprio relacionamento, de forma mútua), então ele não deveria nem existir… Afinal, o que é um namoro, um noivado, um casamento, se não um viver-fazer-ser junto?

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