<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd"
xmlns:rawvoice="http://www.rawvoice.com/rawvoiceRssModule/"
>

<channel>
	<title>Diário de Casal &#187; dois</title>
	<atom:link href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/dois/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.diariodecasal.com.br</link>
	<description>O melhor e o pior da vida a dois</description>
	<lastBuildDate>Wed, 08 Feb 2012 11:51:22 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
<!-- podcast_generator="Blubrry PowerPress/2.0.4" -->
	<itunes:summary>O melhor e o pior da vida a dois</itunes:summary>
	<itunes:author>Diário de Casal</itunes:author>
	<itunes:explicit>no</itunes:explicit>
	<itunes:image href="http://www.diariodecasal.com.br/wp-content/plugins/powerpress/itunes_default.jpg" />
	<itunes:subtitle>O melhor e o pior da vida a dois</itunes:subtitle>
	<image>
		<title>Diário de Casal &#187; dois</title>
		<url>http://www.diariodecasal.com.br/wp-content/plugins/powerpress/rss_default.jpg</url>
		<link>http://www.diariodecasal.com.br</link>
	</image>
		<item>
		<title>Aqueça seu inverno em Minas Gerais</title>
		<link>http://www.diariodecasal.com.br/posts/aquea-seu-inverno-em-minas-gerais/</link>
		<comments>http://www.diariodecasal.com.br/posts/aquea-seu-inverno-em-minas-gerais/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 26 Jun 2010 18:13:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael R</dc:creator>
				<category><![CDATA[Publicidade]]></category>
		<category><![CDATA[casal]]></category>
		<category><![CDATA[dois]]></category>
		<category><![CDATA[frio]]></category>
		<category><![CDATA[inverno]]></category>
		<category><![CDATA[minas gerais]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>
		<category><![CDATA[viagem]]></category>
		<category><![CDATA[viaje]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.diariodecasal.com.br/?p=1037</guid>
		<description><![CDATA[A temporada de inverno começou oficialmente e baixas temperaturas lembram caldos, festivais, fondues, cobertor, montanha e&#8230; Minas Gerais, claro! Há programas mais tranquilos em pousadas nas montanhas, mais animados em festivais de inverno, mais naturais em vários parques ecológicos, dentre outras opções para esquentar o inverno dos viajantes. Se você tava sem idéias para uma viagem gostosa a dois, essa pode ser a sua solução.     
 
Os festivais de inverno mineiros já são bastante conhecidos, como o Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana que ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="left">A temporada de inverno começou oficialmente e baixas temperaturas lembram caldos, festivais, fondues, cobertor, montanha e&#8230; <b>Minas Gerais</b>, claro! Há programas mais tranquilos em pousadas nas montanhas, mais animados em festivais de inverno, mais naturais em vários parques ecológicos, dentre outras opções para esquentar o inverno dos viajantes. Se você tava sem idéias para uma viagem gostosa a dois, essa pode ser a sua solução.     </p>
<p> <img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="minasturismo" border="0" alt="minasturismo" src="http://www.diariodecasal.com.br/wp-content/uploads/2010/06/minasturismo.jpg" width="520" height="322" />
<p align="left">Os festivais de inverno mineiros já são bastante conhecidos, como o Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana que acontece entre os dias 08 e 25 de julho. As atividades vão desde música a artes visuais, passando por literatura, artes cênicas e artes plásticas. Para aquecer os visitantes, shows de Alceu Valença, Chico Cesar e Gabriel O Pensador. Em Diamantina, o festival será do dia 20 a 29 de julho com programação diversificada, com várias oficinas e destaque para as palestras com o ator Paulo José e com Arnaldo Antunes.     </p>
<p> <img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="mariana" border="0" alt="mariana" src="http://www.diariodecasal.com.br/wp-content/uploads/2010/06/mariana1.jpg" width="504" height="337" />
<p align="center">&#160;<em>Mariana &#8211; Praça Minas Gerais &#8211; igrejas São Francisco e do Carmo (</em><em>Fonte</em><em>)</em></a> </p>
<p align="left">O sul de Minas oferece o clima ideal para quem quer um inverno com estilo europeu. A cidade de Maria da Fé já atingiu esse ano -4°C no termômetro, prometendo um inverno rigoroso. Por ser um destino bastante procurado, a cidade passou a organizar o Festival de Inverno, Artesanato &amp; Design. Em 2010 o evento será de 15 a 18 de julho com apresentações culturais variadas. Outras cidades do sul de Minas Gerais também são ótimos destinos, como Passa Quatro, Itamonte e Monte Verde, sendo a última eleita pelo site viajeaqui.com e pela revista Quatro Rodas como melhor roteiro de inverno em 2008 e 2009. Imperdível.    </p>
<p> <img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="mariadafe" border="0" alt="Maria da Fé" src="http://www.diariodecasal.com.br/wp-content/uploads/2010/06/mariadafe1.jpg" width="504" height="338" />
<p align="center"><em>Maria da Fe &#8211; Epamig &#8211; Acervo Projeto Roteiros Turisticos (Fonte)</em></p>
<p align="left">Se o seu negócio são os programas mais naturais, os parques ecológicos estão aí para você. Pico da Bandeira, Serra do Rola Moça e Serra do Cipó são apenas algumas das possibilidades. O Pico da Bandeira tem 2.892 metros de altura e é o terceiro mais alto do país. Com uma infraestrutura bacana e acesso facilitado e trilhas sinalizadas, o local é um dos destaques para aproveitar as baixas temperaturas no estado.    </p>
<p>Ficou em dúvida de qual destino conhecer neste inverno? Conheça então o <b>Tourist Analizator</b> e saiba qual seu perfil de turista através dos dados de seu Twitter. Tem o Zen, o Antenado, Rural, Natureba e Boêmio. Você também pode convidar os amigos para a brincadeira e conhecer pessoas com o mesmo perfil.</p>
<p align="left">Para complementar o planejamento de viagem pelo estado, acesse o <b>Wikiminas</b>. Com o princípio colaborativo do Wikipedia, a ferramenta permite que os viajantes incluam dicas sobre cidades conhecidas, troquem experiências e obtenham informações turísticas sobre o estado. </p>
<p align="left">Há programação para todo tipo e gosto. Pode vir quente que o inverno em Minas está fervendo.    </p>
<p><img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="artigo-patrocinado" border="0" alt="artigo-patrocinado" src="http://www.diariodecasal.com.br/wp-content/uploads/2010/06/artigopatrocinado1.gif" width="248" height="49" /></p>
<!-- boo-widget start -->
          <script type="text/javascript">
            bb_keywords = "viaje";
            bb_bid  = "669";
            bb_lang = "pt-BR";
            bb_name = "custom";bb_limit = "8";bb_format = "bbb";
          </script>
          <script type="text/javascript" src="http://widgets.boo-box.com/javascripts/embed.js"></script>
          <!-- boo-widget end --><hr />
<p><small>© Rafael R no <a href="http://www.diariodecasal.com.br">Diário de Casal</a>, 2010. |
<a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/aquea-seu-inverno-em-minas-gerais/">Permalink</a> |
<a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/aquea-seu-inverno-em-minas-gerais/#comments">Sem comentários</a> |
Post tags: <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/casal/" rel="tag">casal</a>, <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/dois/" rel="tag">dois</a>, <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/frio/" rel="tag">frio</a>, <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/inverno/" rel="tag">inverno</a>, <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/minas-gerais/" rel="tag">minas gerais</a>, <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/romance/" rel="tag">romance</a>, <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/viagem/" rel="tag">viagem</a>, <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/viaje/" rel="tag">viaje</a><br/>
</small></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.diariodecasal.com.br/posts/aquea-seu-inverno-em-minas-gerais/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Somos feitos da matéria dos sonhos (ou “Cama de solteiro para dois”)</title>
		<link>http://www.diariodecasal.com.br/posts/somos-feitos-da-materia-dos-sonhos-ou-cama-de-solteiro-para-dois/</link>
		<comments>http://www.diariodecasal.com.br/posts/somos-feitos-da-materia-dos-sonhos-ou-cama-de-solteiro-para-dois/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 29 Apr 2010 11:25:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thaise Pregnolatto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[brava]]></category>
		<category><![CDATA[cama]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[dois]]></category>
		<category><![CDATA[matéria]]></category>
		<category><![CDATA[solteiro]]></category>
		<category><![CDATA[sonhos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.diariodecasal.com.br/?p=654</guid>
		<description><![CDATA[“Somos feitos da matéria dos sonhos” – já disse Shakespeare.
O que é sonho? O que é real? Qual o limite entre a realidade e a ficção? Do que somos feitos?
Como que por ironia do destino, essas questões virão à sua cabeça – ou pelo menos à minhas, como boa neurótica que sou – durante a noite, mandando embora todos os doces sonhos que deveriam descansar a mente.
Filosofia barata de madrugada que alimenta uma noite de insônia? Tudo bem, a ocorrência não é tão freqüente a ponto de gerar uma crise ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><img src="http://www.diariodecasal.com.br/wp-content/uploads/2010/04/brava.jpg" alt="brava"></p>
<p>“Somos feitos da matéria dos sonhos” – já disse Shakespeare.<br />
O que é sonho? O que é real? Qual o limite entre a realidade e a ficção? Do que somos feitos?<br />
Como que por ironia do destino, essas questões virão à sua cabeça – ou pelo menos à minhas, como boa neurótica que sou – durante a noite, mandando embora todos os doces sonhos que deveriam descansar a mente.<br />
Filosofia barata de madrugada que alimenta uma noite de insônia? Tudo bem, a ocorrência não é tão freqüente a ponto de gerar uma crise existencial ou comprar Maracugina.<br />
Não era. Na primeira noite de insônia dividindo com meu amor sua cama de solteiro, a única filosofia que alimentava minha alma era simplesmente não entender que tipo de desamor faria com que duas pessoas dormissem juntas em uma cama de solteiro.<br />
Não havia espaço para a filosofia. Não havia espaço para um corpo que dormia e um que PRECISAVA girar e rolar e revirar. Não havia espaço para mim.<br />
Resolvi olhá-lo. Admito, na esperança de que meu olhar o acordaria e ficaríamos conversando a noite toda, até que eu caísse no sono, sob os cuidados e os carinhos dele.<br />
Nada. Uma da manhã. Ele dormia ainda. De boca aberta. O sono dos justos. Injusto. Vou ao banheiro. Faço um leve (juro!) movimento para levantar e&#8230;<br />
-O que você vai fazer? Onde pensa que vai?<br />
OBA! ELE ACORDOU!<br />
Antes que eu tivesse tempo de articular as palavras e pronunciar o primeiro fonema, ele se aninhou e até (juro de novo!) começou a roncar.<br />
Volto do banheiro. O infeliz meu amor dorme como uma criança e eu nem posso reclamar: ocupando  de maneira tão meticulosa que só um engenheiro conseguiria, ele tem exatamente 50% do leito.<br />
-Vem aqui para eu te abraçar! Deita aqui&#8230;<br />
-NÃAAAAAO! EU QUERO VIRAR, ROLAR, GIRAR, CHUTAR O COBERTOR, ACORDAR DE PONTA CABEÇA! – é o que eu tenho vontade de gritar, entre outras coisitchas mais.<br />
Mas não grito. Viro submissa e quase finjo dormir só para ganhar o colinho dele. AVONTADEDEVIRARÉTANTAQUEQUASEMEFALTAOAR. Mas o cheiro dele&#8230;hummm&#8230;o cheiro dele&#8230;<br />
Fico lá. Sem sono, sem sonhos, sem filosofia. Mas com ele.<br />
No dia seguinte, tenho que trabalhar bem cedinho. Ele não. Aliás, ele ainda está dormindo&#8230;<br />
Somos feitos da matéria dos sonhos. Ou da falta deles.<br />
Mas os sonhos que importam&#8230;esses sim sonhamos juntos!</p>
<!-- boo-widget start -->
          <script type="text/javascript">
            bb_keywords = "matéria";
            bb_bid  = "669";
            bb_lang = "pt-BR";
            bb_name = "custom";bb_limit = "8";bb_format = "bbb";
          </script>
          <script type="text/javascript" src="http://widgets.boo-box.com/javascripts/embed.js"></script>
          <!-- boo-widget end --><hr />
<p><small>© Thaise Pregnolatto no <a href="http://www.diariodecasal.com.br">Diário de Casal</a>, 2010. |
<a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/somos-feitos-da-materia-dos-sonhos-ou-cama-de-solteiro-para-dois/">Permalink</a> |
<a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/somos-feitos-da-materia-dos-sonhos-ou-cama-de-solteiro-para-dois/#comments">13 comentários</a> |
Post tags: <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/brava/" rel="tag">brava</a>, <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/cama/" rel="tag">cama</a>, <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/cronica/" rel="tag">crônica</a>, <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/dois/" rel="tag">dois</a>, <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/materia/" rel="tag">matéria</a>, <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/solteiro/" rel="tag">solteiro</a>, <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/sonhos/" rel="tag">sonhos</a><br/>
</small></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.diariodecasal.com.br/posts/somos-feitos-da-materia-dos-sonhos-ou-cama-de-solteiro-para-dois/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>13</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Da ausência da presença à presença do ausente</title>
		<link>http://www.diariodecasal.com.br/posts/da-ausencia-da-presenca-a-presenca-do-ausente/</link>
		<comments>http://www.diariodecasal.com.br/posts/da-ausencia-da-presenca-a-presenca-do-ausente/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 22 Apr 2010 15:33:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ele / Ela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Especial]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[ausência]]></category>
		<category><![CDATA[casal]]></category>
		<category><![CDATA[diario]]></category>
		<category><![CDATA[dois]]></category>
		<category><![CDATA[paradoxo]]></category>
		<category><![CDATA[presença]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.diariodecasal.com.br/?p=567</guid>
		<description><![CDATA[Por Igor M.
O caro amigo leitor deste artículo, ao se deparar com a expressão que o intitula, logo deve se questionar: mas de que raios esse cara está falando? Um autor como Paulo Coelho, do alto de sua purificação mística, poderia muito bem escrever um livro inteiro sobre isso – sugeriria algo como “O Diário dos Paradoxos Mágicos e a Cura de Seus Malefícios Pelo Caminho de Compostela” – e este seria um best-seller mundialmente aclamado. Mas eu, na condição de reles mortal, prometo apenas me esforçar o suficiente para ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Igor M.</strong></em></p>
<p>O caro amigo leitor deste artículo, ao se deparar com a expressão que o intitula, logo deve se questionar: mas de que raios esse cara está falando? Um autor como Paulo Coelho, do alto de sua purificação mística, poderia muito bem escrever um livro inteiro sobre isso – sugeriria algo como “O Diário dos Paradoxos Mágicos e a Cura de Seus Malefícios Pelo Caminho de Compostela” – e este seria um best-seller mundialmente aclamado. Mas eu, na condição de reles mortal, prometo apenas me esforçar o suficiente para ser compreendido. Ademais, antecipo minhas desculpas se, no decorrer da leitura, o amigo vier a dar-se conta de que este cara aqui realmente não sabe de que raios está falando.</p>
<p>Muito bem. O que seria então, primeiramente, a ausência da presença? Peço alguns minutos de vossa preciosa atenção.</p>
<p>Se tratando de casais, os anos de vida me concedem alguma experiência além dos diversos relatos e boatos que já me caíram aos ouvidos. A coisa toda começa quase sempre da mesma forma, afinal conhecer um outro ser que te cative, como se este fosse mesmo o primeiro e o último, gera toda uma gama de sensações prazerosas. Estar envolvido, afetado ou apaixonado por alguém é uma daquelas coisas parcialmente indescritíveis e na maioria das vezes inexplicáveis; exceto para os cientistas que, periodicamente, garantem em suas pesquisas que isso tudo é culpa de uma combinação de dopaminas, ocitocinas e neurotrofinas. Inclusive, a última delas de que tive conhecimento se propunha a provar como as mulheres, frente uma seletividade genética em busca de compatibilidade, escolhia os seus parceiros pelo cheiro natural… Tá bom, né? Não me atrevo por em xeque nossa origem animal, não tenho bagagem suficiente pra isso. Mas se estivéssemos mesmo em tal estágio de evolução, ou por que não involução, então estaríamos procriando nossa espécie sem ao menos precisar trocar uma palavra sequer com nossos pretendentes, não saberíamos nem seus nomes; seríamos quase como os cães que farejam o aroma do cio no órgão genital alheio. Isso me soa no mínimo engraçado, mas há, aos meus olhos, uma quantidade quase infinita de outros fatores bem humanos que influenciam o começo de uma relação; não vou me deter ao mérito dessa questão, pois existem aqui posts mais legais do que o meu que falam sobre isso. O fato é que, estando os cientistas certos ou não, uma relação pode perdurar por anos a fio em uma paixão avassaladora, outras não lá tão apaixonadas assim, e algumas delas terminam ainda nas primeiras semanas. A tal da pouca experiência de vida citada ali em cima me diz que não existe uma regra, mas sim uma singularidade, uma especificidade em cada uma delas. Mas, também dito anteriormente, algumas situações são vivenciadas por nós de maneiras semelhantes, ainda que cada um sinta e conduza à sua maneira, e com o término de uma relação não há quem não sinta pela perda. Isso é quase sempre notável. Uma vez que acontece a ruptura, pelo menos uma das partes, senão as duas, deu um significado um tanto quanto especial para aquele acontecimento e este invariavelmente vai gerar algum mal estar. Agora, se pensarmos que aquele bem estar indescritível e inexplicável acontecia apenas porque estávamos na presença do outro ser cativante (e não do coquetel de proteínas e neurotransmissores), fica aqui explicado que esta é a ausência da presença. Creio que a maioria de nós já deve ter descoberto como é desagradável a sensação dessa experiência. </p>
<p align="center"><img src="http://www.diariodecasal.com.br/wp-content/uploads/2010/03/chuvanajanela.jpg" alt="Rain on Windows"><br />
<em>Rain on window &#8211; Crédito: <a href="http://www.flickr.com/photos/polselli/1397216189/" target="_blank">Adam Polselli</a></em></p>
<p>Pois, muito bem. A ausência da presença então é a não-presença do outro cativante, este que só pode ser cativante na presença do que foi cativado. Mas isso não é tudo, meu caro amigo tão solícito em vossa atenção.</p>
<p>Tendo ocorrido o distanciamento e todas as suas emoções decorrentes, vai demorar algum tempo até que aquela relação extinga-se por completo. Para exemplificar, peço licença para desconstruir aqui alguns conceitos de relação e de casal aos quais estamos mais acostumados. Isso porque estou convicto de que existem relações que vão sendo empurradas com a barriga por anos e anos, temperadas com a mais paralisante das monotonias, regadas pelo mais frio dos cinismos: isso pra mim não é um casal. Em contraponto, também existem aquelas que são fruto de emoções (não de cheiros) mais viscerais, permeadas por um sentimento simples, porém muito mais intenso, filho da verdadeira interação humana, e estas relações podem durar não mais que um mês, uma semana, ou mesmo uma única noite. Alguma coisa qualquer que seja desta forma, tal qual este sentimento, tão gigantesco em sua força e veracidade, não pode ser meramente negligenciado ou posto de lado. A não ser que a pessoa entre em uma negação veemente da realidade e desenvolva uma boa psicose em um mundo alternativo, não conheço nenhum outro mecanismo de defesa que seja suficientemente capaz de passar por cima deste titã. A partir do momento que o afeto está ligado ao “objeto” de seu desejo, dificilmente ele vai ser integralmente deslocado para outro ou ainda sublimado, pois o que está feito, está feito, e não há resignificação no mundo que mude os fatos do passado. Sendo assim, na condição de neuróticos saudáveis, o melhor que temos a fazer é admitir, reconhecer que este alguém ainda existe em nossos pensamentos, em nossos corações e de certa forma atua quase que diretamente em nossas vidas. Percebemos então que, ainda que a relação corporal não mais exista, estamos diante de um laço afetivo muito maior do que um arrepio causado por um toque sutil atrás da orelha. A pessoa não está mais presente, mas há uma relação com aquilo que dela ainda existe dentro de você, há um relacionamento, há algo em seu interior mais íntimo que foi cativado e é com este sentimento, esta imagem, que você estará lidando. Assim é como nós vivenciamos, finalmente, a presença do ausente. </p>
<p>Por mais que isso soe como um absurdo, é assim mesmo que acontece. Podem passar todas as fases emocionais de elaboração e todos os ciclos bioquímicos do cérebro, se o que aconteceu foi vivenciado, experimentado e significado como algo já descrito nos moldes anteriores (cativante, prazeroso, indescritível, inexplicável, fruto de emoções viscerais, de afeto intenso, verdadeiro), é quase certo de que a presença dessa pessoa ausente te acompanhará pelo restante de seus dias, sendo lembrada na maior parte dos melhores e piores momentos de sua vida, ainda que ambos tenham ficado juntos apenas por alguns instantes. Você estará ali numa tarde, fumando o seu cigarro e tomando o seu café em frente a janela do seu quarto, olhando e divagando sobre como as gotas de uma estranha chuva de outono formam linhas engraçadas nos vidros dela e, quando menos esperar, de súbito aquela lembrança inundará seus pensamentos, sua mente, e em questão de segundos ela é tudo sobre o que você pode pensar. Longe, distante, ainda que ausente, aquela pessoa estará sempre presente de uma forma quase palpável.<br />
Os românticos chamariam isso de amor à primeira vista (e pasmem, alguns cientistas também se dizem capazes de provar isso sob o viés experimental), mas eu chamo apenas de um sentimento verdadeiro, único em sua singularidade, como um valioso diamante resultante da lapidação de várias emoções. Um determinado cineasta diria que não há quase nada comparável à oportunidade de conhecer alguém que possa ser lembrado por toda uma vida. Bem, justamente por não entender a maioria dos paradoxos que surgem em meio esses pensamentos confusos, me pergunto se haveria uma tal vivência, tão bela e majestosa, reluzente como um diamante, que possa ser ao mesmo tempo tão cruel e obscura, tal como um predador que mata e come a cria de outrem sem o menor pudor ou ressentimento.</p>
<p>Caro amigo e paciente leitor, acredite quando digo: este pode ser o melhor e o pior da vida a dois.</p>
<!-- boo-widget start -->
          <script type="text/javascript">
            bb_keywords = "dois";
            bb_bid  = "669";
            bb_lang = "pt-BR";
            bb_name = "custom";bb_limit = "8";bb_format = "bbb";
          </script>
          <script type="text/javascript" src="http://widgets.boo-box.com/javascripts/embed.js"></script>
          <!-- boo-widget end --><hr />
<p><small>© Ele / Ela no <a href="http://www.diariodecasal.com.br">Diário de Casal</a>, 2010. |
<a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/da-ausencia-da-presenca-a-presenca-do-ausente/">Permalink</a> |
<a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/da-ausencia-da-presenca-a-presenca-do-ausente/#comments">13 comentários</a> |
Post tags: <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/amor/" rel="tag">amor</a>, <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/ausencia/" rel="tag">ausência</a>, <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/casal/" rel="tag">casal</a>, <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/diario/" rel="tag">diario</a>, <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/dois/" rel="tag">dois</a>, <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/paradoxo/" rel="tag">paradoxo</a>, <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/presenca/" rel="tag">presença</a>, <a href="http://www.diariodecasal.com.br/posts/tag/vida/" rel="tag">vida</a><br/>
</small></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.diariodecasal.com.br/posts/da-ausencia-da-presenca-a-presenca-do-ausente/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>13</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

