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	<title>Diário de Casal &#187; ausência</title>
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		<title>Diário de Casal &#187; ausência</title>
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		<title>Quando estar junto pressupõe estar longe</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Jun 2010 14:52:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mayara Godoy</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ficar longe da pessoa amada dói, mesmo que seja por um minuto, um dia, um mês&#8230; não importa o tempo, a saudade aperta, o coração parece bater mais triste. Porém, apesar de parecer padadoxal, muitas vezes ser companheiro significa estar longe da pessoa que amamos.
Porque o companheirismo não pressupõe apenas o contato físico, ficar grudadinhos, fazer tudo juntos. Sim, tudo isso é uma delícia. Mas, ser companheiro muitas vezes também quer dizer fazer sacrifícios pela pessoa amada — e pelo bem do casal. Um destes sacrifícios é ficar longe.
O companheirismo ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ficar longe da pessoa amada dói, mesmo que seja por um minuto, um dia, um mês&#8230; não importa o tempo, a saudade aperta, o coração parece <a href="http://www.diariodecasal.com.br/wp-content/uploads/2010/06/98162206.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-909" style="border: 0pt none;margin: 5px 8px" src="http://www.diariodecasal.com.br/wp-content/uploads/2010/06/98162206-300x239.jpg" alt="" width="300" height="239" /></a>bater mais triste. Porém, apesar de parecer padadoxal, muitas vezes ser companheiro significa estar longe da pessoa que amamos.</p>
<p>Porque o companheirismo não pressupõe apenas o contato físico, ficar grudadinhos, fazer tudo juntos. Sim, tudo isso é uma delícia. Mas, ser companheiro muitas vezes também quer dizer fazer sacrifícios pela pessoa amada — e pelo bem do casal. Um destes sacrifícios é ficar longe.</p>
<p>O companheirismo reside na compreensão de que o outro precisa de um tempo para botar a vida em ordem, resolver problemas de ordem prática, cumprir compromissos nos quais você pode não estar incluído(a). Ser companheiro significa, entre outras coisas, ser compreensivo quando o outro precisa trabalhar até mais tarde, quando precisa abrir mão daquele tempo com você no fim de semana em prol de um projeto importante, quando precisa de tempo para estudar.</p>
<p>Mas, também, ser companheiro é aceitar que o outro, mesmo te amando, não vive apenas para você, e também precisa de um tempo para os amigos, para a família, para o cachorro, para lavar o carro.</p>
<p>Acredite: por mais que pareça insuportável a &#8220;ausência&#8221; da pessoa amada em situações como estas, muitas vezes é esse tempo individual que garante o bom andamento do relacionamento. Não se trata aqui — só para deixar claro — de afirmar que é necessário fazer tudo separados, mas, sim, de demonstrar a importância de atitudes compreensivas como estas quando se tem uma vida a dois (seja ela no namoro ou no casamento).</p>
<p>Ambos os lados precisam fazer concessões de vez em quando. E, sem o seu apoio, com a sua relutância, sabendo que você ficou triste, o outro não terá o mesmo ânimo em se dedicar aos seus afazeres pessoais. E isso desgasta a relação. Não deixe que o egoísmo tome conta do seu relacionamento.  Quem ama quer o bem do outro, e às vezes o &#8220;bem&#8221; requer sacrifícios. Pense nisso ;)</p>
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<p><small>© Mayara Godoy no <a href="http://www.diariodecasal.com.br">Diário de Casal</a>, 2010. |
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Post tags: <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/ausencia/" rel="tag">ausência</a>, <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/compreensao/" rel="tag">compreensão</a>, <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/distancia/" rel="tag">distância</a>, <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/saudade/" rel="tag">saudade</a><br/>
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		<title>Da ausência da presença à presença do ausente</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Apr 2010 15:33:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ele / Ela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Especial]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Igor M.
O caro amigo leitor deste artículo, ao se deparar com a expressão que o intitula, logo deve se questionar: mas de que raios esse cara está falando? Um autor como Paulo Coelho, do alto de sua purificação mística, poderia muito bem escrever um livro inteiro sobre isso – sugeriria algo como “O Diário dos Paradoxos Mágicos e a Cura de Seus Malefícios Pelo Caminho de Compostela” – e este seria um best-seller mundialmente aclamado. Mas eu, na condição de reles mortal, prometo apenas me esforçar o suficiente para ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Igor M.</strong></em></p>
<p>O caro amigo leitor deste artículo, ao se deparar com a expressão que o intitula, logo deve se questionar: mas de que raios esse cara está falando? Um autor como Paulo Coelho, do alto de sua purificação mística, poderia muito bem escrever um livro inteiro sobre isso – sugeriria algo como “O Diário dos Paradoxos Mágicos e a Cura de Seus Malefícios Pelo Caminho de Compostela” – e este seria um best-seller mundialmente aclamado. Mas eu, na condição de reles mortal, prometo apenas me esforçar o suficiente para ser compreendido. Ademais, antecipo minhas desculpas se, no decorrer da leitura, o amigo vier a dar-se conta de que este cara aqui realmente não sabe de que raios está falando.</p>
<p>Muito bem. O que seria então, primeiramente, a ausência da presença? Peço alguns minutos de vossa preciosa atenção.</p>
<p>Se tratando de casais, os anos de vida me concedem alguma experiência além dos diversos relatos e boatos que já me caíram aos ouvidos. A coisa toda começa quase sempre da mesma forma, afinal conhecer um outro ser que te cative, como se este fosse mesmo o primeiro e o último, gera toda uma gama de sensações prazerosas. Estar envolvido, afetado ou apaixonado por alguém é uma daquelas coisas parcialmente indescritíveis e na maioria das vezes inexplicáveis; exceto para os cientistas que, periodicamente, garantem em suas pesquisas que isso tudo é culpa de uma combinação de dopaminas, ocitocinas e neurotrofinas. Inclusive, a última delas de que tive conhecimento se propunha a provar como as mulheres, frente uma seletividade genética em busca de compatibilidade, escolhia os seus parceiros pelo cheiro natural… Tá bom, né? Não me atrevo por em xeque nossa origem animal, não tenho bagagem suficiente pra isso. Mas se estivéssemos mesmo em tal estágio de evolução, ou por que não involução, então estaríamos procriando nossa espécie sem ao menos precisar trocar uma palavra sequer com nossos pretendentes, não saberíamos nem seus nomes; seríamos quase como os cães que farejam o aroma do cio no órgão genital alheio. Isso me soa no mínimo engraçado, mas há, aos meus olhos, uma quantidade quase infinita de outros fatores bem humanos que influenciam o começo de uma relação; não vou me deter ao mérito dessa questão, pois existem aqui posts mais legais do que o meu que falam sobre isso. O fato é que, estando os cientistas certos ou não, uma relação pode perdurar por anos a fio em uma paixão avassaladora, outras não lá tão apaixonadas assim, e algumas delas terminam ainda nas primeiras semanas. A tal da pouca experiência de vida citada ali em cima me diz que não existe uma regra, mas sim uma singularidade, uma especificidade em cada uma delas. Mas, também dito anteriormente, algumas situações são vivenciadas por nós de maneiras semelhantes, ainda que cada um sinta e conduza à sua maneira, e com o término de uma relação não há quem não sinta pela perda. Isso é quase sempre notável. Uma vez que acontece a ruptura, pelo menos uma das partes, senão as duas, deu um significado um tanto quanto especial para aquele acontecimento e este invariavelmente vai gerar algum mal estar. Agora, se pensarmos que aquele bem estar indescritível e inexplicável acontecia apenas porque estávamos na presença do outro ser cativante (e não do coquetel de proteínas e neurotransmissores), fica aqui explicado que esta é a ausência da presença. Creio que a maioria de nós já deve ter descoberto como é desagradável a sensação dessa experiência. </p>
<p align="center"><img src="http://www.diariodecasal.com.br/wp-content/uploads/2010/03/chuvanajanela.jpg" alt="Rain on Windows"><br />
<em>Rain on window &#8211; Crédito: <a href="http://www.flickr.com/photos/polselli/1397216189/" target="_blank">Adam Polselli</a></em></p>
<p>Pois, muito bem. A ausência da presença então é a não-presença do outro cativante, este que só pode ser cativante na presença do que foi cativado. Mas isso não é tudo, meu caro amigo tão solícito em vossa atenção.</p>
<p>Tendo ocorrido o distanciamento e todas as suas emoções decorrentes, vai demorar algum tempo até que aquela relação extinga-se por completo. Para exemplificar, peço licença para desconstruir aqui alguns conceitos de relação e de casal aos quais estamos mais acostumados. Isso porque estou convicto de que existem relações que vão sendo empurradas com a barriga por anos e anos, temperadas com a mais paralisante das monotonias, regadas pelo mais frio dos cinismos: isso pra mim não é um casal. Em contraponto, também existem aquelas que são fruto de emoções (não de cheiros) mais viscerais, permeadas por um sentimento simples, porém muito mais intenso, filho da verdadeira interação humana, e estas relações podem durar não mais que um mês, uma semana, ou mesmo uma única noite. Alguma coisa qualquer que seja desta forma, tal qual este sentimento, tão gigantesco em sua força e veracidade, não pode ser meramente negligenciado ou posto de lado. A não ser que a pessoa entre em uma negação veemente da realidade e desenvolva uma boa psicose em um mundo alternativo, não conheço nenhum outro mecanismo de defesa que seja suficientemente capaz de passar por cima deste titã. A partir do momento que o afeto está ligado ao “objeto” de seu desejo, dificilmente ele vai ser integralmente deslocado para outro ou ainda sublimado, pois o que está feito, está feito, e não há resignificação no mundo que mude os fatos do passado. Sendo assim, na condição de neuróticos saudáveis, o melhor que temos a fazer é admitir, reconhecer que este alguém ainda existe em nossos pensamentos, em nossos corações e de certa forma atua quase que diretamente em nossas vidas. Percebemos então que, ainda que a relação corporal não mais exista, estamos diante de um laço afetivo muito maior do que um arrepio causado por um toque sutil atrás da orelha. A pessoa não está mais presente, mas há uma relação com aquilo que dela ainda existe dentro de você, há um relacionamento, há algo em seu interior mais íntimo que foi cativado e é com este sentimento, esta imagem, que você estará lidando. Assim é como nós vivenciamos, finalmente, a presença do ausente. </p>
<p>Por mais que isso soe como um absurdo, é assim mesmo que acontece. Podem passar todas as fases emocionais de elaboração e todos os ciclos bioquímicos do cérebro, se o que aconteceu foi vivenciado, experimentado e significado como algo já descrito nos moldes anteriores (cativante, prazeroso, indescritível, inexplicável, fruto de emoções viscerais, de afeto intenso, verdadeiro), é quase certo de que a presença dessa pessoa ausente te acompanhará pelo restante de seus dias, sendo lembrada na maior parte dos melhores e piores momentos de sua vida, ainda que ambos tenham ficado juntos apenas por alguns instantes. Você estará ali numa tarde, fumando o seu cigarro e tomando o seu café em frente a janela do seu quarto, olhando e divagando sobre como as gotas de uma estranha chuva de outono formam linhas engraçadas nos vidros dela e, quando menos esperar, de súbito aquela lembrança inundará seus pensamentos, sua mente, e em questão de segundos ela é tudo sobre o que você pode pensar. Longe, distante, ainda que ausente, aquela pessoa estará sempre presente de uma forma quase palpável.<br />
Os românticos chamariam isso de amor à primeira vista (e pasmem, alguns cientistas também se dizem capazes de provar isso sob o viés experimental), mas eu chamo apenas de um sentimento verdadeiro, único em sua singularidade, como um valioso diamante resultante da lapidação de várias emoções. Um determinado cineasta diria que não há quase nada comparável à oportunidade de conhecer alguém que possa ser lembrado por toda uma vida. Bem, justamente por não entender a maioria dos paradoxos que surgem em meio esses pensamentos confusos, me pergunto se haveria uma tal vivência, tão bela e majestosa, reluzente como um diamante, que possa ser ao mesmo tempo tão cruel e obscura, tal como um predador que mata e come a cria de outrem sem o menor pudor ou ressentimento.</p>
<p>Caro amigo e paciente leitor, acredite quando digo: este pode ser o melhor e o pior da vida a dois.</p>
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<p><small>© Ele / Ela no <a href="http://www.diariodecasal.com.br">Diário de Casal</a>, 2010. |
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