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	<title>Diário de Casal &#187; diario</title>
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		<title>Da ausência da presença à presença do ausente</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Apr 2010 15:33:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ele / Ela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Igor M.
O caro amigo leitor deste artículo, ao se deparar com a expressão que o intitula, logo deve se questionar: mas de que raios esse cara está falando? Um autor como Paulo Coelho, do alto de sua purificação mística, poderia muito bem escrever um livro inteiro sobre isso – sugeriria algo como “O Diário dos Paradoxos Mágicos e a Cura de Seus Malefícios Pelo Caminho de Compostela” – e este seria um best-seller mundialmente aclamado. Mas eu, na condição de reles mortal, prometo apenas me esforçar o suficiente para ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Igor M.</strong></em></p>
<p>O caro amigo leitor deste artículo, ao se deparar com a expressão que o intitula, logo deve se questionar: mas de que raios esse cara está falando? Um autor como Paulo Coelho, do alto de sua purificação mística, poderia muito bem escrever um livro inteiro sobre isso – sugeriria algo como “O Diário dos Paradoxos Mágicos e a Cura de Seus Malefícios Pelo Caminho de Compostela” – e este seria um best-seller mundialmente aclamado. Mas eu, na condição de reles mortal, prometo apenas me esforçar o suficiente para ser compreendido. Ademais, antecipo minhas desculpas se, no decorrer da leitura, o amigo vier a dar-se conta de que este cara aqui realmente não sabe de que raios está falando.</p>
<p>Muito bem. O que seria então, primeiramente, a ausência da presença? Peço alguns minutos de vossa preciosa atenção.</p>
<p>Se tratando de casais, os anos de vida me concedem alguma experiência além dos diversos relatos e boatos que já me caíram aos ouvidos. A coisa toda começa quase sempre da mesma forma, afinal conhecer um outro ser que te cative, como se este fosse mesmo o primeiro e o último, gera toda uma gama de sensações prazerosas. Estar envolvido, afetado ou apaixonado por alguém é uma daquelas coisas parcialmente indescritíveis e na maioria das vezes inexplicáveis; exceto para os cientistas que, periodicamente, garantem em suas pesquisas que isso tudo é culpa de uma combinação de dopaminas, ocitocinas e neurotrofinas. Inclusive, a última delas de que tive conhecimento se propunha a provar como as mulheres, frente uma seletividade genética em busca de compatibilidade, escolhia os seus parceiros pelo cheiro natural… Tá bom, né? Não me atrevo por em xeque nossa origem animal, não tenho bagagem suficiente pra isso. Mas se estivéssemos mesmo em tal estágio de evolução, ou por que não involução, então estaríamos procriando nossa espécie sem ao menos precisar trocar uma palavra sequer com nossos pretendentes, não saberíamos nem seus nomes; seríamos quase como os cães que farejam o aroma do cio no órgão genital alheio. Isso me soa no mínimo engraçado, mas há, aos meus olhos, uma quantidade quase infinita de outros fatores bem humanos que influenciam o começo de uma relação; não vou me deter ao mérito dessa questão, pois existem aqui posts mais legais do que o meu que falam sobre isso. O fato é que, estando os cientistas certos ou não, uma relação pode perdurar por anos a fio em uma paixão avassaladora, outras não lá tão apaixonadas assim, e algumas delas terminam ainda nas primeiras semanas. A tal da pouca experiência de vida citada ali em cima me diz que não existe uma regra, mas sim uma singularidade, uma especificidade em cada uma delas. Mas, também dito anteriormente, algumas situações são vivenciadas por nós de maneiras semelhantes, ainda que cada um sinta e conduza à sua maneira, e com o término de uma relação não há quem não sinta pela perda. Isso é quase sempre notável. Uma vez que acontece a ruptura, pelo menos uma das partes, senão as duas, deu um significado um tanto quanto especial para aquele acontecimento e este invariavelmente vai gerar algum mal estar. Agora, se pensarmos que aquele bem estar indescritível e inexplicável acontecia apenas porque estávamos na presença do outro ser cativante (e não do coquetel de proteínas e neurotransmissores), fica aqui explicado que esta é a ausência da presença. Creio que a maioria de nós já deve ter descoberto como é desagradável a sensação dessa experiência. </p>
<p align="center"><img src="http://www.diariodecasal.com.br/wp-content/uploads/2010/03/chuvanajanela.jpg" alt="Rain on Windows"><br />
<em>Rain on window &#8211; Crédito: <a href="http://www.flickr.com/photos/polselli/1397216189/" target="_blank">Adam Polselli</a></em></p>
<p>Pois, muito bem. A ausência da presença então é a não-presença do outro cativante, este que só pode ser cativante na presença do que foi cativado. Mas isso não é tudo, meu caro amigo tão solícito em vossa atenção.</p>
<p>Tendo ocorrido o distanciamento e todas as suas emoções decorrentes, vai demorar algum tempo até que aquela relação extinga-se por completo. Para exemplificar, peço licença para desconstruir aqui alguns conceitos de relação e de casal aos quais estamos mais acostumados. Isso porque estou convicto de que existem relações que vão sendo empurradas com a barriga por anos e anos, temperadas com a mais paralisante das monotonias, regadas pelo mais frio dos cinismos: isso pra mim não é um casal. Em contraponto, também existem aquelas que são fruto de emoções (não de cheiros) mais viscerais, permeadas por um sentimento simples, porém muito mais intenso, filho da verdadeira interação humana, e estas relações podem durar não mais que um mês, uma semana, ou mesmo uma única noite. Alguma coisa qualquer que seja desta forma, tal qual este sentimento, tão gigantesco em sua força e veracidade, não pode ser meramente negligenciado ou posto de lado. A não ser que a pessoa entre em uma negação veemente da realidade e desenvolva uma boa psicose em um mundo alternativo, não conheço nenhum outro mecanismo de defesa que seja suficientemente capaz de passar por cima deste titã. A partir do momento que o afeto está ligado ao “objeto” de seu desejo, dificilmente ele vai ser integralmente deslocado para outro ou ainda sublimado, pois o que está feito, está feito, e não há resignificação no mundo que mude os fatos do passado. Sendo assim, na condição de neuróticos saudáveis, o melhor que temos a fazer é admitir, reconhecer que este alguém ainda existe em nossos pensamentos, em nossos corações e de certa forma atua quase que diretamente em nossas vidas. Percebemos então que, ainda que a relação corporal não mais exista, estamos diante de um laço afetivo muito maior do que um arrepio causado por um toque sutil atrás da orelha. A pessoa não está mais presente, mas há uma relação com aquilo que dela ainda existe dentro de você, há um relacionamento, há algo em seu interior mais íntimo que foi cativado e é com este sentimento, esta imagem, que você estará lidando. Assim é como nós vivenciamos, finalmente, a presença do ausente. </p>
<p>Por mais que isso soe como um absurdo, é assim mesmo que acontece. Podem passar todas as fases emocionais de elaboração e todos os ciclos bioquímicos do cérebro, se o que aconteceu foi vivenciado, experimentado e significado como algo já descrito nos moldes anteriores (cativante, prazeroso, indescritível, inexplicável, fruto de emoções viscerais, de afeto intenso, verdadeiro), é quase certo de que a presença dessa pessoa ausente te acompanhará pelo restante de seus dias, sendo lembrada na maior parte dos melhores e piores momentos de sua vida, ainda que ambos tenham ficado juntos apenas por alguns instantes. Você estará ali numa tarde, fumando o seu cigarro e tomando o seu café em frente a janela do seu quarto, olhando e divagando sobre como as gotas de uma estranha chuva de outono formam linhas engraçadas nos vidros dela e, quando menos esperar, de súbito aquela lembrança inundará seus pensamentos, sua mente, e em questão de segundos ela é tudo sobre o que você pode pensar. Longe, distante, ainda que ausente, aquela pessoa estará sempre presente de uma forma quase palpável.<br />
Os românticos chamariam isso de amor à primeira vista (e pasmem, alguns cientistas também se dizem capazes de provar isso sob o viés experimental), mas eu chamo apenas de um sentimento verdadeiro, único em sua singularidade, como um valioso diamante resultante da lapidação de várias emoções. Um determinado cineasta diria que não há quase nada comparável à oportunidade de conhecer alguém que possa ser lembrado por toda uma vida. Bem, justamente por não entender a maioria dos paradoxos que surgem em meio esses pensamentos confusos, me pergunto se haveria uma tal vivência, tão bela e majestosa, reluzente como um diamante, que possa ser ao mesmo tempo tão cruel e obscura, tal como um predador que mata e come a cria de outrem sem o menor pudor ou ressentimento.</p>
<p>Caro amigo e paciente leitor, acredite quando digo: este pode ser o melhor e o pior da vida a dois.</p>
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<p><small>© Ele / Ela no <a href="http://www.diariodecasal.com.br">Diário de Casal</a>, 2010. |
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		<title>Diário de Casal v2: Mais colaborativo, mais constante!</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 03:41:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael R</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Amigos, aproveitando essa categoria de posts onde podemos jogar limpo e contar a vocês as reais intenções, inspirações e sensações desse blog, apresento a vocês o Diário de Casal versão 2.

Amigos do feed, cliquem aqui pra ver a novidade!
Depois de quase 2 semanas em que ocorreram trocas de emails frenéticas entre os colaboradores, algumas coisas ficaram decididas. Durante essa nova fase do DdC, algumas coisas irão mudar pra melhor, outras ficarão mais fáceis, e se der tudo certo todo mundo vai sair ganhando um pouco. Podemos resumir as mudanças que ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amigos, aproveitando essa categoria de posts onde podemos jogar limpo e contar a vocês as reais intenções, inspirações e sensações desse blog, apresento a vocês o <strong>Diário de Casal versão 2</strong>.</p>
<p align="center"><img src="http://www.diariodecasal.com.br/wp-content/uploads/2010/03/ddcv2.jpg" alt="Diário de Casal v2" /><br />
<em>Amigos do feed, <a href="http://www.diariodecasal.com.br">cliquem aqui</a> pra ver a novidade!</em></p>
<p>Depois de quase 2 semanas em que ocorreram trocas de emails frenéticas entre os colaboradores, algumas coisas ficaram decididas. Durante essa nova fase do <strong>DdC</strong>, algumas coisas irão mudar pra melhor, outras ficarão mais fáceis, e se der tudo certo todo mundo vai sair ganhando um pouco. Podemos resumir as mudanças que virão da seguinte maneira:</p>
<p><strong>1. Colaboração</strong></p>
<p>A partir de agora, faremos desse blog um meio de comunicação de duas vias: A gente fala e vocês escutam, vocês falam e nós escutamos. Nossa caixa de emails está aberta desde já (contato@diariodecasal.com.br), e esperamos que vocês se sintam a vontade pra falar conosco sobre o que quiserem. Se tiver uma sugestão de post, se quiser opinar sobre alguma coisa, se quiser participar enviando uma crônica, uma história, um conto&#8230; enfim, estamos realmente contando com vocês pra fazermos deste um espaço muito mais democrático e divertido.</p>
<p><strong>2. Design</strong></p>
<p>O laranja e verde original do blog já estavam cansativos demais pra nós, acreditamos que pra vocês também. Um logotipo novo era necessário também. Aproveitamos a onda e depois de dias (meses?) tentando, achamos um formato que poderia ser adequado a essa nova realidade do DdC. Convido os amigos do feed a visitarem a home e ver o que acham. E todos os envolvidos a deixarem suas impressões, nossa equipe de criação está ansiosa para ler opiniões dos principais interessados.</p>
<p><strong>3. Atualizações</strong></p>
<p>Agora, temos uma agenda oficial interna. Com ela, esperamos manter o blog atualizado constantemente, resolvendo uma das reclamações de vocês. Unindo isso com o ponto 1 desse post, vocês poderão ter certeza de que de agora em diante aquilo que vocês querem ler vai estar nessas páginas o mais rápido possível.</p>
<p><strong>4. Conteúdo</strong></p>
<p>Eu estou, aos poucos, tentando fazer com que os amigos colaboradores tirem de suas caixas pessoas pequenas histórias para compartilhar conosco. Acho que no fundo é bem mais legal quando você sente que tem alguma &#8220;intimidade&#8221; com quem lê. Eles estão resistindo, mas aos poucos a gente vai chegar lá. Afinal, as vezes acontece algumas coisas conosco e ficamos aqui pensando &#8220;Ué, será que é só comigo que isso acontece?&#8221; mas que depois de ler algo parecido você acaba até encontrando conforto.</p>
<p>Agora, queremos saber de suas impressões e opiniões. Afinal de contas, todas as mudanças aqui são para vocês. E esperamos de verdade que curtam todas elas.</p>
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<p><small>© Rafael R no <a href="http://www.diariodecasal.com.br">Diário de Casal</a>, 2010. |
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</small></p>]]></content:encoded>
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		<title>O dia em que perdi meu coração&#8230; (parte 2)</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 00:06:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Batalha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Após sete meses de tentativas para conhecer aquela menina, que, se me perguntassem, eu diria ser um anjo desasado, lá estava eu, com a janela dela aberta em meu MSN. A primeira conversa foi breve e bastante sem jeito. Ela foi bem receptiva e me tratou super bem (mesmo sem ter ideia dos sete meses de espera e da promessa maluca que eu tinha feito).
A partir daí fomos nos falando bastante e, por ironia do destino (ou não) nos entendíamos mais do que Batman e Robin, Zezé di Camargo e ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/o-dia-em-que-perdi-meu-coracao-parte-1/">Após sete meses de tentativas </a>para conhecer aquela menina, que, se me perguntassem, eu diria ser um anjo desasado, lá estava eu, com a janela dela aberta em meu MSN. A primeira conversa foi breve e bastante sem jeito. Ela foi bem receptiva e me tratou super bem (mesmo sem ter ideia dos sete meses de espera e da promessa maluca que eu tinha feito).</p>
<p>A partir daí fomos nos falando bastante e, por ironia do destino (ou não) nos entendíamos mais do que Batman e Robin, Zezé di Camargo e Luciano, Rosa e Rosinha, ou qualquer um desses casais famosos que a gente vê pela mídia. O que não facilitava em nada a minha situação. Lá estava eu, falando com a garota mais adorável do mundo e não podia dizer para ela o que eu sentia por causa de uma promessa idiota.</p>
<p>Tirando a promessa de &#8220;nunca mais bebo na minha vida&#8221;, geralmente eu costumo cumprir as que faço. Tem algo a ver com a babaquice de &#8220;questão de honra&#8221; que os japoneses tanto prezam e eu apoio. E eu cumpri a minha promessa&#8230; quase. Mas, ora bolas, eu esperei sete meses para receber seu MSN e mais sete me segurando tanto quanto alguém de bexiga cheia pode se segurar antes de fazer xixi nas calças na fila da porta do banheiro (acho que já perceberam que eu adoro analogias, não é?). Daria para nascer dois bebês prematuros nesse intervalo de tempo, então já era hora de quebrar a promessa e parar de evitar o inevitável. O prazo que eu tinha prometido era de 1 ano. Resisti mais sete meses, desde que a conheci, até o dia do aniversário dela, em que eu perguntei &#8220;Quer namorar comigo?&#8221;, mesmo sem nunca tê-la visto, mas sabendo que isso era questão de tempo.</p>
<p>SIM!&#8230; ela disse SIM!</p>
<p>*Favor inserir imagem de fogos estourando num céu noturno aqui*</p>
<p>Tá. E agora? Bem, agora corre até aqueles pampas gaudérios e vai beijar a menina, rapaz! (O que? Sério? Achavam que ia acabar assim tão fácil?)</p>
<p>Infelizmente, quando ela me disse o &#8220;sim&#8221; mais primoroso que eu já havia ouvido alguém dizer, eu era um reles estudante de Publicidade que nunca tinha sequer estagiado de verdade. Como diabos eu ia fazer para atravessar meio país para ver a minha musa?</p>
<p>Mas sabem como é, não é? O sábio Nelson Rodrigues dizia que “todos precisamos de um pouco de sorte, pois, sem ela, não tomamos nem um Chicabon. Pode-se engasgar com o palito ou ser atropelado pela carrocinha de sorvete.”</p>
<p>Há meses eu havia me inscrito para estágio na Petrobrás (te amo, governo) e nunca tinha recebido sequer um &#8220;oi&#8221;. Até que numa tarde me ligaram para uma entrevista no setor de Publicidade de lá. E sim, eu consegui o estágio (meus olhinhos são irresistíveis e tal). Estava agora, apto a pagar uma passagem de avião até lá e beijar a menina, finalmente.</p>
<p>(O que? Sério? Achavam que ia acabar assim tão fácil?)</p>
<p>Meus primeiros pagamentos foram devidamente economizados e, em seguida, devidamente surrupiados pela minha mãe. Sim, ela precisava de algum e eu era o único apto a emprestar. Após três meses de Petrobrás, eu tinha voltado à estaca zero (Literalmente. Esse era o valor do saldo da minha conta). E o pior, meu contrato de estágio estava em iminência de terminar. Fazia exatos um ano e cinco meses entre eu ver a foto dela pela primeira vez, pedi-la em namoro, conseguir dinheiro para ir vê-la e ficar sem todo esse dinheiro.</p>
<p>Mas, ei! Como eu disse no começo do outro post, “essa é uma história de amor. Ela fala sobre ter, dar, compartilhar, receber e ter paciência.” E como diz Coríntios 13, versículo 7:</p>
<p><em>O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta&#8230;</em></p>
<p>Nem que eu tivesse que atravessar 1500 km a pé, eu deixaria de ver aquela guria&#8230;</p>
<p>(continua)</p>
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<p><small>© Diogo Batalha no <a href="http://www.diariodecasal.com.br">Diário de Casal</a>, 2010. |
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		<title>O dia em que perdi meu coração&#8230; (parte 1)</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 19:56:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Batalha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No meu primeiro texto aqui no Diário de Casal, nada mais justo do que eu contar para vocês o dia em que me acasalei (da definição “reunir-se em casal”, não “procriar”. Isso fica para depois).
Devo previnir-lhes que essa história é um tanto quanto diferente (e longa, por isso dividirei em duas partes). Não daria nenhum filme de romance, há quem ache ela fofa, há quem ache doideira e há quem não ache nada. Mas, antes de tudo, é uma história de amor. Ela fala sobre ter, dar, compartilhar, receber e ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No meu primeiro texto aqui no Diário de Casal, nada mais justo do que eu contar para vocês o dia em que me acasalei (da definição “reunir-se em casal”, não “procriar”. Isso fica para depois).</p>
<p>Devo previnir-lhes que essa história é um tanto quanto diferente (e longa, por isso dividirei em duas partes). Não daria nenhum filme de romance, há quem ache ela fofa, há quem ache doideira e há quem não ache nada. Mas, antes de tudo, é uma história de amor. Ela fala sobre ter, dar, compartilhar, receber e ter paciência.</p>
<p>Começando pelo começo. A primeira vez que vi minha namorada eu estava no msn, teclando com uma amiga minha. Ela falava de forma empolgada do namoro dela com um menino do Rio Grande do Sul (eu e ela, minha amiga, moravamos no RJ nessa época) e começou a me mostrar fotos da última viagem que fez até o RS para vê-lo. E lá, no meio daquelas fotos meio bobas, estava ela. A menina mais bonita que eu jamais tinha visto na vida. Se eu fosse tentar descrever como eu me senti ao ver aquela foto, eu usaria um textículo do Shakespeare (vejam bem, textículo com X. O com S eu nunca vi) que diz:</p>
<p><em> </em></p>
<p><em>Se eu pudesse descrever a beleza dos teus olhos<br />
e com novos números enumerar as tuas graças,<br />
as eras vindouras iriam dizer:</em></p>
<p><em>&#8220;Este poeta mente!<br />
toques assim celestiais, nunca tocaram rostos mortais.&#8221;</em></p>
<p>Implorei para minha amiga me apresentar àquela garota (que era cunhada dela, na ocasião). Para minha tristeza tomei um retumbante “não”, justificado por ela pelos seguinte motivos:</p>
<p>1-     O namorado dela tinha ciúmes grande das irmãs e isso poderia trazer problemas para ela (minha amiga, não a irmã dele).</p>
<p>2-     A menina em questão era nada menos que oito anos mais nova do que eu.(Não parecia. Juro!)</p>
<p>Sim, senhoras e senhores. Meu primeiro amor-à-primeira-vista estava fadado a se tornar amor platônico, por esses motivos. Sorte do amor que ele escolheu para flechar alguém cabeça-dura (que era, e ainda sou, eu).</p>
<p>Passei aproximadamente pouco mais de sete meses na cola dessa minha amiga implorando um “por favor, me apresente sua cunhada” e ouvindo seguidos “não”. Por sete meses. Foi a maior coleção de “nãos” que eu já ouvi, e sequer eram da garota, eram apenas da intermediária dela.</p>
<p>Até que um dia, quando ela já estava meio de saco-cheio e o namoro dela estava na eminência de ir para o saco (nunca tinha notado como os sacos foram fundamentais para o meu final feliz. Menos o do Shakespeare) recebi um “sim”, sobre uma condição:</p>
<p>“Você não pode namorar com ela, porque ela é muito nova. Tem que esperar um ano ou dois, até ela ficar mais velha”.</p>
<p>E pra alegria geral da nação do hospício, eu fiz essa loucura e aceitei a condição. Como prêmio, ganhei o endereço do MSN daquela menina , que morava no RS e eu vi apenas através de uma fotografia 7 meses atrás.</p>
<p>Agora viria a parte de verdade, que começou após a janelinha dela subir e eu receber um “oi”. Eu tinha dois anos de espera até poder pedi-la em namoro&#8230;</p>
<p>(continua)</p>
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<p><small>© Diogo Batalha no <a href="http://www.diariodecasal.com.br">Diário de Casal</a>, 2010. |
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