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Vídeo: “O amor não correspondido”, de Ulrich Leonard Tolle

27 novembro 2013 Comente!       Postado por Carol R

Eckhart Tolle, que tem o pseudônimo de Ulrich Leonard Tolle é escritor sobre iluminação espiritual. Este é o vídeo de uma das muitas conferências que ele deu falando sobre O amor não correspondido, ou como ele chama de “Relação de amor unilateral”,  mas é mais do que isso: É uma lição sobre todo o ato de se apaixonar. Muito interessante para reavaliarmos como um todo os nossos relacionamentos e a maneira como vamos nos portar diante de tudo daqui pra frente.

“Porque o amor nem sempre é recíproco? Porque surge a situação de um tráfego de mão única? Estou colocando meu coração machucado na sua frente, por favor, conserte-o!”.

Então uma forma ama e a outra forma não é correspondida. Por que é assim? E a dor que vem disso, é uma dor enorme.

Bem vocês sabem a condição básica do ego é um senso profundo de falta, de carência, de incompletude. Então, mediante estratégias, a mente tenta preencher essa falta, que é quase continuamente sentida, exceto por alguns breves momentos em que algo é colocado lá e por um  momento a falta não é sentida. Nunca dura muito. Então ele procura por uma próxima coisa, ele olha para o futuro e procura preencher aquele buraco, aquele vazio que está sempre ali. Eu não sou eu mesmo, não estou completo, não estou em casa, eu não cheguei lá ainda. Então todas as formas de estratégias estão nisso.

Mas uma das principais áreas que procuram preencher esse vazio, essa falta é área de relacionamentos, a outra pessoa, ele ou ela. E então quando acontece, todo o foco do ego é voltado para aquela outra pessoa que é inconscientemente percebida como aquela que vai me completar. Fazer-me um todo. Ela ou ela é o escolhido. Então é quase uma obsessão o que acontece sobre aquela forma, aquela pessoa. E isso é chamado SE APAIXONAR.

E às vezes se você tiver sorte, a outra pessoa ira sentir o mesmo sobre você, você será a pessoa que irá completá-la. E sem duvida isso é excelente. Vocês dois sentem que irão se completar, e provavelmente irão querer se casar, assinar um contrato apenas pra ter segurado que para o resto de nossas vidas você irá me completar, você não irá me abandonar. Porque isso geraria consequências e você terá que aceitá-las, por isso nem mesmo pense em quebrar este contrato. E então você se casa, e é aí que o filme acaba o diretor corta o filme aqui, mas a vida continua e você se casa e depois até mesmo da lua de mel, a primeira duvida vem à sua mente “isso realmente vai funcionar?”. E a outra pessoa vai vier apta com essa enorme tarefa de completar você, e então você começa a sua existência comum no dia-a-dia: trabalho, família, e gradualmente não parece estar funcionando mais. Aquela falta, aquele vazio volta e ele/ela não está se comportando do modo que deveria para fazer você feliz e completo. Você lê em anúncios nos jornais, ao menos na Índia: “Procurando um homem / mulher para me fazer feliz”.

Quem pode viver com isso? E ninguém consegue. E então a falta que foi temporariamente coberta pela ilusão de que essa pessoa iria preenchê-lo. Essa pessoa era um corpo de dor, mas você não sabia disso, subitamente o senso de incompletude, solidão, medo, não ser, resurge em você. Mas agora sua mente se prende àquela pessoa e diz que ele ou ela é a causa do que eu sinto. Você está sentindo novamente sua condição básica de ego, você se sente mais forte agora porque por um tempo isso foi encoberto pela relação de amor. Então gradualmente o amor se torna ódio. E cada vez que a pessoa não cumpre o papel de te fazer feliz, o amor se transforma em agressão e hostilidade. Simplesmente esvaziado.

– O que você tem?

– Nada. Simplesmente não quero falar.

O que seja, ou jogando algo, tanto faz.

E então o relacionamento flutua entre funcionar de novo e não funcionar. E os períodos em que ele não funciona se tornam maiores e você se ente mal. A felicidade do casamento se torna a infelicidade da simples coexistência. A felicidade da Lua de mel se transforma em divórcio. O que na verdade é a mesma coisa. Foi uma tentativa de se preencher de alguma forma externa, e então tudo o que acontece no final é que você sente esse vazio inda mais forte, e você culpa aquela forma, aquela pessoa por lhe causar esta dor. Ë uma dor do ego, que surge da relação amor-ódio.

Ulrich Leonard Tolle

Agora, a questionadora não está nesse estágio porque, como ela mesma colocou, é um tráfego de mão única. Um grande amor foi sentido por aquela forma e não foi recíproco. O que você faz então?

Você sente aquele vazio ainda mais forte e é doloroso demais. E a tendência da mente é tecer todos os tipos de fantasias em torno disso, todos os tipos de historias, e o ego cai nisso e se torna uma imagem dolorosa de si mesmo. E se isso for adiante pode transformar essa atração em ódio. Pode acontecer, não estou dizendo que acontecerá no seu caso. Então você que nunca foi amor em primeiro lugar. E o que é chamado de amor, é na verdade uma necessidade profunda estabelecida pelo ego que está focada em uma forma ou alguém.”

 

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