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O dia em que perdi meu coração… (parte 2)

9 Fevereiro 2010 6 Comentários       Postado por Diogo Batalha

Após sete meses de tentativas para conhecer aquela menina, que, se me perguntassem, eu diria ser um anjo desasado, lá estava eu, com a janela dela aberta em meu MSN. A primeira conversa foi breve e bastante sem jeito. Ela foi bem receptiva e me tratou super bem (mesmo sem ter ideia dos sete meses de espera e da promessa maluca que eu tinha feito).

A partir daí fomos nos falando bastante e, por ironia do destino (ou não) nos entendíamos mais do que Batman e Robin, Zezé di Camargo e Luciano, Rosa e Rosinha, ou qualquer um desses casais famosos que a gente vê pela mídia. O que não facilitava em nada a minha situação. Lá estava eu, falando com a garota mais adorável do mundo e não podia dizer para ela o que eu sentia por causa de uma promessa idiota.

Tirando a promessa de “nunca mais bebo na minha vida”, geralmente eu costumo cumprir as que faço. Tem algo a ver com a babaquice de “questão de honra” que os japoneses tanto prezam e eu apoio. E eu cumpri a minha promessa… quase. Mas, ora bolas, eu esperei sete meses para receber seu MSN e mais sete me segurando tanto quanto alguém de bexiga cheia pode se segurar antes de fazer xixi nas calças na fila da porta do banheiro (acho que já perceberam que eu adoro analogias, não é?). Daria para nascer dois bebês prematuros nesse intervalo de tempo, então já era hora de quebrar a promessa e parar de evitar o inevitável. O prazo que eu tinha prometido era de 1 ano. Resisti mais sete meses, desde que a conheci, até o dia do aniversário dela, em que eu perguntei “Quer namorar comigo?”, mesmo sem nunca tê-la visto, mas sabendo que isso era questão de tempo.

SIM!… ela disse SIM!

*Favor inserir imagem de fogos estourando num céu noturno aqui*

Tá. E agora? Bem, agora corre até aqueles pampas gaudérios e vai beijar a menina, rapaz! (O que? Sério? Achavam que ia acabar assim tão fácil?)

Infelizmente, quando ela me disse o “sim” mais primoroso que eu já havia ouvido alguém dizer, eu era um reles estudante de Publicidade que nunca tinha sequer estagiado de verdade. Como diabos eu ia fazer para atravessar meio país para ver a minha musa?

Mas sabem como é, não é? O sábio Nelson Rodrigues dizia que “todos precisamos de um pouco de sorte, pois, sem ela, não tomamos nem um Chicabon. Pode-se engasgar com o palito ou ser atropelado pela carrocinha de sorvete.”

Há meses eu havia me inscrito para estágio na Petrobrás (te amo, governo) e nunca tinha recebido sequer um “oi”. Até que numa tarde me ligaram para uma entrevista no setor de Publicidade de lá. E sim, eu consegui o estágio (meus olhinhos são irresistíveis e tal). Estava agora, apto a pagar uma passagem de avião até lá e beijar a menina, finalmente.

(O que? Sério? Achavam que ia acabar assim tão fácil?)

Meus primeiros pagamentos foram devidamente economizados e, em seguida, devidamente surrupiados pela minha mãe. Sim, ela precisava de algum e eu era o único apto a emprestar. Após três meses de Petrobrás, eu tinha voltado à estaca zero (Literalmente. Esse era o valor do saldo da minha conta). E o pior, meu contrato de estágio estava em iminência de terminar. Fazia exatos um ano e cinco meses entre eu ver a foto dela pela primeira vez, pedi-la em namoro, conseguir dinheiro para ir vê-la e ficar sem todo esse dinheiro.

Mas, ei! Como eu disse no começo do outro post, “essa é uma história de amor. Ela fala sobre ter, dar, compartilhar, receber e ter paciência.” E como diz Coríntios 13, versículo 7:

O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta…

Nem que eu tivesse que atravessar 1500 km a pé, eu deixaria de ver aquela guria…

(continua)

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6 Comentários      Postado por Diogo Batalha
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6 Comentários »

  • Rose Carreiro disse:

    Conta logo esse final!

    Que agonia!

  • Mayara Godoy disse:

    O quê?! Você fez todo esse suspense e ainda não concluiu a história?? Assim eu vou surtar! hahahahaha

  • Diogo Batalha (author) disse:

    O que? Sério? Achavam que ia acabar assim tão fácil?

  • pah disse:

    Estou esperando ansiosa pra saber o resto dessa história!!! =P

  • Diário de Casal » O dia em que perdi meu coração… (parte final) disse:

    […] tanta espera e ver minhas economias irem pro saco, tive que recomeçar a economizar tudo o que podia. Lá se vão os últimos três meses de contrato […]

  • Simone disse:

    Tá parecendo comédia romântica… rs

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